quarta-feira, 18 de outubro de 2017

[A minha Opinião] Nos Braços do Vagabundo


Este é o primeiro livro que leio da autora. Leitura que fui desafiada a fazer pela própria autora, Letícia Brito. Outro desafio foi ler em formato ebook, que acabou por correr bem. O livro é pequenino e a leitura até se fez muito bem no tablet. 

Falando agora do livro e da sua temática. Escrever sobre depressão é sempre um tema complicado, que requer muita pesquisa e sensibilidade no trato, para que o tema não se torne demasiado pesado para leitura. Há sempre riscos.

Sofia, a personagem principal deste romance, é uma jovem com muitos sonhos, que devido a um desgosto de amor, cai num estado depressivo fulminante. Achei que a autora conseguiu retratar esse estado depressivo mas pecou por excesso. O início da leitura torna-se muito pesado pelo negro da personagem principal e pela repetição de estados depressivos. 

Surgem mais dois personagens com grande importância na história, Francisco, o grande amor e causador da dor e tristeza de Sofia, e Dinis, um colega de trabalho, que surge como um possível salvador de Sofia. Na minha opinião faltou mais consistência às personagens, principalmente à de Dinis, que da mesma forma repentina que aparece no romance, também repentinamente desaparece da história, para que seja dado um final feliz à personagem principal. 

Há um esforço notório de respeitar e tratar bem o tema da depressão, e, de enaltecer o amor, que tudo vence e tudo suporta. A personagem principal está bem pensada e ganharia mais força se fosse mais explorado o passado da mesma, as suas relações familiares e de amizade. Aos personagens secundários falta profundidade. Felicito a autora pela coragem em escrever sobre um tema tão complexo, pela sua escrita e pela história construída. Com algumas alterações narrativas e uma maior consistência, o resultado seria um melhor romance.   

Boas leituras! 

A ler


Saiba mais sobre o livro aqui.

Elza, minha luz de Almerinda Romeira e Edite Esteves - Novidade Cultura Editora



Género: Não-ficção | Histórias de Vida
Formato: 15*23cm
Nr. Págs: 176
ISBN: 978-989-99563-3-9
PVP: 15,50€ 

Sinopse
Elza, Minha Luz é o relato de uma história verídica, passada no Sul de Portugal, e escrita a quatro mãos por duas jornalistas algarvias.
Cumpre-se, desta forma, um pedido feito por Elza, a figura central deste livro: alertar o mundo para todos os pequenos e grandes sinais do corpo, especialmente quando se trata de cancro. Mas Elza, no seu diário, deixou ainda notas sobre a forma como lidar com a doença em família, o que fazer, como falar com os filhos.
Esse diário inspirador e comovente de uma jovem mãe alegre e cheia de luz, que morreu aos 39 anos vítima de um cancro fulminante, é a principal fonte deste tributo, que conta ainda com testemunhos da família, amigos e especialistas da doença. Um livro tão pessoal como informativo, tão emocional como esclarecedor, que nos alerta, nos conforta e nos faz celebrar a vida.

Sobre as autoras
Almerinda Romeira. Nasceu em São Bartolomeu do Sul, concelho de Castro Marim, em 1959 e formou-se em Comunicação Social no ISCSP. Jornalista desde 1988, atualmente no Jornal Económico, com presença regular no Jornal do Algarve, pertenceu aos quadros de A Capital, O Independente, Fortunas & Negócios e OJE, tendo editado ainda o 1o. Emprego, do Correio da Manhã. Prémio Inatel de Jornalismo em 1999, é autora de Portugal Entre Gerações e integra a colectânea 50 Histórias de Quem Foi Criança, com o conto A Estrela do Avô.

Edite Esteves. Jornalista e escritora, nasceu em Faro, há 72 anos. Com formação em Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa, exerceu jornalismo durante 33 anos no jornal A Capital, onde foi chefe de redacção-adjunta, redactora-principal, grande repórter, editora, colunista e cronista. Foi formadora no Cenjor – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas. Autora do livro Irene – É Possível Renascer, colaborou na antologia de poesia e prosa Nas Margens da Solidão, em prol da SOS Voz Amiga. É editora e jornalista da revista Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Quase a chegar às livrarias - O Último dos Nossos


Disponível a 25 de Outubro

Sinopse
Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado, Adélaïde de Clermont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e marcado pelo suspense.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Rapariga que Salvou o Natal de Matt Haig - Novidade Booksmile


AUTOR Matt Haig
COLEÇÃO Fora de Coleção 9+
ISBN 9789897075469
PVP 13,99 € 
1ª EDIÇÃO outubro de 2017
EDIÇÃO ATUAL 1.ª
PÁGINAS 320
IDADE 9+

Sinopse
Só é preciso coragem e uma pitada de magia para salvar o Natal!
A véspera de Natal chegou, mas algo não está bem! O mundo deixou de acreditar em magia e o Natal pode mesmo acabar. O Pai Natal vai tentar fazer tudo para o salvar, mas sabe que nunca conseguirá fazê-lo sem a ajuda de uma rapariga muito especial: a Amélia. Só que ela desapareceu! Com a ajuda de alguns elfos, de oito renas, da rainha de Inglaterra e de um misterioso homem chamado Charles Dickens, a jornada para resgatar a Amélia começa: é preciso encontrá-la, ou o Natal poderá perder-se para sempre! Através de  ilustrações ao longo de todo o livro, contém uma mensagem inspiradora para os mais novos: acreditar que tudo é possível!

Matt Haig escreveu o seu primeiro livro em 2004 e, desde então, nunca mais parou.
Autor bestseller, recebeu o Blue Peter Book Award, o Smarties Book Prize e integrou por três vezes a shortlist do Carnegie Medal.

«Um livro doce e simplesmente maravilhoso!» - The Guardian

Mea Culpa de Carla Pais - Novidade Porto Editora


Título: Mea Culpa
Autor: Carla Pais
Págs.: 208
PVP: 16,60€
Disponível a 23 de Outubro

Sinopse 
Amadeu Jesus é um homem a quem Deus roubou a fé, um corvo definhado que perdeu o norte do ninho. Briosa tem olhos grandes de silêncio e fome de mundo, e um irmão-menino que não sabe falar. Cândida Jesus pariu um assassino e por isso se fez puta.
Em dia de Nossa Senhora de Fátima, um inocente sai do inferno onde passou dez anos e uma menina de corpo feito pestaneja mais do que os olhos ao desejo.
Do lado errado da aldeia dividida a meio pelo fio de água da nascente, um novo amor nasce como as papoilas do cemitério. E os dois, sem mais mundo, planeiam atravessar os vales e as montanhas com os pássaros, para saber como é a liberdade por lá. Ao seu lado vai o cão.

Carla Pais nasceu em Leiria, em 1979. Abandonou a escola aos dezassete anos para ser mãe, terminando mais tarde o 12.o ano à noite. Em 2012 decidiu instalar-se de armas e bagagens em França, onde fez limpezas, embalou salmão e tomou conta de crianças. Hoje é empregada de escritório num Centro de Formação à Distância.
Em 2015 venceu o Prémio Literário Horácio Bento Gouveia com o conto «A Alma do Diabo». No mesmo ano obteve também o terceiro lugar no concurso de poesia Agostinho Gomes com o poema «Assimetria dos Lábios». Em 2016 o seu conto «O búzio do meu pai» foi selecionado para integrar a antologia de contos A Infância, promovida pelo Centro de Estudos Mário Cláudio.
Em 2017 a sua obra A Instrumentação do Fogo arrecadou o Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo. Indigitado para o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís de 2016, o presente romance, Mea Culpa, acabou por não o obter, dado que a autora tinha publicado anteriormente uma outra obra de carácter ficcional, o que o regulamento não permitia.

Ser Feliz no Alasca de Rafael Santandreu - Novidade Pergaminho


Data de lançamento: 13 de outubro de 2017
Editor: Pergaminho 
ISBN: 978-989- 687-436-0
Páginas: 264
PVP: 16,60€

Sinopse
«Em que nos tornaremos depois de aplicar o que é apresentado neste livro? Nada mais nada menos que em pessoas especiais: extremamente fortes e saudáveis. Atualmente, devido às neuroses existentes, apenas 20 por cento das pessoas o são. Se trabalharmos conscientemente estes conteúdos, poderemos chegar a ser indivíduos muito centrados no presente. Em certa ocasião, ouvi dizer a seguinte frase: "Um bom monge é aquele que faz poucas coisas, mas as poucas que faz, fá-las muito bem." Quando alcançarmos a boa forma mental, o dia fluirá naturalmente, de satisfação em satisfação. Porque em toda a parte encontraremos oportunidades de fazer algo de belo e o "doce presente" será o nosso lar, independentemente dos estados mentais. Quando somos vulneráveis, fazemos a distinção entre "estar bem" e "sentir-se em baixo", porque vivemos as emoções negativas de uma forma extrema. 
Contudo, as pessoas mais saudáveis vivenciam os momentos negativos de forma muito suave, inclusivamente sabem até desfrutar também da ligeira tristeza ou do nervosismo. Na verdade, são muito estáveis e sabem observar a realidade com olhar de poeta. Com a terapia cognitiva ativamos o nosso olhar para a beleza, por isso poderemos concentrar-nos muito mais e melhor nas coisas belas que nos rodeiam: as caras bonitas, as enormes árvores das nossas cidades... 
Poucas coisas existem que transmitam maior plenitude do que apreciar intensamente os pequenos prazeres da vida e agradecer o facto de estarmos vivos. Isso acontecerá de forma continuada e espontânea.»

Rafael Santandreu é psicólogo, com consultório em Barcelona. Depois de ter lecionado na Universidade Ramon Llull, teve a oportunidade de estudar e trabalhar com o célebre terapeuta Giorgio Nardone, em Itália. Atualmente dedica-se, para além da prática clínica, à formação de médicos e psicólogos.