quinta-feira, 15 de outubro de 2026

4 Novidades de outubro que quero ler

 

4 Novidades de outubro que quero ler

Olá mantólicos!

As novidades deste mês continuam imparáveis. Muitas das editoras já estão a publicar os livros temáticos de Natal. Uma das novidades que quero ler tem já uma capa bastante natalícia. De entre as inúmeras novidades que estarão nas livrarias este mês, selecionei quatro livros que me chamaram a atenção, desta feita tudo autores estrangeiros: John Marrs, Susan Choi,  Enni Amanda e Alice Kellen. 

Tu mataste-me primeiro, de John Marrs

➤ Tu mataste-me primeiro, de John Marrs

Sinopse
Uma nova vizinha. Uma amizade perfeita. E uma noite que terminará em chamas.
É 5 de novembro e uma mulher acorda no meio de um pesadelo. Amarrada e amordaçada, encontra-se presa no centro de uma enorme fogueira. O fumo adensa-se, o ar começa a rarear e o pânico instala-se: dentro de poucos instantes, as chamas irão envolvê-la. Como é que isto lhe aconteceu? Para compreender a resposta, é preciso voltar ao que aconteceu muito antes daquela noite.
Onze meses antes, Margot, uma antiga estrela pop cuja fama começa a desaparecer, e Anna, a sua vizinha do lado, veem chegar à rua onde vivem a encantadora Liv e a sua família aparentemente irrepreensível. As três mulheres depressa fabricam a aparência perfeita de uma amizade, mas cada uma guarda o seu próprio segredo. Liv, a recém-chegada, sente que algo está terrivelmente errado por detrás daquelas fachadas impecáveis.
À medida que as fissuras se alargam e as mentiras se tornam impossíveis de controlar, a desconfiança cresce, os ressentimentos vêm à superfície e a tensão torna-se cada vez mais perigosa. A Noite das Fogueiras aproxima-se. E, quando as chamas se acenderem, uma das mulheres estará no centro do fogo. Mas qual delas?

Lanterna, de Susan Choi

➤ Lanterna, de Susan Choi

Sinopse
A história surpreendente de uma família arrastada pelas marés do século XX, desde o Japão do pós-guerra até à América suburbana e ao regime norte-coreano.
Certa noite, Louisa, de dez anos, e o pai saem para dar um passeio à beira-mar, numa aldeia costeira japonesa onde a família está a passar o verão. O pai leva consigo uma lanterna. Não sabe nadar. Mais tarde, Louisa é encontrada na praia, encharcada até aos ossos, quase sem vida. O pai desapareceu, provavelmente afogado.
Louisa é filha única de um casal que cortou todos os laços com o passado. O pai, Serk, coreano criado no Japão e que emigrou para os Estados Unidos, perdeu o contacto com os seus familiares quando estes se deixaram iludir pelas promessas do regime de Pyongyang do pós-guerra e foram viver para a Coreia do Norte. A mãe, Anne, americana, distanciou-se da sua família após uma aventura sexual imprudente na juventude.
Alternando o foco de um membro da família de Louisa para outro, e as perspetivas ao longo do tempo, voltando repetidamente àquela noite à beira-mar, Lanterna acompanha as ondas de choque de uma catástrofe que ninguém compreende. O que aconteceu realmente ao pai de Louisa? Como é possível amar, ou dar sentido à vida, quando há tanta coisa que não conseguimos ver?


O livreiro e a noiva em fuga, de Enni Amanda

➤ O livreiro e a noiva em fuga, de Enni Amanda

Sinopse
Uma vila coberta de neve. Uma livraria.
E um vizinho impossível de resistir.
O meu plano era simples.
Começava com uma estadia breve em Hideaway Harbor, onde trabalharia durante o Natal, para depois regressar ao meu emprego no cruzeiro - a desculpa perfeita para continuar a fugir do meu ex e da confusão que deixei para trás.
Só que o meu "alojamento" revelou ser uma arrecadação improvisada, com um sofá-cama gasto e sem casa de banho. Sim, leram bem.
Foi então que o meu vizinho entrou em cena.
Fredrik é o dono da livraria da vila, vive numa casa impecável (com casa de banho!), tem um semblante sisudo e o carisma caloroso de um bloco de gelo.
É tudo aquilo que eu nunca imaginei querer. Mas, sempre que preciso, lá está ele. A salvar-me de mais um desastre. A aquecer a sauna...
Somos só amigos. Amigos... com alguns benefícios.
Mas esta amizade ameaça transformar-se em algo muito mais complicado.
Eu vim para Hideaway Harbor para fugir. Mas, entre ruas cobertas de neve, livrarias acolhedoras, luzes cintilantes e toda a magia caótica do Natal, a pequena vila começa a parecer-se perigosamente com um lar.
E o Fredrik... pode muito bem ser a única razão pela qual, pela primeira vez em muito tempo, eu queira parar.

23 outonos antes de ti, de Alice Kellen

➤ 23 outonos antes de ti, de Alice Kellen

Sinopse
Há decisões que mudam uma vida.
E há pessoas que aparecem quando menos esperamos.
Harriet Gibson nunca imaginou que uma noite impulsiva em Las Vegas a levaria ao altar com um desconhecido. Na altura, parecia a solução perfeita para garantir a herança do pai. Um casamento de conveniência. Sem consequências. Sem sentimentos. Ou, pelo menos, foi isso que ela pensou.
Dois anos depois, Luke Evans reaparece de surpresa, decidido a conseguir o divórcio e pôr um ponto final numa história que nunca devia ter começado. Entre silêncios, feridas antigas e segredos que nenhum dos dois teve coragem de revelar, Harriet percebe que o verdadeiro perigo nunca foi aquele casamento improvisado... foi apaixonar-se pelo homem de quem se deveria separar. E agora, o que fazer quando o coração toma a decisão errada?

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

O Clima Sem Mitos, de Rui Manuel Barreira - Novidade Gradiva




ISBN: 9789895896059
Ano de edição: 10-2026
Editor: Gradiva
Dimensões: 150 x 230 x 10 mm
Encadernação: Capa mole 
Páginas: 232
PVP: 17,50€

Sinopse
Há sempre duas vozes quando um sistema está prestes a ruir: a que diz que está tudo bem e a que diz que está tudo perdido. Raramente alguma tem razão e ambas são mais altas do que as de quem está a fazer o trabalho a sério. Foi a desconfiança dessas duas vozes que um engenheiro, depois de mais de 20 anos a impedir que sistemas complexos cedessem sob a sua carga, trouxe para dentro da crise climática.

O clima sem mitos, de Rui Manuel Barreira, não é nem um livro de alarme, nem de consolo. É uma leitura serena, e por isso rara, de um
problema que costuma gerar tudo menos serenidade, sendo feita na escala em que de facto se decide: das instituições, das infraestruturas,
do capital e da engenharia paciente do possível. No centro, uma convicção aprendida na água fria do Atlântico onde o autor mergulha desde criança: quase tudo o que nos assusta se enfrenta com anteparos e o clima, ao contrário do que dizem os manuais, não se resolve com um preço.

Rui Manuel Barreira, originário da Póvoa do Varzim, é licenciado e especializado em Ciência de Computadores e Engenharia de Software. Cresceu a mergulhar, ainda antes de ter palavras, primeiro por curiosidade, hoje pelo silêncio, na busca de uma calma que não encontra noutro lugar. Vendo o oceano como um sistema vivo, com memória e modos de estar inteligíveis, o autor observa, ano após ano, as águas a ficarem mais quentes e os corais a perderem a cor. Foi nessa mudança que encontrou a sua motivação para escrever, contra a inércia e o extremismo, com o objetivo de agir mais pela análise do que pelo medo.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O Lugar Mais Belo do Mundo, de James Norbury - Novidade Penguin

 

O Lugar Mais Belo do Mundo, de James Norbury - Novidade Penguin

ISBN:  9789895896059
Ano de edição: 10-2026
Editor: Penguin
Dimensões: 192x211x19mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 176

Sinopse 
Quando os velhos amigos o Grande Panda e o Pequeno Dragão encontram um mapa que promete levá-los ao Lugar Mais Belo do Mundo, decidem partir numa viagem de descoberta.

A dupla atravessa florestas escuras, montanhas perigosas, ruínas abandonadas e cavernas sombrias. Há momentos em que a paisagem ameaça oprimi-los. Mas, juntos, encontram motivação para continuar a caminhar. Cada ambiente, tão ameaçador à primeira vista, revela lentamente recantos de luz, vida e beleza.

Através de uma viagem inspiradora de amizade, luta e esperança, o Grande Panda e o Pequeno Dragão descobrem o imenso poder de procurar a beleza nos lugares mais improváveis.

James Norbury é um artista, autor e ilustrador que ama a natureza e os animais.
Nasceu na Floresta de Dean e passou a maior parte da sua vida a escrever e desenhar.
Estudou Zoologia na universidade e depois de formar-se mudou-se para a Irlanda. Depois viajou pelo Reino Unido e viveu em Newcastle, Swansea e Cheltenam, algumas vezes num pequeno barco.
James mora em Swansea com a sua mulher e seus sete gatos.
É voluntário na Protectora de Gatos local

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

[A minha Opinião] - A Frágil Luz do Mundo

 

[A minha Opinião] - A Frágil Luz do Mundo

A Frágil Luz do Mundo, da autora francesa Marie Vareille, foi publicado pela Marcador, no início deste ano. Confesso que foi um livro que me passou ao lado. Então como é que acabaste a lê-lo, perguntam vocês? Graças à recomendação de três mantólicas, que disseram maravilhas sobre a leitura. Escusado será dizer que as expectativas eram muitas.  

A entrada nesta história foi algo difícil. Os primeiros capítulos foram algo confusos, não propriamente pela escrita da autora mas mais pela introdução à personagem central da história, Abigaëlle. Não me vou alongar muito em explicações porque acho que tudo se encaixa à medida que a leitura avança.    

Confesso-vos que não li a sinopse do livro e, talvez por isso, a história teve muito mais impacto em mim. Acompanhei ao longo de 272 páginas a vida de Abigaëlle e Gabriel, desde as suas infâncias à idade adulta. A estas duas personagens, junta-se uma terceira, Zoé, a mulher da vida de Gabriel. Serão essencialmente estas três pessoas a ocupar as grandes atenções da narrativa. Serão abordados temas duros e traumáticos e é preciso uma grande dose de inteligência e empatia para escrever sobre eles. 

Abigaëlle foi sem dúvida alguma a personagem que mais me marcou durante a narrativa, apesar de ao longo das suas conversas com o leitor, eu não conseguir traçar uma linha entre a realidade e a ficção. Mas sem dúvida que é a personagem "luz" de toda esta narrativa. O Gabriel acaba por me surpreender nos últimos capítulos do livro, à conta de algumas revelações que vão sendo feitas. A Zoé prova que é uma mulher de fibra e com alegria de viver.   

Marie Vareille escolheu contar-nos esta história de uma forma muito particular e original, que não vos posso revelar muito. Alternou entre o passado e o presente, para percebermos o contexto familiar das personagens, os seus sonhos e as suas dores. E nem sempre a narração da história se fez pela voz de Abigaëlle, o que ajudou a ir juntando as peças.  

Confesso-vos que apesar da dificuldade que senti inicialmente, a história foi-me conquistando a cada novo capítulo. É uma leitura pesada, porque apesar de os temas serem tratados de uma forma sensível e empática, custou-me ler algumas passagens. Dei por mim revoltada, furiosa, esperançosa, triste. Apesar de ser um romance de ficção, narra uma história que é muito real, infelizmente, em muitas famílias pelo mundo fora.   

Identifico como pontos extremamente fortes a forma como a autora escolheu narrar esta história. A forma como me enganou e surpreendeu em dois momentos chave da narrativa. E por último mas não menos importante, a relação dos irmãos Abigaëlle e Gabriel. Para mim só não funcionou a parte inicial da história. Estava à espera que me agarrasse logo às primeiras páginas. 

Mais do que uma história sobre violência, é uma história sobre relações, sobre amor, sobre estar presente e atento, sobre ser mais empático, sobre ler sinais, sobre encontrar nas coisas simples algo que nos faça felizes, sobre ter esperança e sonhos quando tudo parece desmoronar à nossa volta. 

Nas últimas páginas do livro, queria conhecer o final da história, mas ao mesmo tempo tinha receio do desfecho. Quando nos envolvemos tanto com a história e com as personagens, queremos protegê-las do mal que possa estar por vir. 

Foi uma leitura que me surpreendeu, que me emocionou e que sem dúvida continua comigo apesar do livro fechado. Se vos recomendo a leitura? Obviamente que sim! Leiam, leiam, leiam. Deixem-se envolver e surpreender pela história criada com mestria por Marie Vareille. Entra, sem dúvida, no lote das melhores leituras de 2026. Já estou imensamente curiosa por ler O desaparecimento de Sarah Leroy, o primeiro livro da autora publicado em Portugal. 

🌟🌟🌟🌟(4,5)

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

[A minha Opinião] - O Grito

[A minha Opinião] - O Grito

O Grito, de Jørn Lier Horst e Jan-Erik Fjell, é uma das novidades de setembro, da Dom Quixote. Fiquei com muita curiosidade de o ler, primeiro pela capa, que me chamou logo a atenção, segundo, porque é o início de uma nova série policial, escrita a quatro mãos, por dois autores nórdicos. Ora sendo eu fã deste género literário, era impossível não ficar curiosa. 

Este foi o meu primeiro contacto com qualquer um dos dois autores. Tenho na minha estante O Informador, de Jan-Erik Fjell, que ainda não li, mas depois desta leitura fica o bichinho da curiosidade. Confesso que iniciei a leitura sem muitas expectativas e com vontade de ser surpreendida. 

Desde a primeira frase percebi que a narrativa tinha tudo para ser interessante. "«Estão a ouvir o Crimecast», escutava-se no computador por cima da bancada da cozinha. «Esta é a minha voz, e o meu nome é Markus Heger»". Esta frase inicial deixou já antever que iria acompanhar o Markus nas suas investigações criminais. 

A história acompanha então a vida de Markus Heger, e as suas peripécias na busca de pistas para os casos criminais que investiga, no seu podcast. Neste caso o foco será num crime ocorrido há quinze anos, o do desaparecimento da pequena Leah Forsberg. O corpo nunca foi encontrado, mas o pai da menina acabou por ser acusado do crime. Agora a questão que se levanta é: Será que prenderam o verdadeiro culpado? É nisso que se foca a narrativa e também na própria história pessoal de Markus.  

Quanto às personagens, tenho de me focar, como é óbvio, na personagem principal, Markus Heger, um homem de 35 anos, atormentado por traumas do passado. Está numa fase de luto, pois perdeu a sua mãe recentemente e tem uma história algo complicada com a figura paterna. Quando começa a investigar a história de Leah, nem adivinham a quem pedirá ajuda. E mais não digo. 

Apesar de ser um policial escrito a quatro mãos, nunca notei, ao longo da narrativa que houvessem diferenças na escrita/ linguagem. Sou fã de capítulos curtos e de fartura de diálogos, e encontrei isso neste livro. São dois fatores, a meu ver, que fazem fluir a leitura e deixam-me agarrada à história. O facto de termos idas e voltas ao passado, tanto da vida de Markus, como à época do desaparecimento da Leah, faz com que a leitura não seja enfadonha, pelo contrário. Onde posso ter perdido uns segundos preciosos foi a tentar pronunciar palavras ou nomes em norueguês, como por exemplo: "lefse", que já agora é um tradicional pão de batata, ou nomes como: Fagernes, Valdresflya ou Grünerløkka.

Esta foi uma leitura que me fez sentir entusiasmo pela história que estava a ser narrada. Por este motivo é que era difícil pousar o livro. Deixou também o bichinho para visitar a Noruega, já que as paisagens descritas, deixam adivinhar um país de excecional beleza. 

A meu ver, os pontos fortes neste livro são primeiramente o personagem principal, Markus. É fácil sentir empatia por ele e torcer para que corra tudo bem. A temática da investigação criminal, tendo por base um podcast funcionou muito bem. E o facto dos capítulos serem pequenos é sempre um ponto a favor. Um ponto menos positivo, existem algumas personagens no livro que gostaria de ter sabido mais a seu respeito. Mas percebo que com um número significativo de personagens seja complicado dar-lhes mais atenção.  

A reflexão que fica deste livro é que todos os maus atos têm consequências e que nem sempre são apenas os culpados a sofrer. Muitas vezes, são as suas famílias e, sobretudo, os seus filhos inocentes que acabam também por sofrer as consequências.

O final, deixou umas pistas para o que poderá vir a acontecer na vida de Markus, até porque se este é o primeiro livro de uma série policial, haverá já um segundo volume, possivelmente. 

Recomendo, sem dúvida alguma, esta leitura a quem gosta de um bom policial. Acho que não há como os escritores nórdicos para nos cativarem com as suas investigações criminais. 

🌟🌟🌟🌟  

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domingo, 13 de setembro de 2026

Avós, de Hélène Delforge e Quentin Gréban - Novidade Baduga

 

Avós, de Hélène Delforge e Quentin Gréban - Novidade Baduga

Texto: Hélène Delforge
Ilustração: Quentin Gréban
ISBN: 978-989-36057-1-4
72 páginas
capa dura · 24 × 32 cm

Sinopse
Depois do Mamã e do Papá, Hélène Delforge e Quentin Gréban fecham a família com quem chega logo a seguir aos pais — e tem aquilo que aos pais falta: tempo.

Avós é feito de vozes. A avó que serve o pequeno-almoço às oito em ponto e sabe de cor os pratos preferidos. O avô que fala pouco e vive no seu mundo. A avó que só falava por ordens. A que ensinou a tricotar e deixou a receita das tartes de maçã. E os que não sabem tricotar nem consertar nada, e se perguntam o que terão para dar.

Nenhuma destas famílias é igual à outra, e é aí que está o livro. Não há avós perfeitos nem lições de moral: há gente de verdade, com as suas casas, os seus silêncios e a sua maneira de amar. Uns cozinham, outros calam-se, outros ainda chegam tarde à vida dos netos — e todos deixam marca.

A cada página, uma ilustração de Gréban que se lê tão devagar como o texto.

Um livro para ler com os netos ao colo — e para oferecer a quem ainda se lembra de ter sido criança em casa dos avós.

Hélène Delforge
Trabalhou como professora e jornalista. Estudou literatura e, desde pequena, sempre quis ser artista. Esta vocação traduziu-se em muitas histórias publicadas em diferentes editoras.

Quentin Gréban
Estudou ilustração no Instituto Saint Luc de Bruxelas. Desde 1999, publicou mais de 25 livros infantis e as suas obras foram traduzidas para uma dezena de idiomas. Em 2000, recebeu o Prémio Saint-Exupéry por Les Contes de I’Alphabet. Além disso, os seus trabalhos foram selecionados pela Feira do Livro infantil de Bolonha em 1999, 2000 e 2009.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

4 Novidades de setembro que quero ler

Olá mantólicos!

A rentrée literária marca o reinício da atividade editorial. Depois de um merecido período de férias, as editoras regressam em força, com novos lançamentos. De entre as inúmeras novidades que estarão nas livrarias este mês, selecionei quatro livros que me chamaram a atenção: dois de autoras portuguesas, a Filipa Fonseca Silva e a Susana Amaro Velho, e dois autores estrangeiros, Charles Spencer e Jørn Lier Horst e Jan-Erik Fjell. 



➤ Admirável Mundo Verdade, de Filipa Fonseca Silva

Sinopse
Num futuro não muito distante, um grupo de activistas pelo clima radicaliza-se e decide derrubar o sistema. Dotado de uma eficaz máquina de propaganda, que lhe garante o apoio popular, consegue chegar ao poder e impor uma sociedade totalmente verde. Mas a que preço?

Depois do sucesso de E Se Eu Morrer Amanhã? e de O Elevador, nomeados para melhor livro do ano e em adaptação para filme, Filipa Fonseca Silva traz-nos um romance distópico electrizante, que levanta questões incontornáveis, como a emergência climática e a polarização de uma sociedade à deriva.

➤ Sou uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho

Sinopse 
Em 1971, numa aldeia esquecida, Margarida cresce no casarão da colina rodeada por uma felicidade postiça. Há o piano de Elvira, os salões antigos cheios de livros, a presença de Jaime, filho da casa, e os dias longos de uma infância que parece ainda protegida. Mas longe da delicadeza dos gestos e da ordem dos dias, a brutalidade repete-se, aceite como uma fatalidade doméstica. Margarida é empurrada para fora daquela beleza encenada e aprende cedo que crescer é ser expulso da própria infância.

Décadas mais tarde, viúva e mãe de dois filhos, procura equilibrar-se entre três empregos e a luta diária pela sobrevivência. Mas quando um novo ato de violência ameaça destruir aquilo que mais ama, é obrigada a regressar ao lugar exato que decidira abandonar no passado. Proteger a filha poderá exigir-lhe o impensável.

Cruzando duas histórias de violência atravessadas pela mesma protagonista, Susana Amaro Velho constrói uma narrativa de tensão crescente, onde a estrutura e o jogo de perspetivas desafiam continuamente o leitor, confirmando a sua singularidade na forma como desmonta o rumo dos acontecimentos.

Sou uma Multidão Minúscula é um romance profundamente humano sobre aquilo que herdamos sem escolha, o que tentamos esconder, e a forma como a violência atravessa gerações. Afirma-se como um tributo à memória das mulheres silenciadas pelo abuso.




➤ O Canto do Cisne Diana, a minha irmã, de Charles Spencer 

Sinopse
Em setembro de 1997, na Abadia de Westminster, com os olhos do mundo postos em si, Charles Spencer partilhou a dor que sentia pela morte da sua querida irmã, Diana. Quase trinta anos depois, chegou o momento de contar a incrível história da vida que partilhou com Diana e a trágica semana da sua morte.

Durante a infância, Charles e Diana, os membros mais jovens da família Spencer, tinham uma ligação profunda, tratando-se pelas alcunhas secretas Duch e Carlos. Confidentes e inseparáveis, exploravam juntos os limites da propriedade da família, suportaram internatos extremamente difíceis, sobreviveram a amas pavorosas e apoiaram-se mutuamente durante a agonia do divórcio dos pais.

Tudo mudou, porém, quando Diana casou com o príncipe de Gales, atual rei Carlos III, e se tornou, de um momento para o outro, o rosto mais reconhecido do planeta. Charles viu a irmã mais velha socorrer os membros mais frágeis da sociedade e desfrutar da maternidade com os seus amados filhos.

No entanto, perseguida pela imprensa bárbara durante o desmoronar do seu casamento, Diana achou-se abandonada à sua sorte. O irmão Charles sempre tentou estar a seu lado, até àquela fatídica noite de agosto, em 1997.

Em O Canto do Cisne, Charles Spencer traça o retrato mais íntimo, honesto e afetuoso da sua irmã, a princesa Diana

➤ O Grito, de Jørn Lier Horst e Jan-Erik Fjell

Sinopse
O início de uma nova e empolgante série policial que combina o melhor de dois grandes escritores do policial nórdico.

A partir de um estúdio de podcast instalado na autocaravana onde vive, o ex-militar e ex-estudante da Academia de Polícia Markus Heger investiga casos criminais antigos e recentes. O Grito que Ninguém Ouviu deveria ser uma série do podcast de Markus sobre Leah Forsberg, uma menina de sete anos que desapareceu de Fagernes há quinze anos, mas acabou por se resumir a um único episódio.

Embora o corpo de Leah nunca tenha sido encontrado, o pai foi condenado pelo seu homicídio. Mas, quando uma jornalista interessada no caso desaparece, Markus decide assumir ele próprio a investigação, e informações de uma fonte fidedigna fazem-no questionar se terá sido preso o homem certo. Se o verdadeiro culpado ainda anda à solta, este está longe de ter sido o seu último crime...

Ao mesmo tempo, Markus tem de deslindar uma outra história, muito mais pessoal: o pai, preso há anos, tenta restabelecer o contacto, pedindo-lhe que o vá visitar à prisão. e se este encontro forçado pudesse, por mais estranho que possa parecer, ajudá-lo a resolver o caso?

Podem ler a minha opinião de leitura, aqui. 

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