quinta-feira, 21 de março de 2019

Passatempo 7º Aniversário - Bertrand Editora



Continuamos a festejar o aniversário do blogue oferecendo livros aos nossos leitores. Com o magnifico apoio da Bertrand Editora, temos para oferecer um exemplar do livro Remédios Naturais para Todas as Estações. Para se habilitar a ganhar este livro, só tem de responder correctamente às questões que se encontram no formulário e ler com atenção as regras do passatempo. 

Regras do passatempo:

O passatempo é válido de 21 de Março até às 23h59m de 27 de Março. 
Só é válida uma participação por pessoa e residência, de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
Ser seguidor do blogue Manta de Histórias: www.mantadehistorias.blogspot.pt
(Para ser seguidor, basta clicar em "aderir a este site" na barra lateral direita do blogue.)
Partilhar publicamente o passatempo.
Múltiplas participações serão automaticamente anuladas.
O vencedor será sorteado aleatoriamente (random.org) pela administração do blogue, contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
O blogue e a editoranão se responsabilizam por eventuais extravios no envio do livro por correio.
Boa sorte!


2 Novidades Topseller de leitura obrigatória


Sinopse
Haruko e Margot não se conhecem. Vivem em pontos distantes dos EUA e nenhuma das duas tem qualquer culpa de os seus países de origem estarem em guerra com aquele onde agora vivem. A família de Haruko é japonesa. A família de Margot é alemã.

Estamos em 1944. A Segunda Guerra Mundial está no seu auge e estende-se a quase todos os continentes e mares, combate-se tanto na Europa como no Pacífico. À semelhança de outras famílias refugiadas, também as de Haruko e Margot são forçadas a recomeçar as suas vidas num campo do Texas, onde os acusados de conspirar contra a América são «convidados» a residir.

Com as suas vidas a colapsar, Haruko e Margot encontram conforto uma na outra, e depositam toda a esperança na sua amizade secreta.

Mas será que ali, numa prisão que se suspeita repleta de espiões, ainda é possível encontrar a felicidade?

Uma história delicada, mas poderosa. A prova de que a família, a amizade e o amor mantêm a sua importância vital até nos piores momentos.

Autora vencedora do Edgar Award for Best Young Adult, Best Book for Teens (New York Public Library), Best Young Adult Book (Booklist), entre outros prémios.


Sinopse
«Eu tinha 12 anos quando o casaco foi feito. Nathan, o nosso alfaiate e querido amigo, começou a costurá-lo para o meu avô na primeira semana de março de 1938. Esse foi o último ano de liberdade para Varsóvia e para todos nós.»

Quando a Polónia é ocupada pelos nazis, os judeus são escorraçados para um gueto imundo e insalubre, aguardando um destino terrível. Entre eles está o jovem Mika, que, depois da morte do avô, herda o seu casaco, descobrindo nos bolsos secretos um grande tesouro: um fantoche. Apesar de ser apenas um simples fantoche de um príncipe, transforma-se para Mika num símbolo de esperança. Inspirado pelo projeto que o avô começara, o rapaz cria uma trupe de fantoches para animar as crianças do gueto.

Aos poucos, a sua fama espalha-se por entre todos os que procuram um pouco de cor e alegria entre a morte e a cinza. Até que, certo dia, o talento de Mika é descoberto por um oficial alemão, que leva o rapaz para entreter os mesmos soldados que perseguem e matam os seus amigos e familiares. Mas, se quer sobreviver, a única alternativa de Mika será tentar agradar ao seu inimigo.

Um relato dos dois lados de uma guerra cruel e uma viagem épica sobre sobrevivência, que atravessa continentes e gerações, desde Varsóvia até aos gulags da Sibéria.

De que forma se pode alimentar a esperança em tempos tão negros?

Mais informações sobre os livros aqui

quarta-feira, 20 de março de 2019

Mensagem 7º aniversário - Nuno Nepomuceno


Isa, o Manta e eu acompanhamo-nos desde o início. Tem sido um orgulho contribuir para tecer os retalhos das suas histórias. Ao longo destes sete anos, tenho-vos visto evoluir, amadurecer e tornarem-se num recanto cada vez melhor e especial.

Que possam continuar a celebrar mais aniversários e que a Manta de Histórias da Isa nunca pare de crescer.

Nuno Nepomuceno

D. Filipe VII "O Explorador" - Poema de Alfredo Rosa


Filipe era seu nome
A sua idade quase sete anos
Criança cuja grande fome
Era de aventuras na terra e nos oceanos

Na privacidade do seu quarto
Sob o olhar curioso da sua mãe
Usa uma manta como tabuleiro farto
Para as aventuras que lhe convém

Hoje Filipe celebra o seu aniversário
Os seus brinquedos todos reuniu
De olhos bem abertos, vê se tem o necessário
Para criar algo que nunca antes se viu

Todos os brinquedos focados numa prenda
Colocada no extremo da manta
Com a liderança de Filipe começa a senda
"Em frente!", sai a ordem da sua garganta

Rebola agilmente pelo tecido confortável
Até ao destino excitante alcançar
Solta o presente da sua máscara formidável
E ergue-o como um troféu milenar

Na sua face um êxtase exuberante
Na sua mão um livro para colorir
Junto com a sua imaginação contagiante
Vai passar o resto do dia a sorrir

Alfredo Rosa

Nem todas as histórias de amor precisam de ser trágicas - Conto de Letícia Brito



Julieta estava estafada depois de um longo dia de trabalho. Exercia um cargo de contabilista numa multinacional e a sua rotina era marcada por números e contas infindáveis.

Mas ainda assim, preferia a agitação do escritório à solidão da casa vazia que a esperava imaculada ao fim do dia.

Desde que ele partira que aquela casa deixara de fazer qualquer sentido na sua vida. Tinham-na comprado e decorado juntos. Tinham planeado tudo ao ínfimo pormenor. Mas agora, ela estava sozinha e, a cada novo dia, se tornava mais doloroso enfrentar as madrugadas no vácuo daquela casa. 

Queria vendê-la, porém, aquele espaço era o sonho de uma vida a dois do qual ela não se conseguia desfazer.

Abriu a porta e olhou vagamente em redor da sala. Um sofá de pele ao centro fazia as honras, quadros caros adornavam as paredes brancas e um tapete persa jazia sobre o chão de linóleo.

Descalçou os sapatos de verniz e caminhou até ao sofá. Sobre a mesa de vidro mesmo em frente, uma caixa de sapatos estava entreaberta, despertando-a do transe habitual que não conseguia evitar sempre que adentrava pela porta.

Aninhou-se junto ao sofá e riu pensando, tanto dinheiro gasto nesta porcaria e eu prefiro sempre sentar-me no chão. Puxou a manta do sofá para si e cobriu as pernas, enquanto se acomodava. Ainda ponderou ler um livro, dos muitos que enchiam a sua estante, talvez isso a fizesse ignorar o dia que estava marcado no calendário. Mas ler não a ajudaria a esquecer.

O número sete pairava na sua mente, lembrando-a de que ele fora embora e deveria estar ali.

Pegou numa caneta e retirou da caixa um caderno de capa dura e folhas já amarelecidas, onde começou a rabiscar uma carta.

Espero que no céu o tempo esteja mais agradável do que por cá. Há uma semana que chove sem cessar. Mas o que é uma semana de chuva comparada com toda a desordem que deixaste no meu peito, Gabriel?

Juro que já pensei em largar tudo, só para ir ter contigo. É certo que já sabíamos que irias embora, logo que te diagnosticaram o aneurisma, mas será que o céu estava assim tão desesperado para te roubar de mim?

Eles dizem que está na hora de seguir em frente, contudo, seguir em frente não faz sentido se eu souber que quando chegar ao meu destino, não te encontrarei de braços abertos para me receber.

Guardo o arsénico na gaveta junto à cama porque estou cansada e prestes a desistir. Mas se me visses não estarias orgulhoso e, por ti, talvez hoje eu seja capaz de o atirar para o lixo.

O meu coração martela desenfreadamente no peito, como se desejasse escapar-se da caixa torácica. E eu choro.

Penso em todas as histórias de amor que já foram escritas e vividas. Eu sei que não gostarias de me ver nestes prantos e, por ti, talvez hoje eu pondere dançar na chuva. Tu, que sempre gostaste de ver os meus cabelos molhados…

Enquanto Julieta escrevia, a chuva amainou e uma fresta de sol perpassou a cortina da sala. Julieta levantou-se, cambaleando, e aproximou-se da janela. Hesitou, pensando se deveria ou não, puxar a cortina.

Julieta não sabia ainda o que era suposto fazer para seguir em frente, no entanto, sabia que nem todas as histórias de amor precisam de ser trágicas.

Ele partiu, mas ela ainda cá estava e, seguir em frente, talvez se resumisse à capacidade de puxar a cortina e deixar o sol entrar. E pela primeira vez em dois anos, ele entrou. Tal como era suposto.

Letícia Brito

Sobre a autora
Letícia Brito nasceu em 1996. Apaixonou-se pela escrita de contos infantis aos 9 anos e logo começou a ter as suas histórias publicadas num jornal.
Entre 2015 e 2017, ganhou dois prémios literários, publicou o seu primeiro romance Nos Braços do Vagabundo, participou em antologias poéticas e atingiu mais de 94 mil visualizações no seu blogue pessoal onde regularmente partilha críticas literárias.
Em setembro de 2018 regressou ao romance com a história de Luísa, “O Dia em que Chegaste”, mas antes mesmo de o ano findar, já tinha concluído uma nova história.
Não sabe bem quem é quando não escreve e, talvez por isso, já tenha iniciado a escrita daquele que, quiçá um dia, possa ser o seu quinto romance.
Atualmente escreve contos e crónicas para o jornal Gazeta de Paços de Ferreira.


Passatempo Exclusivo Facebook - Porto Editora


Passatempo em vigor até às 12h00m do dia 22.
Participe aqui.
Boa sorte!

O meu lugar mais feliz - Carolina Cruz


Escolhi este lugar. Aqui, longe de tudo e de todos, procuro a verdade de um amor eterno: os livros.

Junto deles posso sonhar, criar, viajar, fugir desse mundo rude, dessa gente sem valores, das pessoas que falam dos outros como se fosse a sua própria vida, espezinham, torturam... 

Visto uma roupa confortável, puxo a manta e o chá, fujo do que não me acrescenta e, então, embrulho-me em sonhos. Sou livre, leve, solta!

Todos os seres humanos comuns acham-me estranha, mas todos os livrólicos dependentes entenderão que ler é mais que um passatempo, é um escape, uma paz de espírito.

Aqui eu voo, eu rio, eu choro, entro na vida das personagens com sede de mais, de ansiedade (boa), de alegria.

Os livros são a minha força, o meu agarrar e o meu viver. Enquanto leio não sou eu, não há problemas nem há pessoas que me magoam, por isso deito-me aqui, no sofá quentinho, onde o meu aconchego é uma manta de histórias.

Carolina Cruz

Sobre a autora
Carolina Cruz, nascida a 27 de julho de 1992, natural da Lousã, Coimbra.
Licenciada em Animação Socioedutiva, pela Escola Superior de Educação de Coimbra.
Autora do blogue "Gesto, Olhar e Sorriso" desde 2009, desde cedo que escrever é não somente uma paixão, mas um sonho, tendo editado o seu primeiro livro "O coração vive de sorrisos" em 2018.