segunda-feira, 22 de julho de 2019

Quando Leres Isto, de Mary Adkins - Novidade Bertrand Editora


Género: Literatura / Romance
Tradução: Rosa Amorim
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 336
PVP: € 16,60€
ISBN: 9789722535342
Data de publicação: 12 de julho de 2019

Sinopse
Durante quatro anos, Iris Massey trabalhou lado a lado com Smith Simonyi, especialista em relações públicas, ajudando-o a gerir a carteira de clientes e a aperfeiçoar as suas marcas. Mas Iris morreu, vítima de cancro, com apenas trinta e três anos. À deriva sem a sua amiga e colega, Smith fica surpreendido quando descobre que Iris, nos últimos seis meses de vida, criou um blog com reflexões perspicazes, e normalmente bem-humoradas, acompanhadas por um pedido final: Smith devia publicar em livro os seus posts.
Com a ajuda de Carl, o seu novo e encantador estagiário, Smith encarrega-se de realizar o último desejo de Iris. Para o poder fazer, tem de obter autorização de Jade, a irmã mais velha de Iris. Mas é aqui que a intriga se adensa...

Mary Adkins é uma autora norte-americana publicada pelo New York Times e pela revista Atlantic. Licenciada pela Duke University e por Yale, vive em Nova Iorque com a família. É professora de Ficção e co-fundadora do podcast I'M STILL HERE.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O Comboio da Noite, de Martin Amis - Novidade Quetzal


Género: Literatura/Romance
Formato: 15 x 23,5 cm
N.o de páginas: 160
Data de lançamento: 19 de julho de 2019
PVP: € 16,60
ISBN: 9789897225529

Sinopse
Mike conhecera Jennifer Rockwell: era muito bela, inteligente, uma criatura extraordinariamente adorada por toda a comunidade. Encontrá-la com um tiro na cabeça foi um choque tremendo, e maior ainda foi a perplexidade quando todos os indícios apontaram para o suicídio. Tom Rockwell não iria descansar enquanto não encontrasse uma explicação satisfatória. Porém, à medida que Mike vai investigando, a possibilidade de encontrar uma motivação linear vai-se tornando cada vez mais remota, e a verdade por trás daquela morte voluntária é cada vez mais perturbadora.

Martin Amis é um dos autores de língua inglesa mais importantes e controversos da atualidade. Nasceu no País de Gales e é filho do escritor Kingsley Amis.
A matéria-prima dos seus romances radica no absurdo da condição pós-moderna e nos excessos do capitalismo tardio das sociedades ocidentais; e o seu inconfundível estilo é compulsivo e terrivelmente vívido.
Saul Bellow, Vladimir Nabokov e James Joyce são as suas grandes referências literárias. Por seu turno, influenciou uma nova geração de romancistas, como Will Self ou Zadie Smith.

Rationale - Say What's on Your Mind

[A minha Opinião] Mil beijos


M A R A V I L H O S O!

Quando fechei o livro já estava com saudades de Poppy e Rune.

O que dizer deste livro? Acho que todas as palavras que aqui conseguir deixar, serão poucas para exprimir as emoções que senti a ler este livro. 

Quando o livro me veio parar às mãos, mal sabia eu a maravilha de história que estava presa naquelas páginas, à procura de encontrar o seu caminho até mim.

Li o livro porquê? Porque uma amiga minha, também uma grande leitora, me disse: "tens de ler Tillie Cole, Isa. Tens que ler vais amar. Agarra nos lenços porque parte o coração a qualquer pessoa e o final, lindo mesmo." Ora depois desta recomendação tão sentida, fui logo agarrar no livro. Bendita amiga! 
Logo no inicio da leitura simpatizei com as duas personagens principais, duas crianças ainda, Poppy e Rune. É impossível não sentir ternura pela inocência destes dois.

A história, a meu ver, foi muito bem construída pela autora. Narra ao leitor as várias fases da vida de Poppy e Rune, em diferentes idades. Acompanhei a história de ambos e nutri por eles carinho. Sim, é difícil não simpatizar com o lado sensível, sonhador e talentoso de Poppy, e pelo lado rebelde, desafiador e sombrio de Rune. E mais não vou dizer sobre eles, porque quero que o descubram durante a leitura.

Às primeiras páginas já estava de lágrimas nos olhos e a pensar: "Afinal sempre vou precisar dos lenços mais rápido do que pensava." É incrível como a autora, com uma linguagem simples mas encantadora, fez despertar em mim tantas emoções opostas de carinho e revolta. Acho que é aí que reside o sucesso de um livro. Quando mexe com o leitor e lhe desperta todo o tipo de emoções. 

Já li muitos livros do género jovem adulto, mas acho que nenhum antes me tocou tanto como este. Mil Beijos entra, sem dúvida, para a minha lista de livros favoritos. Depois da leitura tive de gritar a sete ventos (neste caso escrever em letras garrafais) para lerem este livro. E volto a repetir: LEIAM ESTE LIVRO MARAVILHOSO. 

Não sei se disse tudo o que havia a dizer sobre o livro, mas foram estas as palavras que encontrei para recomendar o livro. 

Só tenho mais um pedido, que a Quinta Essência publique mas livros da Tillie Cole. 

Boas leituras!

🌟🌟🌟🌟🌟

quinta-feira, 18 de julho de 2019

[A minha Opinião] O Rouxinol



Ai O Rouxinol! O que eu li e ouvi falar deste livro. Quem o leu só diz maravilhas e recomenda a leitura. Porque a curiosidade é tramada e nunca tinha lido nada sobre a autora, lá arrisquei e comprei o livro. Já estava há uns bons meses na estante à espera de ser lido, até que uma seguidora do meu blogue me disse que ia começar a lê-lo. Eu num impulso repentino sugeri que fizéssemos leitura conjunta do livro. Não estando ainda completamente satisfeita, resolvi lançar o desafio a vários leitores e assim aconteceu a primeira leitura conjunta. Que desafio e que experiência. Adorei! 

Agora que já vos expliquei como acabei lendo este livro, quero partilhar convosco a minha experiência de leitura deste livro. Mais de 500 páginas, bem escritas e narradas, sobre uma temática que me custa sempre ler, mas que não consigo dispensar. Nunca é fácil ler sobre a II Guerra Mundial e a cruel ocupação nazi. 

Neste livro é retratada a ocupação nazi em França. Dos inúmeros livros que li sobre o tema, acho que ainda não tinha lido nada sobre a perspectiva francesa dos acontecimentos. Como em todos os países ocupados, França passou por toda a crueldade que uma guerra pode trazer, que está guerra trouxe. O regime nazi não ficou conhecido pela sua brandura e sim pela sua crueldade e terror. É impossível ler-se sobre o tema sem ficar fisicamente afectados. 

Nesta história temos duas grandes figuras centrais, Vianne e Isabelle. Duas mulheres que não podiam ser mais o oposto uma da outra, apesar dos laços de sangue que as unem. Têm em comum o abandono que sofreram quando eram muito novas. Essas perdas moldaram de formas diferentes as mulheres que são no presente. Isabelle é uma mulher rebelde, resistente, motivada, corajosa, determinada. Vianne é completamente o oposto, uma mulher ponderada, pouco corajosa, realista, mãe e mulher dedicada. A relação entre ambas sempre foi conflituosa e em tempo de guerra ainda se torna mais visível. Ambas têm ideias opostas a como devem agir perante um inimigo tão próximo. 

Não vos vou revelar muito da história, porque assim estrago-vos a leitura. O que vos vou dizer é que gostei da escrita da Kristin Hannah, gostei das personagens que criou, tanto as principais como as secundárias. Por algumas nutri empatia e compaixão, por outras desprezo e indiferença. Agradou-me a perspectiva que a autora escolheu para nos apresentar a história, a partir de memórias, de um voltar atrás no tempo, e de desconhecer por completo quem é que narra essa viagem. 

Devem estar a estranhar o facto de estar a apontar tão bons comentários e ter dado ao livro as 4,5 estrelas ao livro. A razão pela qual não dou as 5 estrelas é porque acho que os capítulos finais foram um pouco precipitados e houve um momento na história que achei demasiado difícil de acontecer, tendo em conta a realidade narrada. Por estas razões é que acho que não mereceu as 5 estrelas mas é um livro que recomendo a leitura, sem a mínima dúvida. 

Depois de ler o livro compreendo por que razão é muitas vezes referido e recomendado. Fiquei com imensa curiosidade de ler mais livros da autora. Espero em breve estar a fazê-lo. 

Boas leituras!    

4,5
🌟🌟🌟🌟

quarta-feira, 17 de julho de 2019

[A minha Opinião] D. Maria II A menina rainha


Leio muito pouco sobre as grandes figuras da História de Portugal. Talvez por isso este livro tenha chamado por mim. D. Maria II foi uma rainha que vi muitas vezes referida nos inúmeros manuais de História e da qual não tinha muitas memórias. Pouco me lembrava da sua vida e feitos enquanto rainha. 

Este livro de Isabel Stilwell, apesar de estar mais virado para os leitores infantis e juvenis, não deixa de ser também uma bela leitura para os leitores mais graúdos. Posso dizer-vos que tive uma fantástica aula de História, e eu que quando era mais nova, não gostava muito. Este livro prova que tudo depende de como é transmitida a mensagem. 

Quem pegar neste livro de pouco mais de 90 páginas, irá aprender mais um pouco da nossa História e conhecer muito melhor a nossa jovem rainha, D. Maria II. 

A escrita da Isabel Stilwell é apropriada aos jovens leitores, de uma simplicidade e proximidade ao leitor bem notória. A personagem de D. Maria II fala na primeira pessoa ao leitor, o que faz com que nos sintamos mais próximos da personagem. A empatia pela figura de D. Maria II é imediata. 

Quanto às ilustrações de Violeta Cor de Rosa, que acompanham toda a história são de uma beleza singular e dão um colorido à história maravilhoso. 

É mais que óbvio que vos vou recomendar, sem reservas, esta leitura. Leiam e fiquem a conhecer um pouco melhor esta menina rainha. 

Boas leituras!   

🌟🌟🌟🌟

terça-feira, 16 de julho de 2019

[A minha Opinião] O Barco das Crianças



O que é que me conquistou logo no livro? A capa, sem dúvida. Foi o que me levou a ler a sinopse e a ter curiosidade de ler o livro. 

Esta é a minha primeira experiência de leitura de Mario Vargas Llosa. Apesar de ser um livro infantil/juvenil, despertou em mim a curiosidade de ler mais livros do autor. 

No que a este livro diz respeito, adorei a escrita do autor, as personagens, a história fantástica e as personagens, o curioso Fonchito e aquele homem misterioso que todos os dias se senta num banco a observar o mar. 

O autor soube bem levar-me a viajar na sua história e a duvidar do que ia sendo narrado. A curiosidade de Fonchito, em relação aquele homem que todos os dias via no parque e que depois interpelou, passou também a ser a minha curiosidade. As dúvidas de Fonchito passaram a ser as minhas. A tristeza de Fonchito passou também a ser a minha. Isto ilustra bem como a escrita do autor cativa e desperta emoções no leitor. 

As ilustrações de Zuzanna Celej são maravilhosas. Complementam na perfeição as palavras escritas pelo autor. É uma pequena obra de arte. 

Quanto ao final do livro, é surpreendente. A forma como o autor durante toda a narrativa me deixou na duvida, para que o final fosse fantástico. 

Uma leitura que recomendo sem reservas. Leiam, vale muito a pena.

Boas leituras!

🌟🌟🌟🌟