sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Demónio na Cidade Branca de Erik Larson - Novidade Bertrand


Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 488
Editor: Bertrand Editora
Tradução: Raquel Dutra Lopes 
ISBN: 9789722526319
PVP: 19,90€
Disponível a partir de 12-09-2014

Sinopse
Chicago. 1893. Um homem construiu um paraíso na terra. Outro construiu um inferno ao lado. Em O Demónio na Cidade Branca, Erik Larson, autor do best-seller No Jardim dos Monstros, cruza a história da Feira Mundial de 1893 com o percurso de H. H. Holmes, um serial killer astuto que, através da feira, atraiu dezenas de pessoas para a morte. Um livro que combina uma pesquisa meticulosa da recém-descoberta História e as emoções da melhor ficção, dignas de um thriller.

Erik Larson cresceu em Freeport, Long Island, e licenciou-se em História Russa na Universidade da Pensilvânia e em Jornalismo na Universidade de Columbia. Escreve para vários jornais e revistas americanos. Vive em Seattle com a mulher e três filhas.

Criticas Imprensa 
«Um livro dinâmico e fascinante (...). Fundindo História e emoção, este livro de não-ficção tem o efeito dramático de um romance. E não faz mal nenhum que, nele, a verdade seja mais estranha do que a ficção.» The New York Times

«Larson consegue equilibrar com mestria os pormenores mais macabros com as vastas implicações da Feira Mundial.» USA Today

Rentrée Literária Grupo BertrandCírculo 2014


Até dezembro ficará disponível mais de meia centena de novos títulos na Bertrand, Quetzal, Temas e Debates, Pergaminho, GestãoPlus e ArtePlural. Este ano, a Temas e Debates, dirigida por Guilhermina Gomes, celebra 20 anos de atividade. Entre os títulos que são publicados por esta chancela está O Capital no século XXI, do economista francês Thomas Piketty, apontado como o melhor livro de economia desta década: ao alcance dos leitores portugueses em outubro. No mesmo mês chega às livrarias A República dos Sonhos, de Nelida Piñon, numa celebração do 30º aniversário de um dos livros mais aclamados da escritora, e também o novo título de um autor que tem vindo a publicar com a Temas e Debates: Cartas e Intervenções Políticas do Exílio junta textos de Mário Soares escritos antes de abril de 1974. Em novembro, publica-se O Passageiro Clandestino, ensaio de Leonor Xavier, e Bom dia, Sr. Mandela, o testemunho de como pequenas escolhas podem determinar uma vida: Zelda de la Grange conta como viu a sua vida e o seu mundo de africander serem influenciados por Nelson Mandela, de quem foi assistente.

O primeiro romance de José Luís Peixoto trazia também o carimbo da Temas e Debates, mas nos últimos anos o autor de Livro tem publicado com a Quetzal. Este ano, José Luís Peixoto publica um novo romance: sairá em outubro. Na senda do que tem vindo a fazer, a Quetzal publica também o primeiro romance de J. Rentes de Carvalho, devolvendo aos leitores portugueses a possibilidade de lerem Montedor, obra de 1968. A chancela dirigida por Francisco José Viegas continua a publicar autores portugueses e apresenta em setembro Mustang Branco, o primeiro romance de Filipa Martins na casa, mas o terceiro desta escritora distinguida em 2004 com o Prémio Revelação APE. Em outubro chega Vida Dupla, a estreia de Sérgio Godinho na ficção. Herzog de Saul Bellow, em setembro, e O Rei Pálido, o romance inacabado de David Foster Wallace, em novembro, completam a oferta de ficção traduzida na Quetzal. Foram ainda anunciados os novos títulos de Eduardo Paz Ferreira: Da Europa de Schumann à Não Europa de Merkel; de Ricardo Saavedra: O Puto; e a biografia de Marcello Caetano por Luís Menezes Leitão, todos não-ficção. No mesmo género, traduzido, a Quetzal publica ainda em outubro, e de uma enorme atualidade, A Mística de Putin, de Anna Arutunyan.

Este é também ano de Daniel Silva. Desta feita, o livro que saiu na rentrée nos Estados Unidos chega em versão portuguesa, publicada pela Bertrand Editora poucos meses depois, em novembro, com o título O Assalto. Vítor Pavão dos Santos leva quem o lê numa viagem ao mundo do fado e da poesia, letra a letra analisa os poemas cantados por Amália Rodrigues e recorre à sua memória para reconstruir a história de cada fado, em O Fado da Tua Voz. Amália e os Poetas., a publicar, também, em novembro. E para não se terminar o ano sem um título de Aquilino Ribeiro, em outubro publica-se novamente a tradução que o escritor português fez de A Retirada dos Dez Mil, de Xenofonte. Nesta edição, o escritor Mário de Carvalho assina o prefácio.

Depois de anunciar a publicação em outubro do vencedor do Man Booker Prize mais recente, Os Luminares, de Eleanor Catton, Eduardo Boavida falou ainda de autores de ficção que fazem parte do catálogo habitual da Bertrand Editora como Stephen King, John Grisham, Steven Saylor, Colleen McCullough e Julia Navarro. Ainda no que à literatura traduzida diz respeito, três anos depois do sucesso de Ferrugem Americana, o jovem ficcionista Philipp Meyer regressa às nossas livrarias com O Filho, um épico do Oeste americano que o New York Times descreve como «magistral». Nigelissima (Bertrand), o livro de inspiração italiana de Nigella Lawson, Petiscos do Ramsay (ArtePlural) e o novo título da Bimby com receitas de chefes internacionais (In the Mix, no original), completam o cardápio.

Guilhermina Gomes deu também conta aos presentes da publicação dos últimos três livros da Obra Completa de Padre António Vieira (trinta volumes) e do início de uma nova coleção dedicada à literatura tradicional portuguesa, da autoria de José Viale Moutinho – no Círculo de Leitores.

Perfect Library!


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Caminho de Casa [A minha Opinião]


"(...) Marco saiu de casa com a ideia de passar por uma livraria. Tinha vontade de folhear uns livros, sentir o seu cheiro e esperar o encontro irresistível com uma capa que o atraísse. Normalmente lia umas dez linhas e depois saltava para outras páginas ao acaso. Se tivesse sorte vivia aquela maravilhosa emoção que se sente quando se leem as palavras perfeitas para aquele momento da nossa vida."


A vida é feita de escolhas e para se viver não há que ter medo de as fazer. Esta é uma das grandes mensagens que retiro deste último romance de Fabio Volo. Posso dizer que foi uma estreia que me convenceu a ler os restantes livros do autor.

Este é um livro que fala sobre a vida, o amor, a amizade, as relações familiares e conjugais. Fabio Volo fala destes temas com naturalidade e sem muitos rodeios.

A sua escrita é simples, sem floreados, direta. Não quero com isto dizer que seja desprovida de sentimentos e de encanto, pelo contrário. Fabio Volo cativou-me pela simplicidade e pelas emoções que transmite na sua escrita. Fala de temáticas com as quais o leitor se identifica e se sente próximo. Olho para as personagens deste romance e identifico-me com as suas angústias, dúvidas, sofrimento e busca pela felicidade.

A relação sofrida entre dois irmãos, Andrea e Marco, é o mote para toda esta narrativa. É incrível como um acontecimento marcante e traumático de infância, define todas as escolhas de uma vida. Estes dois irmãos não tem uma relação de proximidade. Depois da perda da mãe para uma doença terrível, aquela família feliz nunca mais é a mesma. Aqui temos o retrato perfeito que, por vezes o silêncio e a omissão de verdades, por mais dolorosas que possam ser, só trazem infelicidade. Só a doença súbita do pai os volta a aproximar e os faz compreender muita coisa sobre a sua família, sobre eles próprios e sobra a relação distante que mantêm.

Uma história feita de voltas e reviravoltas, com um segredo e algumas surpresas, com personagens fortes, com situações familiares ao leitor. Acima de tudo esta é uma história de relações e emoções. Fez-me refletir e emocionar, para mim o mais importante que um livro pode oferecer.

Fica agora a curiosidade de ler os livros anteriormente publicados pela Editorial Presença. Se este romance confirma a maturidade de Fabio Volo, quero acompanhar essa evolução.

Uma leitura que recomendo a quem está a caminho de casa.

Boas leituras!

Para mais informações sobre o livro "A Caminho de Casa" consulte o site da Editorial Presença aqui.

Passatempo Planeta - Um Rumor muito Inconveniente


Para celebrar a meta das 100.000 mil visitas ao blogue, o Manta de Histórias em conjunto com algumas editoras parceiras, lançará uma série de passatempos. 

Com o precioso apoio da Planeta, temos para oferecer um exemplar do livro Um Rumor muito Inconveniente. Para se habilitar a ganhar este exemplar, só tem de responder correctamente às questões que se encontram no formulário e ler com atenção as regras do passatempo. 


Regras do passatempo:

O passatempo é válido de 04 de Setembro até às 23h59m de 17 de Setembro. 
Só é válida uma participação por pessoa e residência, de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
Ser seguidor do blogue Manta de Histórias: www.mantadehistorias.blogspot.pt
(Para ser seguidor, basta clicar em "aderir a este site" na barra lateral direita do blogue.)
Múltiplas participações serão automaticamente anuladas.
O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
O blogue e a editora não se responsabilizam por eventuais extravios no envio do livro por correio.
Boa sorte!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Envolvidos [A minha Opinião]



Quando comecei a ler este romance, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi, "será que todos os homens pensam e agem como o protagonista Drew Evans"?

Emma Chase, sendo mulher, conseguiu vestir a pele de um homem e dar aos seus leitores a visão do mundo de um homem solteiro e de sucesso. Durante toda a leitura nem me lembrei que este romance tinha sido escrito por uma mulher. A forma como nos é apresentada a história, a linguagem usada, as inúmeras interações com o leitor através de chamadas de atenção ou questões, fizeram-me esquecer esse pormenor.

Drew é um playboy, bem-sucedido, rico, arrogante, atraente, habituado a ter tudo o que quer e as mulheres que quer. Esta sua postura irá mudar quando conhece a bela, inteligente e talentosa Kate. Esta mulher irá mexer com o seu sistema nervoso, irá perturba-lo como nenhuma outra mulher o fez, irá recusar as suas tentativas de sedução, irá competir profissionalmente de uma maneira feroz. Para Drew tudo isto é novidade.

Quanto a Kate é uma mulher linda, ambiciosa, inteligente, lutadora, romântica, que não vai em cantigas e não de deixa surpreender por playboys. Irá dar-lhe um gozo tremendo fazer frente a Drew, habituado a não ter competição no seu ambiente profissional. 

Confesso que deu-me um prazer enorme acompanhar o sofrimento de Drew. Homens como ele devem sempre sofrer para sentirem o real estrago que fazem às mulheres que usam e deitam fora. Continuo a não acreditar que homens como Drew mudem, mas em ficção tudo é possível.

Emma Chase ofereceu-me uma leitura viciante, com uma escrita por vezes crua e directa, com diálogos bem construídos, com situações caricatas e divertidas, com personagens que adorei (a pequena Mackenzie é adorável) e outras que não simpatizei nada (escusado será dizer que foi Drew, mas acho que todas as mulheres vão sentir isto). É uma leitura que se faz num sopro e quando damos por ela já estamos na última página. 

É um livro leve, descontraído e divertido, para ser lido nestes belos dias de verão que ainda restam. Querem dar umas gargalhadas? Este é o livro certo!

Boas leituras!

Duas Irmãs, um Duque [A minha Opinião]


"O castelo do teu corpo é meu por direito de conquista."

Este é o segundo romance que leio de Eloisa James. Estreei-me com "Milagre de Amor" (opinião aqui) e fiquei logo fã da sua escrita. É uma autora que tem o poder de nos encantar com as suas histórias e de nos apresentar personagens fora do comum. 

Este "Duas Irmãs, um Duque" mantém o que tão bem caracteriza os livros de Eloisa James, divertidos, cheio de humor, personagens inteligentes e pouco convencionais, diálogos cativantes, cenários que fazem sonhar, e uma tórrida, bela e comovente história de amor.

Como em "Milagre de Amor", Eloisa James volta a recriar um clássico, desta feita de Hans Christian Andersen, "A Princesa e a Ervilha". E que bela versão nos trouxe a autora. 

A heroína desta história está longe de ser uma princesa ou uma mulher perfeita, para as normas sociais da altura. Olivia é curvilínea, destemida, ousada, independente, inteligente, critica, com bom sentido de humor. Durante toda a sua vida Olivia e a sua irmã gémea Georgiana, foram criadas e preparadas para serem duquesas. Para Olivia tudo o que se relacionasse com este assunto a irritava e, por isso, era rebelde. 

Na época em que esta história se passa, 1812, os casamentos eram uma espécie de contrato entre famílias, antes mesmo dos filhos nascerem. Foi o que aconteceu a Olivia, foi prometida ao filho de um amigo de seu pai. O amor não era o mais importante no casamento e sim a condição social e a riqueza. Para Olivia o sonho de amar um homem e ser amada, há muito tinha sido esquecido, até ao dia que conhece o duque Tarquin Brook-Chatfield. 

Tarquin Brook-Chatfield, mais conhecido por Quin, é um homem imponente, bonito, com um porte real, arrogante, inteligente, que antipatiza com exibições sentimentais. Quando Olivia Lytton lhe aparece à sua porta, encharcada até aos ossos devido a uma tempestade, há algo que mexe com os seus sentimentos. 

A partir deste atribulado primeiro encontro entre Quin e Olivia, ambos parecem lutar contra um sentimento crescente nos seus corações e uma grande atração. Quin já sofreu no passado por se deixar levar pelo coração. Olivia nunca se sentiu assim, e não quer roubar à sua irmã o possível pretendente. 

As páginas parecem voar, tal é a envolvência da história, a leveza da escrita, a riqueza dos diálogos, os momentos de bom humor, as situações caricatas e as personagens cativantes. Depois de começar a leitura é impossível largar o livro (só por razões de força maior).  

Será Olivia uma princesa, tal como acontece no clássico "A Princesa e a Ervilha"? Isso não vou contar-vos, até porque seria desvendar uma parte importante da história. 

Leiam este livro. Serão horas bem passadas de sorriso nos lábios. Irão adorar esta história tanto como eu.

Já comprei "O Beijo Encantado" e estou super curiosa por ver que história Eloisa James terá para me oferecer.  

Boas leituras!