sexta-feira, 13 de setembro de 2019

[A minha Opinião] Amor em 59 poemas

Amor em 59 poemas

Poesia não é, de todo, a minha praia. Leio muito pouca. Como é que acabei por ler este "Amor em 59 poemas"? Por causa de um desafio de leitura que organizei e uma das categorias é poesia.

A Suma de Letras, publicou esta colectânea de poemas, em Janeiro de 2018. Só agora, com o calor do mês de Agosto, me desafiei a ler estes poemas. 

Esta colectânea reúne poemas de diferentes poetas, séculos, nacionalidades, movimentos artísticos. Todos os poemas têm algo em comum: a exaltação do amor em todas as suas fases e faces. 

Houve poemas com os quais me identifiquei mais do que outros, mas nunca deixou de ser uma bela viagem. Além dos poemas, serviu também para ler pequenas biografias sobre todos estes autores. Todos eles marcaram a época em que viveram, e ainda nos dias de hoje, continuam a marcar quem os lê. 

Vale a pena estes desafios de leitura. Saí da minha zona de conforto e acabei cativada pelas palavras de amor de todos estes poetas. 

Boas leituras!    

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

[A minha Opinião] O Silêncio das Águas

O Silêncio das águas

O Silêncio das Águas foi umas das novidades de Abril, da Editorial Presença. Assim que vi a capa e li a sinopse, quis ler o romance. Serviu também de incentivo extra, as efusivas opiniões que fui vendo pelas redes sociais, de leitoras que já tinham lido o livro em inglês. Todas essas leitoras incentivavam à leitura do livro, dizendo que era maravilhoso. 

Acabei por não ler o livro logo em Abril, mas em Agosto. Precisava de ler um romance, para ir alternando com os thrillers, e este foi o escolhido. 

O que é que vos posso dizer sobre o livro? A história construída por Brittainy C. Cherry, é próxima ao coração da autora. Ela inspirou-se em vivências próprias para construir a personagem principal Maggie May. Maggie era uma rapariga extremamente vivaça quando era criança, até que um momento traumático e marcante muda a sua vida. É esse momento que irá definir toda a sua vida e a pessoa em que se transforma ao longo dos anos. Bem próximo de Maggie, está sempre Brooks Griffin, um amigo atento, que a apoia nos bons e maus momentos. 

Maggie é daquelas personagens que nos rouba o coração. Então porquê? Porque é uma leitora voraz. São deliciosas as passagens que falam de livros. Há referências a livros, que todos nós leitores reconhecemos e já os lemos. A forma como os livros salvam a Maggie, é algo que nos toca o coração, sendo nós também leitores. 

Quanto a Brooks, é o rapaz porque todas as raparigas e depois mulheres suspiram. Vive a música como se a respirasse. Passa um pouco dessa paixão a Maggie, que muitas vezes se deixa acalmar através dela. 

Da bela e dolorosa história construída pela autora, sai um belo elogio ao amor, a todos os tipos de amor, mas com uma maior incidência no amor romântico. Sai também uma história de luta e de sobrevivência de Maggie. Sai, acima de tudo, destas páginas, uma mensagem de esperança. "O mundo continua a girar porque o teu coração continua a bater."

Foi tão fácil agarrar-me a esta história. Foi fácil ir passando as páginas. Foi fácil sentir empatia pelas personagens. Foi difícil ler os momentos mais angustiantes. Foi difícil separar-me das personagens. 

Se adoram livros. se adoram música, se gostam de uma bela história de amor, este é um livro a ler. 

Fico a aguardar por próximos livros da autora. 

Boas leituras!

🌟🌟🌟🌟

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

[A minha Opinião] Deixa-me mentir

Deixa-me mentir

Clare Mackintosh não é, para mim, uma autora desconhecida. Já tive oportunidade de ler o seu primeiro livro, Deixei-te ir, e por isso a curiosidade em ler esta sua mais recente obra.

Gosto de thrillers psicológicos e quando vi referido na capa que era o thriller psicológico do ano, fiquei curiosa. Correspondeu ao anunciado? Isso é o que vou passar a dizer-vos. 

A premissa da história tinha tudo para criar grande mistério. "Para a polícia foi suicídio. Para Anna foi homicídio. Ambos estão errados." Até aqui tudo bem! O objectivo foi realmente conseguido? Acho que não. Na minha humilde opinião, não se pode considerar este thriller, um thriller psicológico. 

Para começar, não gostei do tamanho de letra escolhido. É logo desmotivador. Em livros de bolso compreende-se a escolha do tamanho de letra. Nestes livros maiores, não concordo. Devia oferecer-se mais conforto ao leitor. 

Ignorando o tamanho de letra e mergulhando na leitura, para mim foi um grande desafio. A meu ver, as primeiras 150 páginas são aborrecidas. A história não avança grande coisa. Vai-se arrastando sem acontecimentos muito marcantes. Esse facto desmotivou-me e fez-me perder a vontade de voltar à leitura. Lá insisti, continuei e nos capítulos finais, a autora lá me ofereceu a intensidade pedida a um thriller. Com acontecimentos relevantes, com descobertas motivadoras. 

Das personagens, normalmente menciono as principais, porque na maioria das vezes, me identifico com elas. Neste caso irei mencionar duas personagens secundárias, Murray, investigador do caso e a sua mulher Sarah. Fazem uma dupla cativante, apesar de todos os problemas que enfrentam enquanto casal. Para mim, a história de ambos e a forma como Murray conduziu a investigação, foram o ponto forte desta história. 

Concluindo, não foi um livro que me tivesse arrebatado ou tirado o sono. Reconheço que a premissa da história é muito boa, mas não foi explorada da melhor forma pela autora. O final da história alguns poderão gostar. Para mim não fez muito sentido. 

Se são fãs da autora, e apesar da minha opinião menos abonatória, recomendo-vos a tirarem as vossas próprias conclusões. Duas pessoas nunca lêem o mesmo livro da mesma forma. 

Boas leituras! 

Opinião do livro Deixei-te ir aqui

🌟🌟🌟

terça-feira, 10 de setembro de 2019

[A minha Opinião] A Rapariga sem Nome


A Rapariga sem Nome, é o livro de estreia da série Tess Winnett, uma agente especial do FBI. 

Li este livro numa leitura conjunta com mais de 30 outros leitores. Uma coisa vos posso dizer, foi complicado parar nos capítulos estipulados e não continuar a ler. 

Gostei da escrita de Leslie Wolfe, da divisão dos capítulos, sempre pequenos, que permite avançar rapidamente na leitura. Gostei do ponto de partida da história, uma morte perturbadora levada a cabo por um assassino astuto. As personagens cativaram, principalmente a agente Tess Winnett, que é uma mulher inteligente, decidida, forte, intuitiva e ao mesmo tempo frágil e emotiva. 

Do que menos gostei foi de se ter descoberto o assassino um pouco cedo. Poderia ter-se prolongado o mistério um pouco mais. Sendo a personagem Tess, o foco principal de uma futura série de livros que irá sair, achei demasiado precipitado, a autora ter escolhido revelar o segredo de Tess logo no primeiro livro. O facto de não terem sido mais desenvolvidos os motivos que levaram o assassino em série a fazer o que fez. E por último, a forma apressada como foi arrumado o final da história. 

No geral, o balanço é positivo. Continuo interessada em seguir a autora e esta série, esperando que o próximo livro, seja bem melhor que este primeiro.  

Não sei se será um dos melhores thrillers de sempre, como anunciam na capa do livro, ou o fenómeno literário do ano. O que sei é que gostei da leitura e da mulher forte que é Tess. 

Boas leituras! 

🌟🌟🌟🌟

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A rapariga esquecida, de Bart Van Es - Novidade Vogais

A rapariga esquecida


SBN: 9789896685584 
Ano de edição ou reimpressão: 09-2019 
Editor: Vogais 
Páginas: 304

Sinopse
Lien tinha 8 anos quando os pais abdicaram dela na esperança de a salvarem. Criada por uma família de acolhimento durante a ocupação da Holanda na Segunda Guerra Mundial, sobreviveu, mas os seus pais biológicos morreram em Auschwitz. Muitos anos depois, um mal-entendido levou a família adotiva a afastar-se, até Bart van Es — neto dos pais adotivos de Lien — a resgatar do esquecimento. Agora nos seus 80 anos, Lien acedeu a conversar com o autor e a contar a sua história. Há coragem, generosidade e sacrifícios, mas há também um lado negro. De todos os países ocupados, a Holanda foi o mais cooperante com o regime nazi. Ao mesmo tempo que famílias salvavam crianças judias acolhendo-as no seu seio, as autoridades holandesas perseguiam com zelo excessivo todos os judeus. Dos 400 antigos judeus portugueses, por exemplo, tão profundamente enraizados no país, só oito regressaram dos campos de concentração. A Rapariga Esquecidaé a história da luta pela sobrevivência de uma jovem durante a guerra, do profundo amor das famílias adotivas pelas crianças que salvaram e de como o caráter das pessoas é definido pelos desafios que elas enfrentaram. 

Bart van Es é professor de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford e fellow do St. Catherine’s College. É autor de vários livros sobre o poeta Edmund Spenser e o dramaturgo William Shakespeare. Tem também publicado artigos sobre historiografia da Renascença e poesia pastoral. Nasceu na Holanda e vive agora com a família em Inglaterra.  

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Quase a chegar às livrarias - Milkman

Milkman Anna Burns

Disponível a 19 de Setembro

Sinopse
Nesta cidade sem nome, ser interessante é perigoso. A irmã do meio, protagonista deste romance, empenha-se em evitar que a sua mãe descubra a identidade do namorado e em não dar explicações sobre os encontros com o leiteiro. Mas quando o cunhado descobre a situação e começa o rumor, a irmã do meio torna-se «interessante». A última coisa que queria ser. Porque, nesta cidade, ser interessante implica que te prestem atenção e isso é perigoso.

Num original misto de inocência e perspicácia, com um estilo único, torrencial e anónimo muito próprio da oralidade, a narradora partilha com o leitor a sua vida, profundamente marcada pela violência física e psicológica.

Milkman, de Anna Burns, é uma comovente história feita de rumores e falatório, de aceitação e resistência, de silêncio e surdez intencional, que decorre no auge dos conflitos entre as duas irlandas e que espelha o que de pior há no ser humano.

Pode comprar o livro aqui.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O Dom da Morte, de M. J. Arlidge - Novidade Topseller

O Dom da Morte

AUTOR M. J. Arlidge
ISBN 9789896685768
PVP 20,99 € 
1ª EDIÇÃO setembro de 2019
EDIÇÃO ATUAL 1.ª
PÁGINAS 416

Sinopse
Adam Brandt é um psicólogo forense, bastante habituado a lidar com os membros mais perturbados da sociedade. Mas Adam nunca conheceu ninguém como Kassie.

A adolescente afirma ter um dom terrível - basta-lhe olhar diretamente nos olhos de alguém para saber quando essa pessoa irá morrer. E de que forma isso irá acontecer. Obviamente, Adam sabe que Kassie deve sofrer de algum distúrbio mental. É nesse momento que um assassino em série ataca a cidade. E só Kassie parece saber quem ele vai matar em seguida.

Contrariando a sua intuição, Adam começa a acreditar em Kassie. Apenas não tem consciência de quão fatal a sua fé pode vir a ser?

M. J. Arlidge trabalha em televisão há mais de 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos anos, produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Escreveu ainda uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.
Os seus livros, traduzidos para várias línguas, são autênticos êxitos de vendas e têm recebido críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais.