quinta-feira, 3 de setembro de 2026

4 Novidades de setembro que quero ler

Olá mantólicos!

A rentrée literária marca o reinício da atividade editorial. Depois de um merecido período de férias, as editoras regressam em força, com novos lançamentos. De entre as inúmeras novidades que estarão nas livrarias este mês, selecionei quatro livros que me chamaram a atenção: dois de autoras portuguesas, a Filipa Fonseca Silva e a Susana Amaro Velho, e dois autores estrangeiros, Charles Spencer e Jørn Lier Horst e Jan-Erik Fjell



➤ Admirável Mundo Verdade, de Filipa Fonseca Silva

Sinopse
Num futuro não muito distante, um grupo de activistas pelo clima radicaliza-se e decide derrubar o sistema. Dotado de uma eficaz máquina de propaganda, que lhe garante o apoio popular, consegue chegar ao poder e impor uma sociedade totalmente verde. Mas a que preço?

Depois do sucesso de E Se Eu Morrer Amanhã? e de O Elevador, nomeados para melhor livro do ano e em adaptação para filme, Filipa Fonseca Silva traz-nos um romance distópico electrizante, que levanta questões incontornáveis, como a emergência climática e a polarização de uma sociedade à deriva.

➤ Sou uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho

Sinopse 
Em 1971, numa aldeia esquecida, Margarida cresce no casarão da colina rodeada por uma felicidade postiça. Há o piano de Elvira, os salões antigos cheios de livros, a presença de Jaime, filho da casa, e os dias longos de uma infância que parece ainda protegida. Mas longe da delicadeza dos gestos e da ordem dos dias, a brutalidade repete-se, aceite como uma fatalidade doméstica. Margarida é empurrada para fora daquela beleza encenada e aprende cedo que crescer é ser expulso da própria infância.

Décadas mais tarde, viúva e mãe de dois filhos, procura equilibrar-se entre três empregos e a luta diária pela sobrevivência. Mas quando um novo ato de violência ameaça destruir aquilo que mais ama, é obrigada a regressar ao lugar exato que decidira abandonar no passado. Proteger a filha poderá exigir-lhe o impensável.

Cruzando duas histórias de violência atravessadas pela mesma protagonista, Susana Amaro Velho constrói uma narrativa de tensão crescente, onde a estrutura e o jogo de perspetivas desafiam continuamente o leitor, confirmando a sua singularidade na forma como desmonta o rumo dos acontecimentos.

Sou uma Multidão Minúscula é um romance profundamente humano sobre aquilo que herdamos sem escolha, o que tentamos esconder, e a forma como a violência atravessa gerações. Afirma-se como um tributo à memória das mulheres silenciadas pelo abuso.




➤ O Canto do Cisne Diana, a minha irmã, de Charles Spencer 

Sinopse
Em setembro de 1997, na Abadia de Westminster, com os olhos do mundo postos em si, Charles Spencer partilhou a dor que sentia pela morte da sua querida irmã, Diana. Quase trinta anos depois, chegou o momento de contar a incrível história da vida que partilhou com Diana e a trágica semana da sua morte.

Durante a infância, Charles e Diana, os membros mais jovens da família Spencer, tinham uma ligação profunda, tratando-se pelas alcunhas secretas Duch e Carlos. Confidentes e inseparáveis, exploravam juntos os limites da propriedade da família, suportaram internatos extremamente difíceis, sobreviveram a amas pavorosas e apoiaram-se mutuamente durante a agonia do divórcio dos pais.

Tudo mudou, porém, quando Diana casou com o príncipe de Gales, atual rei Carlos III, e se tornou, de um momento para o outro, o rosto mais reconhecido do planeta. Charles viu a irmã mais velha socorrer os membros mais frágeis da sociedade e desfrutar da maternidade com os seus amados filhos.

No entanto, perseguida pela imprensa bárbara durante o desmoronar do seu casamento, Diana achou-se abandonada à sua sorte. O irmão Charles sempre tentou estar a seu lado, até àquela fatídica noite de agosto, em 1997.

Em O Canto do Cisne, Charles Spencer traça o retrato mais íntimo, honesto e afetuoso da sua irmã, a princesa Diana

➤ O Grito, de Jørn Lier Horst e Jan-Erik Fjell

Sinopse
O início de uma nova e empolgante série policial que combina o melhor de dois grandes escritores do policial nórdico.

A partir de um estúdio de podcast instalado na autocaravana onde vive, o ex-militar e ex-estudante da Academia de Polícia Markus Heger investiga casos criminais antigos e recentes. O Grito que Ninguém Ouviu deveria ser uma série do podcast de Markus sobre Leah Forsberg, uma menina de sete anos que desapareceu de Fagernes há quinze anos, mas acabou por se resumir a um único episódio.

Embora o corpo de Leah nunca tenha sido encontrado, o pai foi condenado pelo seu homicídio. Mas, quando uma jornalista interessada no caso desaparece, Markus decide assumir ele próprio a investigação, e informações de uma fonte fidedigna fazem-no questionar se terá sido preso o homem certo. Se o verdadeiro culpado ainda anda à solta, este está longe de ter sido o seu último crime...

Ao mesmo tempo, Markus tem de deslindar uma outra história, muito mais pessoal: o pai, preso há anos, tenta restabelecer o contacto, pedindo-lhe que o vá visitar à prisão. e se este encontro forçado pudesse, por mais estranho que possa parecer, ajudá-lo a resolver o caso?

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