quarta-feira, 21 de outubro de 2020

[A minha Opinião] Um erro inocente

[A minha Opinião] Um erro inocente

Não é segredo para ninguém que Dorothy Koomson é uma das minhas escritoras favoritas. Já estava com saudades de regressar à sua escrita e às suas histórias. Esta leitura foi feita em conjunto com mais uma série de leitoras, no Clube de Leitura Manta de Histórias

Em relação às capas dos livros da autora sempre disse para não se deixarem iludir pela aparência fofinha das mesmas. O conteúdo dos seus livros é tudo menos fofinho. A autora aborda nas suas histórias temas sensíveis, controversos e actuais. Este livro não foi excepção. 

Um Erro Inocente é narrado alternadamente por duas personagens, Poppy Carlisle e Serena Gorringe. Duas menina que cometem o erro inocente de se apaixonar por um professor. Esse erro que cometem ainda em crianças, irá persegui-las até à idade adulta. A narrativa decorre então entre o passado e o presente destas duas personagens. Estes avanços e retrocessos no tempo possibilitam a que eu, enquanto leitora, compreenda estas personagens nas suas dores e lutas. É difícil não ficar revoltada com o que vai sendo narrado. 

Como já é habitual, a escrita da autora é super fluída, nem dei pelo passar de páginas. Os capítulos não são extensos. Há alternância entre tempos narrativos e narradores. Os diálogos estão muito presentes e dão ritmo à acção. Tudo isto são pontos a favor da história. 

Quanto aos pontos menos favoráveis destaco algumas partes do livro que achei repetitivas ou um pouco aborrecidas. No que diz respeito às personagens, consegui compreender as suas dores e traumas mas não me identifiquei com nenhuma em particular. 

No geral, o balanço da leitura foi positivo. Tive uma leitura fácil e constante. Foi um livro que me revoltou pela temática abordada. Fez-me reflectir e pensar no papel dos professores, das famílias e sobre a importância de estarmos atentos a quem nos é próximo. 

Irei querer ler Vidas Adiadas, a continuação da história de Poppy e Serena. Que seja uma leitura surpreendente. 

Boas leituras! 

🌟🌟🌟 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

[A minha Opinião] Pede um Desejo

[A minha Opinião] Pede um Desejo

Quando vi que a Quinta Essência ia editar um novo livro da Tillie Cole, dei pulos de contentamento. Como alguns de vocês devem saber, adorei o primeiro livro da autora, Mil Beijos. Dei cinco estrelas bem redondas ao livro. Um YA bastante comovente e que me tocou. Portanto as expectativas para este segundo livro estavam elevadas. 

Pede um desejo, é novamente um YA. Temos como personagens principais os jovens Cromwell Dean e Bonnie Farraday. São personagens antagónicas mas que ao mesmo tempo se equilibram. Toda esta história é construída à volta da paixão pela música de Bonnie e Crowwell. A música assume na vida dos dois tanto o papel de salvadora como de pesadelo. Quando lerem o livro saberão do que falo. 

Quanto à escrita da autora, continua leve e fluída. Os capítulos não são extensos, o que me possibilitou ir avançando muito bem na leitura. A Tillie Cole, à semelhança do primeiro livro que li, volta a trazer personagens sofridas, com acontecimentos e passados um tanto traumáticos. Um "bad boy" que encontra uma rapariga que o faz colocar tudo em questão e em retrospectiva. E uma história de amor inspiradora.

Um pormenor que gostei na construção da personagem do Cromwell Dean, é uma característica na sua personalidade, que não irei revelar, mas que enriquece e muito a narrativa. Acabei por conhecer algo que não fazia a mais pálida ideia. Espero ter-vos semeado o bichinho da curiosidade. Nota-se que houve trabalho de pesquisa da autora.

No geral, é um livro que entretém e sensibiliza. Apesar de ser previsível em certos momentos, não deixa de ser uma boa leitura. Aborda também a temática da saúde mental, tão actual e tão presente nos nossos dias, e das consequências que tem na vida de muitos jovens.

Não foi um livro que me arrebatou como o Mil Beijos, mas não deixa de ser uma bonita história de amor. Talvez por ter a fasquia tão alta, e estar constantemente a comparar com o anterior, acabei um pouco desiludida. 

Depois de tudo o que mencionei anteriormente, irei recomendar a leitura a quem gosta do género jovem adulto e que ainda não tenha lido anteriormente um livro da autora.

Boas leituras!

🌟🌟🌟

sábado, 17 de outubro de 2020

[A minha Opinião] Estou a ver-te

[A minha Opinião] Estou a ver-te

Estou a ver-te é o terceiro livro da Clare Mackintosh que leio. O primeiro foi Deixei-te ir, depois li Deixa-me mentir e finalmente este. Há coisas que me agradam e desagradam nos livros da autora. 

Primeiro ponto a favor deste livro, a capa chamativa. É bem apropriada para este tempo de Outono. Quanto à sinopse, deixa-nos adivinhar uma bela trama. Mas será que é isso mesmo que acontece?

Zoe Walker é a personagem central desta história. Uma mulher na casa dos quarenta, com dois filhos, divorciada, com um trabalho que dá para pagar as contas e que mantém as mesmas rotinas todos os dias. O problema de manter rotinas é que se pode estar exposta ao perigo. É isso que acontece com Zoe. Apercebe-se que anda a ser seguida, depois de ver a sua foto num anúncio de jornal. 

Esta ideia bem desenvolvida pela autora daria um thriller fantástico, de cortar a respiração e de me manter alerta. Só que não. Até mais de meio da leitura, senti que a autora revelava pouca coisa para que a acção avançasse, e quando revelava algo importante, a história voltava a esfriar. Só depois de ter lido muito mais de metade do livro, é que a trama ganhou novo alento. Há novas pistas que vão sendo reveladas, para se conseguir construir o puzzle que resolve o crime.

Pontos a favor deste livro são os capítulos curtos e mãos cheias de diálogos. Para mim são essenciais para que a leitura não se torne aborrecida. Pontos negativos terei de apontar o arrastar da história, com passagens algo aborrecidas e que nada ofereceram à narrativa. Outro ponto negativo são as razões algo ridículas do criminoso, para cometer todos aqueles crimes. E por último, mas não menos importante, o tamanho de letra presente nesta edição. Fico pitosga só de olhar para estas letras tão pequeninas. Deixo a minha opinião sobre isto. Prefiro um livro um pouco maior e um bocadinho mais pesado se isso se reflectir em conforto na leitura. Fica a dica. 

Depois deste terceiro livro, não sei se voltarei a ler mais algum livro da autora. São livros que prometem tanto mas depois não cumprem na totalidade e fica a frustração.

Já sabem, se quiserem tirar as vossas dúvidas sobre o livro, leiam e logo irão saber se estamos de acordo ou em desacordo em relação a este livro.

Boas leituras! 

🌟🌟🌟  

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O Infinito num Junco, de Irene Vallejo Moreu - Novidade Bertrand Editora

 

O Infinito num Junco,  de Irene Vallejo Moreu - Novidade Bertrand Editora

Género: Literatura / Outras Formas Literárias
Tradução: Rita Custódio e Àlex Tarradellas
Formato: 15 x 23,5cm
No de páginas: 456
Data de lançamento: 23 de outubro de 2020
PVP: 19,90 €
ISBN: 9789722540377

Sinopse
A Invenção do livro na antiguidade e o nascer da sede dos livros.
Este é um livro sobre a história dos livros. Uma narrativa desse artefacto fascinante que inventámos para que as palavras pudessem viajar no tempo e no espaço. É o relato do seu nascimento, da sua evolução e das suas muitas formas ao longo de mais de 30 séculos: livros de fumo, de pedra, de argila, de papiro, de seda, de pele, de árvore, de plástico e, agora, de plástico e luz.
É também um livro de viagens, com escalas nos campos de batalha de Alexandre, o Grande, na Villa dos Papiros horas antes da erupção do Vesúvio, nos palácios de Cleópatra, na cena do homicídio de Hipátia, nas primeiras livrarias conhecidas, nas celas dos escribas, nas fogueiras onde arderam os livros proibidos, nos gulag, na biblioteca de Sarajevo e num labirinto subterrâneo em Oxford no ano 2000.
Este livro é também uma história íntima entrelaçada com evocações literárias, experiências pessoais e histórias antigas que nunca perdem a relevância: Heródoto e os factos alternativos, Aristófanes e os processos judiciais contra humoristas, Tito Lívio e o fenómeno dos fãs, Sulpícia e a voz literária de mulheres.
Mas acima de tudo, é uma entusiasmante aventura coletiva, protagonizada por milhares de personagens que, ao longo do tempo, tornaram o livro possível e o ajudaram a transformar-se e evoluir - contadores de histórias, escribas, ilustradores e iluminadores, tradutores, alfarrabistas, professores, sábios, espiões, freiras e monjes, rebeldes, escravos e aventureiros.
É com fluência, curiosidade e um permanente sentido de assombro que Irene Vallejo relata as peripécias deste objeto inverosímil que mantém vivas as nossas ideias, descobertas e sonhos. E, ao fazê-lo, conta também a nossa história de leitores ávidos, de todo o mundo, que mantemos o livro vivo.

Irene Vallejo (Saragoça, 1979) é apaixonada pela mitologia Grega e Romana desde tenra idade. Estudou Filologia Clássica, doutorando-se nas universidades de Saragoça e Florença. É escritora, colunista do El País e do Heraldo de Aragón, palestrante e promotora de educação e do conhecimento sobre o mundo clássico. Partilha com os outros, diariamente, a sua paixão pela Antiguidade, pelos livros e pela leitura.

Podem comprar o livro através do meu link de afiliada Bertrand.

[A minha Opinião] A Corrente

[A minha Opinião] A Corrente

Não é segredo para quem acompanha o blogue, que um dos meus géneros literários favoritos é o thriller. Assim que vi esta novidade da Editorial Presença, sabia que teria de o ler. A capa do livro não é das mais atractivas mas gostei da sinopse. 

A premissa deste livro prometia tanto. Pais cujos filhos são raptados, e que para os reaverem, além de uma avultada soma em dinheiro, terão eles próprios de raptar outra criança. Estes raptos funcionam como uma corrente, quem a quebrar pode não sobreviver para contar. A ideia da história é bastante forte mas achei que o autor Adrian McKinty se desviou da rota. 

A personagem principal desta história, Rachel Klein, é descrita como uma mulher comum mas fragilizada. Está a lutar contra uma doença que não lhe dá tréguas e que lhe retira as forças. Quando Rachel se vê enredada nas teias d' A Corrente, tudo faz para salvar a sua filha Kylie. Rachel é a primeira nota negativa que tenho a apontar. Como é que uma mulher que está super doente e sujeita a tratamentos, poderá ter comportamentos se super mulher guerreira? Achei este facto pouco verosímil. 

Gostaria também de ver mais desenvolvidos os motivos por detrás da criação d' A Corrente, bem como conhecer melhor o passado dos cérebros da organização criminosa. Conheci durante a narrativa alguns factos do passado destas personagens mas não tão aprofundado que justifiquem os actos das mesmas. 

Quanto a sentir simpatia por alguma das personagens da história, é difícil. Senti revolta e o coração apertado pela situação de desespero que muitos pais sentirão numa situação destas.         

Vá, mas não são só pontos negativos que quero apontar a este livro. Há alguns pontos positivos. Gostei da escrita do autor, que é simples e fluída. Os capítulos são curtos, o que facilita e muito o avançar da leitura. E por último, mas não menos importante, há presença constante de diálogos, que para mim é sempre um ponto imprescindível. 

Por último, gostava de referir que gostei da tradução feita pela Maria João da Rocha Afonso a este livro. 

Como digo sempre, duas pessoas nunca lêem o mesmo livro. Cabe-vos a vós, depois de lerem a minha opinião, decidir se irão querer fazer esta leitura. 

Boas leituras! 

🌟🌟🌟 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Mortina e o Namorado Fantasma, de Barbara Cantini - Novidade Bertrand Editora

Mortina e o Namorado Fantasma, de Barbara Cantini - Novidade Bertrand Editora

Género: Contos Fábulas e Narrativas / Infantil (6 a 10 anos)
Formato: 14,5 x 20,5 cm
No de páginas: 48
Data de lançamento: 16 de outubro de 2020
PVP: 9,90 €
ISBN: 9789722538343
Tradução: Susana Ferreira

Sinopse
Quem será o misterioso rapaz-fantasma que anda a tentar entrar no Casarão Decadente há dias? A Mortina queria muito descobrir, mas ele não se lembra de nada... nem do seu próprio nome! Se ninguém o ajudar, o pobre espetro acabará por desaparecer — e logo na altura em que a tia Falecida está a organizar uma tenebrosa festa de Feliz Ano Defunto, no casarão. Juntamente com o Tristonho, o seu fiel galgo albino, a Mortina procura pistas que lhe permitam descobrir de onde vem o seu novo e pálido amigo, lançando-se numa investigação hilariante que fará o teu coração bater acelerado...

Barbara Cantini nasceu na cidade de Florença, em 1977. Depois de se licenciar em Cinema de Animação, trabalhou como animadora de desenhos animados em diversas séries televisivas para o canal italiano RAI, até 2011, altura em que recebeu o prémio de Ilustrador do Ano, da Città del Sole. Agora dedica-se a tempo inteiro à ilustração, colaborando com editoras americanas, inglesas e italianas. Vive no campo, na zona de Florença, com o marido, os dois filhos, três gatos e um intrépido hámster... que agora é um morto-vivo. Em 2017 publicou o livro Mortina, o primeiro volume da coleção, um sucesso internacional traduzido para 23 línguas, seguido em 2018 por Mortina e o Primo Odioso.

Podem comprar o livro através do meu link afiliada Bertrand 

Opinião do livro Mortina aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O Meu Livro de Mitologia, de Sérgio Franclim - Novidade Booksmile

 

O Meu Livro de Mitologia, de Sérgio Franclim - Novidade Booksmile

ISBN: 9789896685423
Ano de edição ou reimpressão: 10-2020
Editor: Booksmile
Dimensões: 201 x 255 x 10 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 64
PVP: 13.99€

Sinopse
Os deuses e os monstros mais espantosos da história!
Antes dos super-heróis e dos supervilões, existiram os deuses, os monstros e outras criaturas fascinantes da Grécia Antiga! É nestes incríveis protagonistas que são inspiradas muitas das histórias dos livros e dos filmes da atualidade.
Descobre a origem da guerra entre os deuses e os titãs, os doze trabalhos de Hércules ou ainda a luta empolgante de Teseu contra o Minotauro! Dos mitos mais emocionantes aos mais sangrentos e terríficos, neste livro vais encontrar histórias épicas, com ilustrações cheias de pormenores que não vais querer perder!
Com ilustrações muito coloridas e apelativas, esta é uma ferramenta incrível para ensinar as crianças de forma divertida.
Explora os maiores mitos gregos e romanos neste livro épico!

Sérgio Franclim nasceu em 1978, em Lisboa. Concluiu a licenciatura (2000) e mestrado (2018) em Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desde 1999 publicou poesia, ficção, ensaio, teatro e ficção infantojuvenil. A partir da mitologia greco-romana, escreveu Mitos Gregos — O Triunfo dos Deuses (Ed. Zéfiro, 2017) e Mitos Gregos — Perseu e Outros Heróis (Ed. Zéfiro, 2018).

Raquel Costa é artista visual e ilustradora. Nasceu no Porto, formou-se em Artes Plásticas – Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto e é Mestre em Ensino de Artes Visuais. É professora convidada na Escola Superior de Design do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. É co-fundadora do Little Black Spot Creative Studio, desenvolvendo trabalho nas áreas da ilustração, design de comunicação e animação, com foco nos mercados editorial e publicitário. Conta já com diversos livros editados, no ramo da ilustração infantojuvenil.