quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Civilização Editora está de volta com nova coleção, Vício dos Livros.


A coleção Vício dos Livros, da Editora Civilização, reúne um conjunto selecionado de obras de alguns dos autores mais consagrados da literatura mundial, de Tolstoi a Twain e Jack London.

São obras intemporais que marcaram inúmeras gerações de leitores, seja pelos altos valores humanos nelas veiculados seja pelas aventuras que permitiram viver em prazentosas e infinitas horas de leitura.
Muitas chegariam ao cinema e à televisão, caso de Robin dos Bosques, Mulherzinhas ou As Aventuras de Tom Sawyer.

São obras precursoras. Um livro como a Ilha do Tesouro, por exemplo, determinaria o arquétipo do pirata que ainda hoje povoa o nosso imaginário, o da perna de pau e papagaio ao ombro, bem como a imagem clássica de um mapa do tesouro, sempre com um grande X a assinalar a localização de um baú cheio de ouro enterrado algures numa ilha tropical.

E é também entre estes clássicos que poderemos descobrir e apreciar a faceta de tradutor de um autor consagradíssimo como Eça de Queirós, que traduziu e adaptou superiormente As Minas de Salomão. Em suma, grandes livros para infinitas horas de leitura.


Matthew e Marilla esperavam acolher um rapaz órfão mas é Anne, de 11 anos, quem, inesperadamente, lhes entra em casa. Esta, apesar do infortúnio da orfandade, é sonhadora, expansiva e não está habituada a convenções sociais; aqueles, apesar de simpáticos, são austeros e frugais. O encontro entre estes dois mundos, aparentemente estanques e estranhos um ao outro, não ficará marcado pela submissão, subordinação ou conformidade de um deles, antes pela interdependência e por uma tensão benfazeja e hilariante. A ideia de pertença, à família ou à comunidade, e o aceitar da diferença, no sentido de uma aceitação recíproca, perpassam este clássico.


Metade São Bernardo, metade Collie, Buck é afastado da sua vida confortável como animal de estimação na Califórnia e vendido a comerciantes de cães. Depressa se vê a bordo de um navio, a caminho do Norte do Canadá, onde, após inúmeros maus tratos, acaba por ser salvo por John Thornton. Em dívida para com o seu novo dono, Buck permanece ao lado de Thornton, no entanto, Buck não consegue resistir ao apelo da Natureza. Emocionante e cheio de ação, O Apelo da Selva explora a relação intemporal entre homem e cão, e os inevitáveis instintos primitivos que atraem Buck para longe da civilização e do homem, em direção a regiões inóspitas e selvagens.


A Ilha do Tesouro é um dos livros de aventuras mais populares de sempre. É uma vertiginosa história de piratas, onde não falta um misterioso mapa do tesouro e uma série de personagens sinistras cheias de intenções diabólicas. Narrada principalmente por Jim Hawkins, o grumete do “Hispaniola”, durante esta emocionante aventura há uma perigosa viagem através do mar das Caraíbas, um motim liderado pelo infame Long John Silver e uma corrida letal em busca de um tesouro enterrado numa ilha exótica.


No prefácio ao clássico As Aventuras de Tom Sawyer, Twain revela-nos que o seu propósito ao escrever o livro fora entreter rapazes e raparigas e fazer recordar aos adultos aquilo que eles próprios tinham sido. E é assim que as encruzilhadas da infância, onde se cruzam liberdade e responsabilidade, são trilhadas com imensa mestria, humor e pés descalços por um autor que não se coíbe nunca de elevar à condição de caricatura as contradições e as certezas dos adultos.

Resultado Passatempo - Ethel Amanhã em Lisboa


Obrigada a todos os que participaram neste passatempo.
Um enorme agradecimento à Planeta pela oferta de um exemplar de Ethel Amanhã em Lisboa
Tivemos 109 participações válidas. Obrigada! 
O número sorteado foi o 102.
A grande vencedora foi:

Célia Inácio - Lagoa

Parabéns!

Se ainda não foi desta que foi o grande vencedor não desista. Há sempre boas oportunidades aqui no blogue. 

Até breve!

A sombra de um passado (eBook) de Carina Rosa - Novidade Coolbooks


Páginas: 312
Editor: Coolbooks
ISBN: 978-989-766-030-6
PVP: 6,99€
Disponível a partir de 04-12-2014

Sinopse
Conseguirá o verdadeiro amor apagar uma grande paixão?
Clara e Santiago vivem um casamento feliz e juntos planeiam construir um palácio de sonho para viverem com a filha Carolina. Mas quando, numa concentração de motas, Clara reencontra o homem que quase destruiu a sua vida, o passado mistura-se com o presente e a sua felicidade ao lado de Santiago é ameaçada. Hugo regressa após dez anos na prisão e Clara sabe que ele quererá vingança por ter sido abandonado e por tudo o que ela construiu na sua ausência. As inseguranças da menina inocente que foi um dia regressam e, com elas, a culpa e o sentimento doentio que nutriu em tempos por Hugo.
Uma história de amor, de sonhos e de perdas que nos leva ao mundo do crime, das drogas e da discriminação racial. Um tributo à família, aos que amam e sabem amar-se e à felicidade nas pequenas coisas. 

Carina Rosa nasceu em Lisboa em 1986 e vive no Algarve. Passou grande parte da sua vida num ginásio e depois de ter integrado, como atleta, nas épocas de 2002-2004, a Selecção Nacional de Trampolins e Desportos Acrobáticos, participando em várias competições internacionais, descobriu na escrita uma outra paixão. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve e trabalhou em jornalismo de imprensa, na rádio e televisão online. No entanto, a ginástica foi sempre a sua casa e é trabalhando com classes de formação gímnica que passa os seus dias, como técnica de Ginástica Acrobática. Considera-se uma apaixonada pelas artes e pela cultura, no geral, estabelecendo uma relação muito próxima entre a música, a dança e as letras. A escrita é uma paixão que tomou forma em 2012, ao publicar o seu primeiro romance O Intruso. Desde então tem-se dedicado a escrever diversos romances, uns mais leves, outros com um carácter mais denso, entre histórias contemporâneas e policiais, os seus géneros favoritos. Gosta de abordar as diversas relações com um balanço entre o realismo e o drama. Em 2013, deu a conhecer aos leitores As Gotas de um Beijo. De momento, está a trabalhar num romance policial. A Sombra de um Passado é a sua terceira obra publicada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[A minha Opinião] Os Apanhadores de Conchas


Uma grande amiga já me tinha recomendado, há muito tempo, a leitura de "Os Apanhadores de Conchas". A publicação da Marcador veio antecipar a leitura deste fabuloso livro. Nunca tinha lido antes Rosamunde Pilcher, portanto esta foi uma estreia. 

Dou os parabéns à Marcador e à Vera Braga pela capa maravilhosa. É uma capa que apaixona ao primeiro olhar. 

Os Apanhadores de Conchas, título original: The Shell Seekers, foi publicado pela primeira vez em 1988, Já lá vão uns largos anos, mas as temáticas aqui abordadas são intemporais, a família, o amor, a amizade, a paixão, os conflitos familiares, a vida. Um romance que me foi conquistando ao longo das páginas. 

Este romance tem como cenário de fundo a cidade de Londres e Cornwall. A sua narrativa expande-se entre a Segunda Guerra Mundial até finais do século XX. Já li imensos livros cuja acção se passa no decorrer da grande Guerra Mundial e surpreendo-me sempre em cada um deles. Neste livro de Rosamunde Pilcher, senti-me no meio do conflito. A atenção com que a autora descreveu o cenário de guerra, os sentimentos das personagens, as carências, a destruição, a perda, dá a este livro uma realidade que em tudo parece verdadeira.  

Toda a trama gira em torno da história da família Keeling, durante três gerações. A figura central, Penelope, é inspiradora. Uma mulher que passou por perdas dolorosas mas que se mantém exteriormente, uma mulher forte. Penelope tem três filhos, que criou praticamente sozinha. Uma lutadora. Os filhos não parecem reconhecer e valorizar esse esforço. Depois de adultos estão constantemente em disputa entre si, o que lhe provoca uma grande tristeza. Penelope terá um grande desafio nas suas mãos, que decidirá o futuro desta família: se continua junta, apesar de todas as divergências ou separada. 

Gostei muito de acompanhar e conhecer os segredos, as paixões e as tragédias de Penelope, uma mulher de bom coração, genuína, lutadora, apaixonada. Foi impossível não me emocionar durante a leitura deste livro. As lágrimas, os nós na garganta e os sorrisos, são prova que este livro merece ser lido e relido. Uma leitura que recomendo. Vou ficar ansiosamente à espera de futuras publicações desta autora. Parabéns à Marcador por fazer esta aposta.

Boas leituras!   

Resultado Passatempo - Hortas e jardins medicinais Agenda 2015


Obrigada a todos os que participaram neste passatempo.
Um enorme agradecimento à Dinalivro pela oferta de um exemplar de Hortas e jardins medicinais Agenda 2015
Tivemos 94 participações válidas. Obrigada! 
O número sorteado foi o 88.
A grande vencedora foi:

Sílvia Pedro - Costa da Caparica

Parabéns!

Se ainda não foi desta que foi o grande vencedor não desista. Há sempre boas oportunidades aqui no blogue. 

Até breve!

Saiba mais sobre este livro/agenda 2015, aqui.

Porto Editora | As candidatas a Palavra do Ano 2014


Dez palavras vão a votos. Vocábulos de diferentes origens que marcaram o presente ano. A votação faz-se em www.infopedia.pt/palavra-do-ano

Remetem para a política, a saúde, a guerra, hábitos sociais e estratégias de comunicação, e ainda há espaço para regionalismos. As dez candidatas a “PALAVRA DO ANO” estão definidas e a votação está aberta a partir de hoje e é feita através do site Infopédia.pt, decorrendo até o último segundo de 31 de dezembro de 2014. 

E as palavras candidatas são:

banco – Toda a polémica em torno da situação de uma conhecida instituição bancária colocou este vocábulo no centro do nosso quotidiano, levando ao aparecimento de expressões como "banco bom" e "banco mau".

basqueiro – Um vocábulo que surpreendeu a opinião pública quando foi utilizado pelo atual ministro da Economia num debate parlamentar. 

cibervadiagem – A utilização de plataformas digitais, como as redes sociais, com fins lúdicos durante o exercício de funções profissionais é cada vez mais frequente e é um fenómeno que começa a ser objeto de análise jurídica. 

corrupção – Ao longo do ano, foram sendo conhecidos vários casos de suspeita de corrupção em vários setores da sociedade, envolvendo inclusive entidades e personalidades públicas.

ébola – O surto de ébola, que atinge maioritariamente África ocidental, tornou-se uma das preocupações das entidades públicas e das populações durante todo o ano.

legionela – Recentemente, registou-se no nosso país um inesperado surto de legionela, e o impacto que teve fez com que o uso deste vocábulo se tornasse generalizado. 

gamificação – Cada vez mais e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto. Uma estratégia que tem o nome de gamificação.

jihadismo – O afirmar do jihadismo no Iraque e na Síria, através da utilização dos media e das novas plataformas como formas de propaganda à escala global, colocou este movimento no topo da agenda mediática.

selfie – Mais do que uma moda, mais do que uma tendência, as selfies fazem parte do nosso dia a dia, com presença constante nas redes sociais.

xurdir – Talvez pelas circunstâncias socioeconómicas que o país atravessa, ou pela riqueza da língua portuguesa, verificou-se este ano um aumento significativo da utilização desta palavra que significa “lutar pela vida; mourejar”. 

Esta lista do trabalho permanente de acompanhamento e análise da realidade da língua portuguesa feito pela Porto Editora, com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora nas suas versões online e mobile.

A “PALAVRA DO ANO” é uma iniciativa da Porto Editora que tem como objetivo principal enaltecer o património da língua portuguesa, sublinhando a importância das palavras e dos seus diferentes sentidos no nosso quotidiano.

Nas edições anteriores, as palavras vencedoras foram “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar”(2009).