sexta-feira, 20 de outubro de 2017

[A minha Opinião] Valéria ao Espelho

Valéria ao Espelho

Fiz a leitura do primeiro livro "Nos sapatos de Valéria" a velocidade cruzeiro e, assim que o terminei não resisti em iniciar este segundo volume, "Valéria ao Espelho". 

Muitas foram as perguntas sem resposta deixadas no final do primeiro livro e a curiosidade estava a matar-me. Depois do desbloqueio de escrita de Valéria, muito aconteceu a esta personagem, dividida entre dois homens, Adrián e Vítor. Nerea ficará de repente sem tapete e terá de tomar uma decisão importante. Lola luta para saber o que quer para si e de Sérgio, a sua eterna dor de cabeça e tentação. Carmen vê a sua vida profissional desmoronar ao mesmo tempo que dá um passo importante com o seu mais que tudo, Borja. 

Todas estas mulheres encontram-se numa luta impiedosa contra elas mesmas e a vida. Vida essa que está a ser madrasta e a exigir de cada uma delas força, coragem e resiliência. 

Este segundo livro traz uma realidade mais quotidiana das personagens. Senti-me mais próxima das personagens porque me identifiquei com os receios, problemas, inquietações da vida de cada uma delas. Continua a ser uma leitura com momentos divertidos e sexys, mas que enaltece mais as emoções.

Valéria e companhia mais uma vez não desiludiram. Elísabet Benavent manteve as peripécias e loucuras neste segundo livro. Há muitos inícios e fins durante a leitura. Muitas gargalhadas, nervos e emoção. Estou em pulgas pelo terceiro livro da série e ver o que me reservam as cenas dos próximos capítulos.

Uma leitura mais que recomendada.
Boas leituras! 

Biblioteca Perfeita


Imagem retirada aqui.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

[A minha Opinião] Nos Sapatos de Valéria

Nos Sapatos de Valéria, de Elísabet Benavent


Quando este primeiro volume de uma série, Nos Sapatos de Valéria chegou cá a casa, olhei para ele com interesse. Conquistou-me logo pela capa, simples mas cativante. A sinopse compacta, espicaçou-me logo a curiosidade. Acho que a primeira frase: "Valéria é uma escritora de histórias de amor.", é suficiente para que se desenhe a promessa de uma boa leitura. A chamada de atenção de que pode causar dependência é completamente verdadeira.  

Foi muito fácil envolver-me na leitura. A escrita de Elísabet Benavent é simples, directa, muitas vezes crua e sem rodeios, e por esse facto sem complicações. A história é construída tendo como base as relações amorosas, de amizade e profissionais. Centra-se na vida de um grupo de quatro amigas, que em muito me fez lembrar a famosa série "O Sexo e a Cidade".

A personagem principal, Valéria, é uma jovem escritora, que lançou um primeiro livro de grande sucesso, e que no momento actual luta para ultrapassar um bloqueio de escrita. É a partir desta personagem que vamos conhecendo o seu núcleo de amigas, Nerea, Carmem e Lola. São estas quatro mulheres que me levam numa viagem emocionante. Acompanho os dilemas, os sucessos e insucessos da vida de cada uma delas. Quatro mulheres diferentes que como grupo são brutais.

É impossível não gostar deste livro. Fiquei agarrada às primeiras páginas. É uma loucura a vida destas quatro personagens. Durante a leitura tenho momentos hilariantes, de soltar gargalhadas, principalmente com a personagem de Lola, que raramente pensa no que diz e não tem papas na língua. Momentos emotivos, tensos, porque a vida destas quatro amigas não é um mar de rosas. E momentos sexys, que são uma constante neste romance. Sim, porque onde há confissões de mulheres, há sempre homens bonitos envolvidos, e neste romance não é excepção. Vítor fará suspirar muitas leitoras!

Em suma, é uma leitura leve, divertida, sedutora e cheia de peripécias. Um livro sobre amizade, amor, mulheres, homens e relações. Uma leitura viciante e perfeita para desanuviar entre leituras mais pesadas. Não resisti e assim que terminei esta leitura comecei imediatamente no segundo livro, "Valéria ao Espelho".

Querem descontrair? Este é o livro certo! Leitura mais que recomendada.

Aquisições - Saída de Emergência


"Desobediência", um livro que já me chegou a casa há alguns dias. O facto de Naomi Alderman ter sido a vencedora do Baileys Women’s Prize de Ficção, espicaçou a curiosidade em relação ao livro. Obrigada às Edições Saída de Emergência pelo envio do livro. 
E vocês leitores, já leram ou têm curiosidade em fazer esta leitura?


Sou dos Anos 80 – Não Tenho Medo de Nada de Joana Emídio Marques - Novidade Guerra e Paz Editores


SOU DOS ANOS 80 – NÃO TENHO MEDO DE NADA
Joana Emídio Marques
15,6x23
152 páginas
15,90 €
Não Ficção / Vida Prática
Nas livrarias a 25 de Outubro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Se viveste nos anos 80, comeste bolachas Maria molhadas no leite, usaste roupa que picava e pijamas de turco, se colavas pastilhas elásticas debaixo da mesa e sobreviveste como um herói, este livro é para ti. Aposto que ainda hoje dizes: «Eu? Eu não tenho medo de nada.» E se não tens medo de nada, então viaja no tempo até à década em que vivíamos eufóricos entre os bonecos da Playmobil e a Tucha, o jogo do elástico e o macaquinho do chinês, em que as mães tinham o poder da palavra e do chinelo, em que roíamos as tampas das canetas Bic, íamos visitar a família à aldeia nas férias grandes, tínhamos um mealheiro com moedas de 50 centavos e lutávamos meses a fio para ganhar um presente. Aqui não encontras uma enciclopédia de cromos, mas uma viagem pelas experiências, sonhos, transgressões que moravam em cada objecto, em cada série de desenhos animados, em cada jogo e que fizeram de nós não coleccionadores de coisas, mas detentores de uma sabedoria que é urgente recordar e partilhar.

Joana Emídio Marques. Olá, eu sou a Joana, em 1984 tinha dez anos, portanto é só fazer as contas. Não eras bom a Matemática? Eu também não. Era a trapezista lá do bairro, em Vila Nova de Santo André, onde cresci. Trepava muros, telhados, árvores e queria ser sempre a primeira quando farejava «aventuras». Levei sovas da minha mãe, mas não adiantou nada. Faço parte de uma longa trupe de mulheres agitadas. Só os livros, os desenhos animados, o TV Rural, o Cosmos, as telenovelas me punham quieta. Bonecas, só gostava da Tucha. Do futuro, só queria poder usar batom e viajar num Barco do Amor ou dançar como o Leroy do Fame. Tinha 15 anos quando caiu o muro de Berlim, já lia o Blitz e avisei que queria ser jornalista. Mas aos 18 já o mundo era demasiado confuso para as minhas ilusões. Licenciei-me em Ciências da Educação. Dei aulas no 1.o Ciclo durante 10 anos. Fiz um mestrado em Ciências da Comunicação, trabalho como jornalista desde 2009, primeiro no Diário de Notícias e Notícias Magazine e agora no Observador. Tenho saudades de ser trapezista.

Da Gaveta de Isabel Tallysha-Soares - Novidade Coolbooks


Título: Da Gaveta
Autor: Isabel Tallysha-Soares
Formato: e-wook / capa mole
N.o páginas: 192
PVP: 4,99€ / 13,30€

Sinopse
Onde os nomes não interessam, a geografia é um estado mental e a mãe vive numa gaveta, ela parte para parte incerta apenas para obedecer à voz que a chama sem que saiba para onde. Na bagagem leva a chave do gavetão que a aguarda quando o fim chegar. Conhece-o a ele, que talvez seja quem a chame desde sempre, num país de vivos que cultivam mortos. Desce às profundezas da terra procurando-se a s própria. Resgata-se e quando deixa de pensar na chave do gavetão na gaveta onde a sua soberba mãe habita, descobre, por fim, quem a chama.
Da Gaveta é um romance sobre procuras e encontros, uma viagem pessoal em busca da identidade própria e uma reflexão sobre dicotomias inultrapassáveis: passado e presente, Oriente e Ocidente, vida e morte. Quando as regras são quebradas e a liberdade é a meta suprema, não precisamos de nomes nem de pontos cardeais para chegarmos ao que interessa, a verdade de nós. E a verdade é tão fácil...

Isabel Tallysha-Soares não nasceu nesta língua. Aprendeu-a às pressas em velhos volumes da Nau Catrineta tomados de tempo e guardados num armário livreiro com vidraças forradas a carmesim. Decorou Pessoa e leu Eça na obrigação da aprendizagem de uma língua estranha e circunvolutória. Fez-lhe as pazes no Ramalho de John Bull percebendo, por fim, que esta é uma língua de sol e Meridião, que tanto escreve o tudo como o Nada, o Nada que, publicado, lhe deu ânimo para tirar outras coisas Da Gaveta.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

[A minha Opinião] Café Amargo


Irei sempre recordar-me do cheirinho a café, que acompanhava o livro assim que abri o envelope. A promessa de uma grande leitura já estava no ar. 

A minha viagem inicia-se nos finais do século XIX e sou transportada através de duas Guerras Mundiais. São bem retratados os tempos conturbados e cheios de mudanças políticas e sociais na vida siciliana.

Tenho sempre um gosto especial na leitura, quando a personagem principal é uma mulher forte, corajosa, que nunca baixa os braços. Maria Marra é essa personagem. Uma mulher que aprende cedo a ser forte, corajosa, resiliente, lutadora. Uma mulher que se sacrifica pelo amor à família mas que não deixa de olhar o futuro com esperança. Uma mulher que está muito à frente no seu tempo, e, que por isso mesmo, é muitas vezes incompreendida.

A história de vida de Maria está entrelaçada com a história de vida de Giosuè. Este personagem assume grande importância durante a narrativa e é incrível o seu crescimento ao longo da história. É um rapaz que se torna um homem respeitado, culto, de sucesso e com poder nas mais altas chefias do exército. Honra assim a memória do seu pai que morreu a lutar pelo seu país. 

Maria e Giosuè, duas personagens que me apaixonaram pelas suas personalidades fortes, pelo amor que nutrem um pelo outro, pelos sacrifícios que tiveram de passar, pela coragem que demonstraram em tempos de guerra e por me fazerem acreditar que nunca é tarde para nada. 

As dificuldades da leitura são as inúmeras personagens presentes na história, que muitas vezes me confundiram. Muitos são os familiares dos Marra e dos Sala nesta história. Ao final de alguns capítulos vai tornando-se mais fácil a orientação.

Para mim é um romance que ganha pelo retrato histórico, social e cultural que narra. Ganha pela ousadia e coragem da personagem principal, Maria. Ganha pela grande história de amor. Ganha pela escrita cativante de Simonetta Agnello Hornby. E sairá sempre vencedor quem é capaz de beber um café amargo. 

Uma leitura que gostei de fazer e que por isso a recomendo a todos vós. 

Boas leituras!