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domingo, 22 de setembro de 2013

O Menino que Ninguém Amava [A minha Opinião]


Casey Watson é mais uma aposta ganha da Editorial Presença. Assim como o livro "A Mãe não me Deixa Contar" de Cathy Glass, "O Menino que Ninguém Amava" toca-nos de uma forma esmagadora. 

Casey Watson neste livro conta-nos a sua primeira experiência como mãe de acolhimento. Enalteço a coragem e a força desta mulher e desta família que embarcaram no desafio de acolher crianças com problemas, deixando para segundo plano as suas vidas e familiares. 

A história aqui contada é tocante, chocante e revoltante, uma história de abandono e abuso que nos faz questionar o porquê de tanta maldade. A quem é mais sensível, como eu, há certas passagens da história que chocam de tal forma que as sentimos fisicamente, provocando-nos um embrulho no estômago. 

Apesar de a temática do livro ser forte, a autora, de forma inteligente, conseguiu abordar esta história de uma forma acessível e sensível. A linguagem usada é simples e adequa-se bem à narrativa. Quanto às personagens, simpatizei e identifiquei-me com alguns dos seus valores, personalidades, enquanto outras só mereceram a minha repulsa. 

Estas histórias, apesar de serem difíceis de ler, por serem baseadas em factos reais, marcam de uma forma tão intensa o leitor. Depois desta leitura, tive algum tempo até pegar noutro livro. Tive de deixar a história assentar e as emoções acalmarem.

Li o livro num abrir e fechar de olhos. Apesar de ser uma história que me perturbou não consigo pousar o livro. É uma leitura que nos enche o coração e que nos faz questionar o mundo em que vivemos. 

Recomendo sem dúvida alguma este livro. 

Fico a aguardar com expectativa o próximo livro de Casey Watson.

Para mais informações sobre o livro O Menino Que Ninguém Amava, clique aqui.  

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Mundo Proibido de Daniel V. [A minha Opinião]


A leitura de livros de género erótico não está dentro das minhas primeiras preferências de leitura e, por esse motivo, esta leitura foi um desafio. O facto de ser escrito por uma autora portuguesa, que mantém o seu anonimato escrevendo sob o pseudónimo de Maria Luísa Castro e motivado pelo recente boom de edição de livros do género, decidi dar uma oportunidade a este género literário. 

Esta é sem dúvida uma leitura para fazermos sem preconceitos e com a mente aberta, visto a temática abordada neste livro poder chocar ainda as mentes mais conservadoras.

O desenvolvimento da história vai muito além do que lemos na sinopse. Verónica e Daniel, personagens principais desta narrativa vão surpreender o leitor. Verónica pela coragem de enveredar por um mundo que lhe é completamente desconhecido, o da luxúria, do prazer, do desejo e Daniel pelo desafio que será descobrir que pode amar. 

A história apresentada ao leitor vai muito para além das vivências sexuais dos personagens. A escritora apresenta-nos a história de vida dos dois personagens principais, dando a conhecer ao leitor o que os leva a agirem e a viverem de determinada forma. Não é uma história vazia de conteúdo e isso foi um dos motivos que me levaram a ler o livro até ao fim. 

As personagens estão bem construídas e apresentadas pela escritora. Ao longo da narrativa vamos conhecendo cada vez melhor cada uma delas e compreendendo porque motivos têm determinados comportamentos e personalidades.

Confesso que o desfecho do livro me surpreendeu. Não era de todo o final que imaginava quando iniciei a leitura e isso é um ponto a favor da autora, que tão bem soube construir a história. A última página deixa tudo em aberto e faz questionar a existência de uma possível continuação da história. A curiosidade fica no ar! 

Foi sem dúvida uma leitura que surpreendeu pelo desenvolvimento e desfecho da história. Uma leitura que aconselho para quem procura outro género de leitura. Comparações com outros livros publicados, dentro deste género, não poderei fazer, visto não os ter lido. 

Fica a sugestão de leitura. 
Boas leituras! 

Para mais informações sobre o livro, clique aqui

domingo, 4 de agosto de 2013

Perfume de Jasmim [A minha Opinião]


Perfume de Jasmim é o segundo livro que leio da autora Jude Deveraux. O primeira leitura que fiz foi do livro Dias de Ouro (opinião aqui). Depois dessa primeira leitura fiquei fã desta escritora. 

Esta série centrada em Edilean é sem dúvida apaixonante e agarra o leitor com unhas e dentes. Desta feita acompanhei a belíssima história de amor entre Catherine Edilean Harcourt (Cay) e Alexander McDowell. Uma história de amor que nasce e cresce fruto de uma partida do destino e de um convívio forçado e atribulado entre os personagens principais. Este amor é mais uma prova de que os opostos atraem-se e que o amor/ódio estão separados por uma linha muito ténue.

Mais uma vez Jude Deveraux brinda-nos com com uma escrita leve e bem humorada, que prende o leitor desde a primeira página até à última. Li este livro num sopro e dei por mim ao longo do livro a sorrir nos momentos hilariantes criados pela autora, a sofrer pelos personagens e a ansiar para que o desenlace desta história fosse positivo para estas personagens. 

As personagens foram bem construídas e notamos ao longo da narrativa o crescimento e amadurecimento das personagens principais, principalmente de Cay que passa de uma jovem ingénua a uma mulher madura. Em Alexander acompanhamos o seu renascer para a vida e para o amor.

Os cenários escolhidos são mais uma vez cativantes e exóticos e deixam que o leitor se perca entre florestas e pântanos habitados pela constante ameaça de jacarés e cobras. São sem dúvida cenários propícios a uma grande aventura!

Para que ainda não conhece Jude Deveraux aconselho a lerem brevemente os seus livros. Estão a perder leituras bem humoradas, com uma linguagem simples, com bonitas histórias de amor e personagens que nos cativam e com as quais nos identificamos. Estou desejosa por ler a próxima aventura desta série centrada em Edilean. 

Boas leituras! 

Para mais informações sobre Perfume de Jasmim, clique aqui

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Depois [A minha Opinião]


"Irmã" foi o romance de estreia de Rosamund Lupton e mereceu os melhores elogios e criticas. Foi sem dúvida uma leitura que me surpreendeu. Quanto a este segundo livro, "Depois" a expectativa e curiosidade eram enormes. Mais uma vez a autora não me desiludiu.

Lupton surpreende sempre pela forma singular e original como apresenta a história. Desta vez a personagem que narra a história, Grace, está em coma no hospital e conta ao leitor tudo o que se vai passando com ela e com a sua família. É sem dúvida uma forma diferente de olhar para toda a história e para todos os personagens.

As personagens são credíveis e senti durante a narrativa todas as dores, alegrias, expectativas, esperanças e amor. São personagens fortes, que nos marcam pelas suas personalidades amáveis ou desprezíveis, pelos valores que defendem ou pela falta deles, mas acima de tudo, pelo amor genuíno que sentem pela família ou então pela falta que esse amor faz nas suas vidas. 

Este foi um thriller que despertou todos os meus sentidos logo nos primeiros capítulos. O mistério cresce a cada página lida e é impossível deixar de pensar quem será o vilão da história e quais os motivos para tamanho crime. É viciante!  

A forma como a autora construiu o enredo, a linguagem simples e de fácil leitura, o bom ritmo da história, as personagens, os cenários, são uma bela combinação para conquistar e prender o leitor. 

Quem ainda não conhece a autora, pensem seriamente em dar-lhe uma oportunidade e leiam as suas histórias. Quanto a mim, vou esperar pelo próximo livro para ver que surpresas me reservará. Uma leitura que recomendo, sem dúvida alguma. 

Boas leituras!   

Para mais informações sobre o livro Depois, clique aqui.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Encontras-me no Fim do Mundo [A minha Opinião]


Depois de ter lido o primeiro romance de Nicolas Barreau, O Sorriso das Mulheres, tornou-se obrigatório ler este seu segundo romance Encontras-me no Fim do Mundo.

Como no primeiro livro do autor, somos brindados com uma singular história de amor. Um amor que nasce e floresce da simples troca de cartas de amor. Um amor que nasce e é conquistado pela força das palavras. Todos nós nos identificamos com esta história, porque a certa altura das nossas vidas, escrevemos e recebemos as nossas cartas de amor. Como diria o nosso Fernando Pessoa: "Todas as cartas de amor são Ridículas.Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas."  

Uma bela história de amor não poderia ter melhor cenário que a bela cidade de Paris. O autor leva-nos a passear pelas belas ruas parisienses, pelas suas cores e cheiros, por belos e emblemáticos restaurantes e por uma maravilhosa galeria de arte.

As personagens são todas elas peculiares e de fortes personalidades, característica já tão habitual nos romances de Barreau. Acompanhamos de perto a luta de Jean-luc Champollion por descobrir quem é La Principessa por detrás das cartas. As pistas que foram dadas ao longo da narrativa levaram-me de modo certeiro à principessa. 

A escrita do autor é simples e de fácil leitura. Os capítulos são curtos e ricos em diálogo, o que permite avançar rapidamente na leitura e despertar constantemente a atenção do leitor. Durante a leitura são constantes as palavras e expressões em francês. Para quem não está à vontade com a leitura do francês pode ser um pouco complicado mas há sempre a tradução das mesmas. 

Foi uma leitura que fiz num sopro. Não se dá pelo passar das páginas e das horas e assim, durante uma tarde, fiz uma viagem romântica até Paris e deixei-me conquistar pelas belas cartas de amor destes dois apaixonados. Fiquei com vontade de voltar a escrever cartas de amor e de sentir a ansiedade de as receber.  Uma história de amor inspiradora. Afinal o amor está mais perto de nós do que imaginamos. Os nossos olhos é que muitas vezes estão desatentos. Como diria Antoine de Saint-Exupéry: "O essencial é invisível aos olhos." 

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Segredos para um final feliz [A minha Opinião]


Segredos para um final feliz é o mais recente romance de Lucy Dillon. A autora foi distinguida com o prémio Romantic Novel of the Year 2010, com o livro Corações sem dono. 

É o primeiro romance que leio da autora. Encheu-me as medidas e não me desiludiu. 

Lucy Dillon presentei-a o leitor com personagens cativantes e com as quais nos identificamos. Michelle e Anna são as duas personagens principais deste romance e são duas mulheres com personalidades tão distintas uma da outra mas que nos conquistam. Anna é uma apaixonada por livros, sonhadora e uma romantica incurável. Michelle é uma mulher pragmática, controladora e que vive atormentada pelo passado. Uma coisa têm em comum, ambas procuram encontrar o seus próprios finais felizes. 

A escrita da autora é simples e de leitura fácil, com imensos momentos ternos e passagens inspiradoras. No início de cada capitulo somos presenteados com uma opinião de uma personagem da história acerca de um livro. Eis um exemplo: «Em criança sonhava pertencer a' Os Cinco, ao ponto de constantemente inventar "mistérios" só para conseguir resolvê-los - e poder dar ordens à minha irmã relativamente à "investigação".» 

Ao longo de todo o romance o leitor é presenteado com imensas referências de livros e leituras feitas pelos personagens, e de que maneira essas leituras influenciaram as suas infâncias e adolescências. Depois desta leitura vou querer ler alguns dos livros mencionados durante a narrativa. «E que tal a Miss Marple? Seria ótimo se o tempo estivesse agradável. No jardim, com um preto de pãezinhos quentes e um bule de chá... Às voltas com as criaditas e os vigários homicidas de St. Mary Mead. Com a Miss Marple a falar com a Joan Hickson, claro. Tudo very british. Maravilha!»

Adoro um romance que aborda relações familiares, de amor e de amizade. Segredos para um final feliz fala-nos destas temáticas de uma forma realista e verdadeira. Acima de tudo esta é uma história que nos incentiva a seguir os nossos sonhos e não ter medo de recomeços. Cada uma das personagens luta pelo seu final feliz e querem acreditar que os finais felizes não acontecem só nos livros. 

Foi sem dúvida uma leitura inspiradora. A grande paixão pelos livros está bem presente. A grande mensagem do livro para mim é que os finais felizes não acontecem só nos livros, também acontecem na vida real. Lutem por eles! 

Boas leituras! 

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

A mãe não me deixa contar [A minha Opinião]


Cathy Glass é o pseudónimo literário de uma mãe de acolhimento de nacionalidade britânica e como tal, todas as histórias narradas pela a autora, são inspiradas na sua experiência como cuidadora de crianças em situações problemáticas. 

Este é o primeiro livro que leio de Cathy Glass e deixou em mim marcas profundas. É um livro poderoso, sem dúvida alguma. Mexeu com as minhas emoções. Durante a leitura senti-me incrédula, revoltada, angustiada, triste mas também sorri e me enterneci. É difícil ler uma história que se baseia em factos reais e torna-se mais esgotante quanto se trata de maus tratos a crianças. 

Apesar de ser uma leitura difícil pela temática em si, a autora torna tudo mais fácil a partir da sua escrita simples mas realista. Algumas passagens poderão atingir-nos como um relâmpago mas é o que torna esta história inesquecível. 

A história do pequeno Reece é inspiradora. Apesar de tudo o que sofreu durante os primeiros anos de vida, vai encontrar no lar de Cathy Glass a oportunidade de mudar a sua vida para muito melhor.

Reece é-nos apresentado como uma criança agressiva, hiperativa, com um atraso de desenvolvimento visível e que traz muitas dores de cabeça à incansável Cathy. Confesso que no inicio duvidei se conseguiria ler o livro, pela forte carga emocional que carrega, mas logo mudei de ideias. É uma história inspiradora. Dei por mim a acreditar naquela criança e a lutar para que a mesma tivesse um final feliz. 

É uma leitura para se fazer com calma, mas a partir do momento em que li os primeiros capítulos a curiosidade foi aumentando. Reece inspira-nos na sua vontade de ser melhor e na sua vontade de esquecer o que de mau viveu. 

Este livro é sem dúvida uma grande lição de vida. Reece mudou porque Cathy acreditou nele. Basta ter paciência e amor e os milagres acontecem.

Não deixem de ler esta história inspiradora e enternecedora.

Aconselho a todos que, como eu, são fãs de Torey Hayden. Vou querer ler os outros livros já publicados de Cathy Glass.

Boas leituras!

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Dois Anos e uma Eternidade [A minha Opinião]


Esta foi sem dúvida uma leitura que me proporcionou uma tarde descontraída. De leitura fácil e com uma história cativante, viajei por estas páginas à velocidade da luz.

Karen Kingsbury apresenta ao leitor inspiradoras histórias de amor, que fazem o leitor acreditar em segundas oportunidades e em milagres de amor. 

A escrita da autora é simples e acessível e brinda-nos com passagens de imensa ternura e amor. 

As personagens escolhidas pela autora são tão reais e credíveis. Molly e Ryan dois jovens apaixonados que vivem uma bela história de amor mas que acaba de uma forma repentina. Fizeram-me reflectir sobre o poder que as nossas decisões precipitadas têm na nossa vida, quando são tomadas sem pesar os prós e os contras. Charlie e Donna são o casal maduro da narrativa, que viveu e vive uma bela história de amor e que luta para ultrapassar todas as adversidades da vida. São personagens que me cativaram e aos quais daria uma segunda oportunidade. 

O facto de toda a história se concentrar maioritariamente numa antiga livraria de nome Ponte, faz deste romance um tesouro. É maravilhoso viajar por esta antiga livraria, estar rodeada de livros, ver a grande paixão de Charlie Barton pelos livros e presenciar o poder que uma livraria tem numa comunidade. 

É sem dúvida uma história sobre o poder do amor, da amizade e da paixão pelos livros. 

Jane Eyre será, com certeza, uma das próximas leituras, graças as belas referências presentes neste livro.

O Verão e as férias aproximam-se e este livro será como uma brisa suave.

Boas leituras! 

Para mais informações consulte o site da Topseller aqui.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Mãe que Chovia [A minha Opinião]


Este é o primeiro livro que tive o prazer de ler do autor José Luís Peixoto. Foi uma estreia cheia de ternura, de poesia, de amor.

Este livro é um hino a todas as mães do mundo. A mãe apresentada neste livro é muito original, é a mãe chuva, tão vital para todos. Acompanhamos a alegria e a tristeza do seu filho. A alegria de quando a mãe está presente e o ajuda e mima. A tristeza de quando esta se ausenta para longe e tem de a partilhar com outros. 

"Desde sempre que toda a gente lhe dizia que era filho da chuva." Esta é a frase inaugural do livro e é com esta simplicidade de escrita que sou convidada e conquistada a conhecer esta mãe e filho tão especiais. Foi uma escrita que me cativou pela simplicidade mas também pela poesia e ternura das palavras. No simples está o belo e este livro é prova disso mesmo.

Dou os parabéns ao ilustrador Daniel Silvestre da Silva que me brindou com ilustrações maravilhosas. Andei perdida durante minutos nestas belas ilustrações. Sem elas este livro não seria o mesmo. 

Um livro que aconselho a miúdos e a graúdos. Maravilhoso!

O próximo passo será ler, em breve, o meu primeiro romance de José Luís Peixoto.

Boas leituras!


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Grande Amor da Minha Vida [A minha Opinião]



Foram tantas as opiniões que li que me aconselhavam a ler este livro e tantas as pessoas que me recomendaram a leitura, que foi impossível não deixar de ler "O Grande Amor da Minha Vida".

Esta é sem dúvida uma bonita história de amor passada num cenário de horror. 

Tatiana e Alexander são duas personagens bem diferentes uma da outra mas que se complementam. Assisti ao crescimento de Tatiana, uma personagem que só me conquistou com o evoluir da história. Ao inicio demasiado infantil e inocente e que foi crescendo e amadurecendo ao longo da história até se transformar numa mulher corajosa e lutadora. Alexander não é só um homem bonito, é decidido, sabe o que quer, corajoso mas que tem uma fraqueza, Tatiana. Dasha e Dimitri foram duas personagens secundarias que me irritaram profundamente, pelas suas personalidades pouco interessantes, são fracos, interesseiros, cobardes.

O cenário da 2ª grande guerra foi bem conseguido pela autora, através do realismo que empregou nas suas descrições. Foi um dos poucos livros que li que me deu a conhecer a dura realidade da guerra, a morte e a fome. É evidente o grade trabalho de pesquisa empregue pela autora para dar ao leitor uma imagem fidedigna do regime soviético e da grande máquina de guerra nazi.

Quanto à escrita, é simples, com passagens poéticas e profundas e com uma grande presença de diálogo, algo que aprecio bastante e que faz avançar a acção. 

Confesso que senti dificuldade na leitura dos nomes russos e custa a habituar. O facto de ser um livro enorme com letras bem pequeninas tornou a leitura cansativa.

A meu ver, durante a narrativa a autora arrastou alguns momentos que eram desnecessários e que tornaram a leitura aborrecida. 

Apesar de ser um romance longo e com alguns momentos aborrecidos, esta não deixa de ser uma bonita e realista história de amor em tempos de guerra.

Boas leituras! 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Segredo de Sophia [A minha Opinião]


O Segredo de Sophia é o segundo romance de Susanna Kearsley que leio e mais uma vez a autora leva o leitor numa maravilhosa viagem no tempo. Relembro que O Segredo de Sophia ganhou o Prémio Romantic Times para Melhor Romance Histórico. É sem dúvida um romance inesquecível.

Três séculos separam as duas personagens principais da história, Carrie e Sophia. Carrie que durante o processo de escrita do seu novo livro viaja até ao XVIII e conhece de perto a sua heroína Sophia. A escrita parece tomar vontade própria e Carrie questiona-se se é tudo fruto da sua imaginação ou memórias que guarda da sua antepassada. 

Vamos acompanhar duas histórias de amor separadas por três séculos mas que no entanto parecem ser uma só. A autora mais uma vez conquista o leitor com uma história bem construída, escrita e surpreende pela forma natural como conjuga o presente e o passado. 

Gostei especialmente de acompanhar e conhecer o processo criativo da escrita de um livro e da forma como essas personagens ganham vida. O que inicialmente parece ficção, pouco depois se transforma em dúvida e descoberta.

Adorei o cenário escolhido, a bonita Escócia e o castelo de Slains. 

Quanto aos personagens, acho que foram bem escolhidos, caracterizados e bem integrados na época que representam. 

Depois de ter lido "Mariana", já consegui adivinhar os contornos da história e neste aspecto não houve surpresas. 

Gostei do livro por ser uma romântica incurável. Sophia e Jonh Morey brindam-nos com uma bonita história de amor. Tinha ficado fã da autora depois de ter lido "Mariana" e por isso, para mim, era obrigatório ler "O Segredo de Sophia".

Espero voltar a ler em breve um novo livro desta autora mas com uma temática diferente que não sejam estas viagem entre presente e passado. Espero que a autora me surpreenda. 

Uma leitura que recomendo a todos os apaixonados por história e pelo amor.

Boas leituras!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Viver Depois de Ti - [A minha Opinião]



Este foi o primeiro livro que tive o prazer de ler da escritora Jojo Moyes. Só vos posso dizer que foi uma excelente estreia. Fiquei rendida à escrita da autora e à história maravilhosa com que me presenteou.

A expectativa era enorme quando iniciei esta leitura e não me desiludi. A escrita da autora é encantadora na sua simplicidade e brinda o leitor com passagens profundas, que questionam e provocam um turbilhão de dúvidas e emoções. O humor não é esquecido e durante a narrativa somos brindados por momentos de riso que são fundamentais para a leveza da narrativa.   

As personagens deste romance são inesquecíveis. Will e Lou vão ficar na minha memória por muito tempo. Will pela sua inteligência, força, coragem, sarcasmo e Lou pela sua originalidade, sensibilidade, esforço, alegria. Duas personagens tão diferentes uma da outra mas que irão abalar a vida do outro de uma forma irreversível. Dizem que os opostos atraem-se e Will e Lou são a prova disso mesmo. Identifiquei-me com estas personagens e senti que os seus problemas poderiam ser os meus problemas, as suas vitórias as minhas vitórias. Jojo Moyes construiu personagens credíveis, que conquistam o leitor pelas suas personalidades fortes e histórias de vida. 

O tema abordado pela Jojo Moyes neste livro, é um tema controverso. A eutanásia sempre foi um tema muito discutido e que sempre gerou grandes conflitos. Neste romance a autora aborda o tema de uma forma inteligente e sensível, obrigando cada um de nós a uma reflexão profunda. Compreendi que cada um de nós tem direito a fazer livremente a sua escolha e aceitar as suas consequências. Muitas vezes não compreendemos essas escolhas mas será que as devemos julgar?

Uma história de amor singular, emotiva, inesquecível que me deixou de lágrimas nos olhos e com um nó na garganta. 

O realismo de toda esta história tocou-me profundamente que depois de lida a última página e fechado o livro as emoções ainda continuavam bem vivas em mim. O vazio que depois fica é inquietante.   

Este será um romance que quero voltar a ler muitas vezes. Arrisco-me a dizer que será um dos melhores livros de 2013. 

Espero em breve estar a ler um novo livro de Jojo Moyes.  

Boas leituras!

Mais informações sobre o livro Viver Depois de Ti no site da Porto Editora.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os Ingredientes Secretos da Felicidade [A minha Opinião]


Adorei este livro! Não há nada melhor que um livro que fala de amor e de comida italiana. Passei o livro todo a desejar estar na cozinha com Holly e todos os seus alunos a preparar e a comer saborosas iguarias.

Melissa Senate conquistou-me pela encantadora simplicidade da sua escrita e pelo amor pela cozinha italiana. Foi levada numa maravilhosa viagem de sabores, cheiros e cores. A autora conjugou de forma perfeita o romance e a cozinha italiana.

A Camilla´s Cicinotta conquistou-me de tal forma que desejei poder lá estar ou ter uma igual na minha própria casa. Foi descrita de uma forma tão acolhedora que senti que este refúgio perfeito de Holly, também poderia ser o meu.

Adorei as personagens, Holly, Mia, Juliet, Simon, Tamara e Liam. Pude acompanhar o crescimento de cada uma delas e a busca que todas elas empreenderam para alcançar a felicidade. São personagens que nos conquistam e com as quais nos identificamos.

É sem dúvida uma leitura leve e apaixonada, que me proporcionou horas de prazer e fez crescer em mim o desejo de aprender mais sobre cozinha italiana. Já tenho as minhas memórias felizes e tristes, agora falta só ir  para a cozinha preparar uma das receitas presentes no livro.

Uma leitura que recomendo a todos os românticos e apaixonados pela cozinha. Serão horas de leitura bem passadas. Adorei!

Boas leituras!

Para mais informações sobre o livro consultem o site do Clube do Autor

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nas Asas do Amanhã [A minha Opinião]


Nas Asas do Amanhã é o último livro da trilogia Asas de Glória de Sarah Sundin. Depois de terminada a leitura fica a nostalgia de ter lido uma grande história. Os irmãos Novak vão deixar saudades.

Sarah Sundin apresentou mais uma vez uma bonita história de amor e de coragem. Raymond Novak e Helen Carlisle são o par romântico desta narrativa. São duas personagens que foram referenciadas nos anteriores livros da trilogia, e que neste último volume ganham protagonismo. 

Ray e Helen são duas personagens que cativam o leitor. São dois seres humanos com muita coragem apesar de não acreditarem. Sarah Sundin apresentou ao leitor duas personagens com as quais o leitor se identifica e simpatiza. Helen, uma mulher que já sofreu muito na vida, que vive numa grande mentira e que tudo faz pelo seu filho. Ray, um homem romântico, bondoso, apaziguador e que luta para vencer os seus medos. Acompanhei o crescimento e a luta interior destas personagens com muita emoção. São estas emoções que me aproximaram dos personagens e lhes conferiram veracidade. 

A autora, neste livro, aborda vários temas difíceis como a violência doméstica, a descriminação racial e a morte, de uma forma astuciosa. Os personagens que passam e são confrontados por este tipo de problemas, lutam por ultrapassa-los encontrando esperança e resiliência na fé. A mensagem é forte, e a autora conseguiu passa-la ao leitor de uma forma brilhante e cativante.

Mais uma vez a leitura foi viciante. Sarah Sundin tem uma escrita encantadora e presenteia sempre o leitor com numerosíssimos pormenores históricos sobre a Segunda Guerra Mundial. É quase impossível pousar o livro. 

Fechou-se assim, com chave de ouro, uma trilogia fantástica. Fomos mais uma vez brindados com uma bonita história de amor, com aventuras passadas em cenário de guerra e com personagens inesquecíveis.

Adorei a leitura e é claro que não posso deixar de a recomendar. 5* 

Espero muito em breve voltar a ler um novo livro de Sarah Sundin. Sem dúvida uma excelente aposta editorial da Quinta Essência. 

Boas leituras!  






quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ventos de Guerra e de Amor [A minha Opinião]


Jodi Ravaud, para quem não conhece é portuguesa, filha de mãe francesa e pai português. Licenciou-se em Psicologia e mestre em História Contemporânea. Conta já com duas publicações de livros infantis, O Regresso de D Sebastião e A Lenda do Gato Voltaire.

Noto muitas influências, neste romance histórico, que advêm da formação de Jodi Ravaud mas também de um intenso trabalho de pesquisa. A autora teve um extremo cuidado em apresentar ao leitor informações verídicas sobre os horrores do holocausto nazi e da II Guerra Mundial.

Mais do que uma grande história de amor vivida na II Guerra Mundial, este livro é um importante testemunho dos horrores e perseguições que os judeus sofreram nas mãos dos nazis. O livro recorda toda a crueldade e barbárie humana. A loucura tem um nome, Hitler e todos os seus seguidores. Um humano compadecesse do sofrimento do outro e Hitler e todos os que seguiram as suas ordens, são tudo menos humanos, são monstros.

Neste romance de ficção histórica conheci os principais intervenientes na guerra iniciada pela Alemanha e todos os jogos de poder e espionagem daí resultantes. Viajei por vários países, conheci as suas gentes e as suas inquietações. Conheci personagens sinistras mas também de bom coração. São essas personagens de bom coração que tocam o leitor. 

A história de amor de Helmut e Gisella, fez-me recordar a história trágica de Romeu e Julieta, destinados a ficar um sem o outro em vida mas juntos para todo o sempre. 

Gostei muito das citações que estavam presentes no inicio de cada novo capitulo, como que a dar o mote para o que ia ser descoberto nas linhas seguintes. Aqui fica um exemplo: "Muitas águas não podem apagar o amor, assim com as cheias não o podem afundar." Cantico de Salomão 8:7  

Foi sem dúvida uma história que me apaixonou, comoveu e revoltou. Acima de tudo, este é um importante testemunho para não deixar esquecer o passado e para que acontecimentos como o Holocausto não se voltem a repetir. 

Uma leitura obrigatória para todos os fãs de romances históricos e interessados na história do Holocausto.

Boas leituras!



domingo, 5 de maio de 2013

Milagre [A minha Opinião]


Jill Aramor, conhecida por R. J. Palacio, escreve um primeiro e maravilhoso romance. Milagre é de facto um livro extraordinário e marcante.

Neste livro conhecemos e acarinhamos August Pullman, uma criança que nasceu com uma deficiência genética que deformou por completo o seu rosto. Aos 10 anos esta criança vai enfrentar o maior desafio da sua vida, a escola.

Acompanhamos pela voz de Auggie, familia e amigos, todas as dificuldades e sucessos que enfrenta na sua vida.

Auggie é um menino inteligente, carinhoso e consciente da sua deficiência e da forma como esta afecta as pessoas que o rodeiam. Na escola, sente com mais intensidade o desprezo dos seus colegas mas também será neste mesmo ambiente que irá encontrar grandes amigos.

O leitor irá acompanhar as lutas diárias, os sofrimentos, as pequenas conquistas de Auggie e irá também querer ajudar e proteger este menino.

Auggie é sem dúvida uma personagem que conquista imediatamente o leitor pela sua inteligência, inocência, coragem. É notório o crescimento da personagem ao longo do livro. Os obstáculos que enfrenta tornam este personagem real e mais forte perante o leitor. 

A autora ao introduzir outros testemunhos sobre o August, tornou a história ainda mais rica e deu a conhecer ao leitor as personagens secundárias que tão importantes foram na história.

Este livro emocionou-me, fez-me rir, chorar, causou-me revolta, fez-me questionar muitas atitudes inconscientes que tomamos sem nos aperceber-mos que estamos a magoar alguém. Mas mais importante que tudo isto é a mensagem do livro, que a verdadeira beleza reside no coração, nos sentimentos nobres e não na aparência.

Foi sem dúvida um livro emocionante, viciante, que tocou o meu coração e me fez acreditar na bondade, na amizade e que, de vez em quando, os milagres acontecem. Um dos melhores livros que li ultimamente. Uma leitura obrigatória!

Boas leituras!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Menina Rica Menina Pobre [A minha Opinião]


Joanne Rees escreveu o seu primeiro romance em 1997, com o seu nome de solteira, Josie Lloyd. Escreveu também vários bestsellers com o romancista Emlyn Rees, com quem casou. Em 2007 voltou a escrever sozinha. Este Menina Rica Menina Pobre (A Twist Of Fate, título original) é o primeiro romance publicado na Asa.

Depois de ver esta capa e ler a sinopse, sabia que tinha de ler este livro. Mas a sinopse pouco me preparou para o que encontrei nestas 508 páginas. Pensei eu saber já a história, duas irmãs, separadas à nascença e que a vida trataria de forma desigual, uma com todos os privilégios e outra com muitas carências. Enganei-me redondamente. Esta é uma história que combina belas histórias de amor com temáticas mais sensíveis, sérias e sombrias como a exploração infantil, a prostituição, abusos sexuais. Só vos posso dizer que tive momentos durante a leitura que senti como se me estivessem a dar um murro no estômago. 

A autora surpreendeu-me a cada capitulo com o rumo que escolheu para esta história. Brindou-me com diferentes cenários, da Alemanha de Leste aos Estados Unidos, de Itália às Caraíbas, de Amesterdão a Londres. Esta mudança de cenários torna a narrativa mais interessante e dinâmica para o leitor. 

Os capítulos, alternadamente, são associados a uma das personagens principais, ou a Thea ou a Romy. A cada um deles é associada uma data para nos podermos orientar na história e situar os acontecimentos num calendário mental. A forma como a autora apresentou os vários capítulos agradou-me. Quando fica um acontecimento por finalizar, a autora trata de o desvendar no próximo capitulo da personagem, de forma brilhante. O facto de não desvendar todos os factos e deixa-los em suspenso para as páginas seguintes, é excelente para agarrar o leitor ao livro. Dei por mim a ler páginas de forma compulsiva só para saber como ficou resolvido determinado acontecimento na vida das personagens principais. 

Quanto ao lote de personagens escolhidas foi fantástico. Temos inúmeras personagens que entram e saem da vida das personagens principais, mas que não surgem por acaso. Cada uma delas parece surgir para enriquecer mais a história e contribuir para o crescimento das personagens principais, Thea e Romy. 

O destino também está muito presente na narrativa e parece brincar com as personagens. Parece exercer um poder invisível e guia-as de forma certeira aquele momento derradeiro. Joanne Rees trabalhou este destino de forma atenta e pormenorizada, não deixando nada ao acaso.

Outro ponto que não posso deixar de referir é a inclusão de acontecimentos reais na história, como por exemplo a queda do muro de Berlim e os atentados do 11 de Setembro às Torres Gémeas. Estes pormenores tornam ainda mais rica a narrativa e aproximam o leitor.

Foi sem dúvida uma história que mexeu com as minhas emoções, que me proporcionou horas de boa leitura e que me cativou pelas personagens fortes e lutadoras. Deixou-me sem dúvida grandes lições de vida, que o dinheiro não compra a felicidade, que a verdade vem sempre ao de cima e que o verdadeiro amor tudo supera.

Uma leitura que recomendo pela riqueza da história e pelas constantes reviravoltas.

Boas leituras!         

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Mundo Amarelo [A minha Opinião]


Albert Espinosa, conta na primeira pessoa a sua experiência como doente oncológico e como essa vivência o fez encarar a vida com outro olhos. "O cancro tirou-me as coisas materiais [...] mas deu-me a conhecer muitas outras coisas que nunca teria conseguido descobrir sozinho."

Apesar de tudo o que sofreu dos seus tenros 14 anos até aos 24 anos, quando foi dado como curado, Albert não sente raiva nem rancor. Encara essa fase da sua vida como algo positivo, que o fez crescer e encontrar a felicidade.

Nestas 175 páginas Albert partilha com o leitor dicas, ensinamentos, listas para alcançar a felicidade e ultrapassar momentos difíceis da nossa vida. Acima de tudo, o autor partilha o seu bom humor e a sua alegria de viver. 

Com este mundo amarelo aprendemos a conhecer-nos e a conhecer melhor os outros. Fala-se abertamente de perda. "Às vezes as perdas serão pequenas, outras vezes serão grandes, mas se te acostumares a percebê-las, a enfrentá-las, no final dar-te-ás conta de que não existem como tal. Qualquer perda é um ganho."  Fala-se de dor e de medo. "Foi nesse dia que percebi que «dor» é uma palavra que não tem valor prático; tal como o medo. São palavras que assustam, que provocam dor e medo. mas, na realidade, quando a palavra não existe, deixa de existir a essência daquilo que quer significar." Fala-se de morte, afinal será o nosso fim e só podemos viver bem a nossa vida quando encararmos e falarmos abertamente sobre a morte.  Fala-se de amarelos, tema que dá título ao livro. "Amarelo. Definição: Diz-se da pessoa que é...", e mais não digo. Para descobrirem do que falo, tem de ler o livro. Desta parte dos amarelos não concordo com tudo o que foi exposto pelo autor mas respeito. Caberá a cada leitor formar a sua opinião.

Foi um livro que li em poucas horas e que bons conselhos e dicas me deixou. Albert Espinosa tem, sem dúvida alguma uma maneira muito singular e contagiante de encarar a vida.

E lembrem-se: "Mesmo que o mundo seja a preto e branco, podemos sempre pintá-lo de amarelo."

Uma leitura que recomendo pelo optimismo que transmite.

Boas leituras! 

Mais informações sobre o livro no site da Editorial Presença. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aristides de Sousa Mendes Um Herói Português [A minha Opinião]


A 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato, nascia Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches.

Mais do que biográfico, este é um importante livro sobre a história de Portugal e do Holocausto nazi na 2ª Guerra Mundial. Conhecemos bem quem foi Aristides de Sousa Mendes, a sua família, os valores que defendia, um homem de fé, lutador, corajoso e acima de tudo generoso. 


A sua vida é apresentada desde tenra idade até à sua morte. Foi um homem que viajou e conheceu o mundo  durante a sua carreira diplomata. O mais importante cargo foi sem dúvida o de Cônsul de Portugal em Bordéus, no inicio da 2ª Guerra Mundial. Aristides desobedeceu às ordens directas de Salazar de recusar conceder vistos. Conta Pedro Nuno, que seu pai, Aristides, disse: "A partir de agora, vou dar vistos a toda a gente, deixou de haver nacionalidades, raças, religiões." Diz mais ainda: "Em seguida, o nosso pai disse-nos que tinha ouvido uma voz, a da sua consciência o a de Deus, que lhe ditara a conduta a seguir, e que agora tudo estava esclarecido para ele." O sobrinho César Mendes recorda-se do tio dizer: "Não posso consentir que todas estas pessoas morram. Muitas delas são judias e a nossa Constituição diz claramente quem nem a religião, nem as ideias politicas de um estrangeiro podem servir de pretexto para lhe recusar a entrada em Portugal." É desta forma e seguindo a sua fé de cristão que Aristides de Sousa Mendes com a ajuda dos seus filhos, sobrinhos e do rabino Jacob Kruger, salva milhares.

Por desobedecer a uma ordem de Salazar, Aristides de Sousa Mendes é punido. Fica suspenso de exercer as suas funções, o seu salário é cortado para metade, é privado de exercer a profissão de advogado. Tudo isto contribui para que a sua vida dê uma grande volta e que o cônsul e a sua numerosa família se veja na miséria, ajudados pela solidariedade de muitos.

A sua pobreza será ainda maior e vê-se obrigado a se desfazer dos bens que ainda lhe restam para poder, ao menos comer.

Aristides de Sousa Mendes, morre a 3 de Abril de 1954, vitima de uma nova congestão cerebral e de uma pneumonia. Não tendo as suas vestes, é enterrado com um hábito de burel dos franciscanos.

Muitos anos depois da sua morte, Aristides de Sousa Mendes recebe inúmeros reconhecimentos. Este será sempre recordado como o homem que salvou milhares do terror do Holocausto. 

Uma leitura obrigatória e que recomendo pela sua lição de vida e de história. 

Boas leituras!  

Para mais informações acerca do livro, visitem a página da Editorial Presença.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Espião Português [A minha Opinião]


Este é o primeiro romance de espionagem português que leio e dou os meus parabéns ao Nuno Nepomuceno pelo fantástico livro. 

A primeira página do livro não deixou mentir sobre a história incrível que vamos acompanhar durante 336 páginas. O Nuno Nepomuceno conseguiu surpreender-me inúmeras vezes. Quando penso que a história não me traz mais nenhuma surpresa, heis-me perante outra reviravolta. 

Gostei imenso do personagem principal, André Marques-Smith, nome de código Freelancer.  É um homem com princípios, de carácter, que preza os valores da família e da amizade, um romântico, sedutor, lutador. Dei por mim muitas vezes a sofrer com esta personagem e a sorrir com as suas vitórias. É impossível não criar uma empatia com este jovem espião.

O desenrolar da acção passasse em várias cidades, todas elas ricas culturalmente e que assentaram que nem uma luva na trama. De Lisboa a Estocolmo, passando por Londres, Roma e Viena, nada é deixado ao acaso. Nesta viagem, nota-se um grande cuidado por parte do escritor em oferecer informações fidedignas ao leitor e proporcionar emoções fortes.

Mais que um policial, este é um livro que mexe com os sentimentos dos personagens e do leitor. O leitor identifica-se com as relações humanas descritas, com o amor, com a amizade, com a traição, com  o sofrimento. 

O grande segredo só é revelado nas últimas páginas e não poderia ser mais surpreendente. O final ficou em aberto e a curiosidade é imensa por saber o que acontece a este jovem promissor,  André Marques-Smith.

Fico agora na expectativa em relação ao segundo volume desta Trilogia Freelancer. De certeza que trará muito suspense, mistério e emoções fortes como este primeiro livro.

Boas leituras!