sexta-feira, 2 de novembro de 2018

[A minha Opinião] O meu coração entre dois mundos


Jojo Moyes não é uma autora desconhecida para mim. Já tive o privilégio de ler alguns dos seus livros, entre eles "Um mais Um", "O Olhar de Sophie", "Viver sem ti", "Viver depois de ti". Ainda me faltam ler mais alguns romances da autora publicados pela Porto Editora. Aos poucos lá chego.

Adorei a leitura de Viver Depois de Ti e por isso tinha de ler este último livro com a Lou Clark. Por adorar tanto a Lou, li o Viver Sem Ti e agora este O Meu Coração Entre Dois Mundos.

Como já disse no segundo livro da trilogia, acho que os livros seguintes perdem, porque não igualam a intensidade do primeiro livro. Apesar desse factor, gosto sempre de reencontrar a Lou Clark.

A Lou é uma personagem carismática e singular. É impossível não gostar dela, da sua personalidade, do seu bom humor, da sua criatividade, do seu bom coração, da sua resiliência.

Neste último livro Lou tem mais um desafio, trabalhar e viver em Nova Iorque, longe do seu recente namorado, Sam. O que se passa durante a narrativa é um pouco previsível. Os relacionamentos à distância ressentem-se sempre e é o que acaba por acontecer com Sam e Lou. Mais não vou dizer acerca da história. Apesar da previsibilidade da narrativa, não deixa de ser bom.

Depois de terminada a leitura, fica um certo saudosismo. Irei sentir falta de Lou Clark, do seu carisma, da sua honestidade, da sua coragem. Quanto a uma nova leitura da autora, já tenho um novo livro na estante à espera da sua vez.

Boas leituras! 

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

You Me At Six - Room To Breathe

[A minha Opinião] A sereia de Brighton


Cada vez mais fã de Dorothy Koomson.

Se não estou enganada, este é o quarto livro que leio da autora e em todos eles ela conquista-me um pouco mais. Não há como não gostar de um romance apimentado de mistério.

Assim que tomei conhecimento do novo livro da autora, quis imediatamente o ler. Para mim é já uma daquelas autoras que sei que vou ler e não me vou desiludir com o livro.

Assim que li a sinopse do livro a curiosidade ficou em alta. Duas adolescentes Nell e Jude descobrem um corpo de uma jovem numa praia. Semanas mais tarde Jude desaparece e Nell nunca mais a vê.

Passados tantos anos, a polícia nunca descobriu quem era a vítima que apareceu na praia, nem nunca encontraram Jude. Nell vive ao longo dos anos atormentada e quer descobrir o que se passou. À medida que vai descobrindo novos factos, Nell começa a correr perigo de vida. Nem mesmo esse perigo a demove de descobrir o que se passou no passado.

A história é contada a duas vozes: Nell e a sua irmã Macy. Esta forma de narrar a história agrada-me muito. Consigo compreender melhor as personagens, descobrir pistas e conhecer realidades diferentes.

Gostei das personagens construídas pela a autora. Nell é uma mulher destemida, focada nos seus objectivos, protectora daqueles que ama, reservada e que mantém os outros à distância para se proteger. Macy é uma mulher frágil, ansiosa, que sofre de um transtorno obsessivo-compulsivo, mas que tem um amor gigante pelos seus filhos. Estas irmãs não podiam ser mais diferentes uma da outra. Em ambas, a experiência traumática do passado teve um peso e influência desigual.

Muitos temas sensíveis são aqui abordados neste romance. A violência sobre as mulheres, o racismo, a intimidação policial, o bullying. Temas fortes tratados com inteligência e sensibilidade pela autora.

Mais de 500 páginas lidas em poucos dias. Estive completamente viciada na história e nas personagens. Sem dar por ela devorei este calhamaço num instante.

Escusado será dizer que vos recomendo a leitura. Se ainda não conhecem os livros da autora experimentem. Terão muito boas horas de leitura.

Agora fico a aguardar com expectativa por um novo livro da autora. Até lá vou ler os livros mais antigos que já comprei da autora.

Boas leituras!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

5 dicas simples para estimular a leitura


Hoje irei partilhar convosco algumas dicas de como ler mais. Este ano estou a ler mais do que em anos anteriores e acho que é graças a estes factores que vos vou falar. 

1 - Fixar uma meta de leitura diária
Estipulem um número de páginas diárias de leitura e tentem cumprir essa meta. Eu afixei as 100 páginas diárias e na maioria das vezes consigo ler o que estipulei. Desta forma temos um incentivo extra para ler e lemos mais. Comigo resulta. Experimentem!

2 - Escolher uma hora de leitura
Durante o dia dediquem algum tempo exclusivo à leitura. Vejam que horas do vosso dia são mais indicadas para estar calmamente a ler. Eu tento tirar sempre uma ou duas horas durante a tarde, e leio sempre todos os dias antes de ir dormir. Nessas horas não há distracções, só concentração absoluta na leitura. 

3 - Utilizar o Goodreads
O Goodreads é uma ferramenta fantástica. Além de estabelecermos no início do ano uma meta de leitura, possibilita também o acompanhamento diário nossas leituras. Gosto sempre de ir lendo e acompanhando a percentagem de leitura feita. 

4 - Dedicar menos tempo às redes sociais
É sabido que passamos muito tempo nas redes sociais. Para ler mais podemos cortar no tempo que passamos online e substituir esse tempo pela leitura. Vão ver que 10, 15, 20 ou 30 minutos fazem toda a diferença. 

5 - Participar em desafios de leitura
Este ano pela primeira vez estou a fazer um desafio de leitura. O desafio de leitura aqui do Manta de Histórias. Estou a ser posta à prova. É uma forma muito boa de ir lendo os livros que já estão há muito tempo na estante à espera de vez. Próximo ano há mais. Fiquem atentos! 

Partilhem comigo as vossas dicas de leitura. Digam-me se são iguais às minhas ou diferentes. Contem-me que estratégias utilizam para ler mais. 
Boas leituras!  

[A minha Opinião] A biblioteca dos livros proibidos


Este livro de Tom Pugh chamou-me a atenção, não só pela capa mas também pelo seu título.

A biblioteca dos livros proibidos, na história aqui narrada, é chamada de biblioteca do diabo. Nela estão contidas obras vanguardistas capazes de levar a humanidade em direcção ao iluminismo, ao livre-pensamento.

Os Otiosi são o grupo responsável por salvar obras vanguardistas e descobrir a biblioteca. Gregorio Spina, com a ajuda de Matthew Longstaff, Gaetan Durant e Aurélie, tudo fazem para as salvar das mãos da Inquisição. Os inquisidores do papa Pio IV, tudo fazem para destruir qualquer foco de conhecimento.

Gregorio Spina, chefe censor e espião do papa faz tudo ao seu alcance para apanhar os Otiosi,  descobrir a biblioteca do diabo, destruí-la e ter na sua posse um livro de extrema importância. Spina usa todos os meios à sua disposição, recorrendo muitas vezes à violência e à tortura, como meio de intimidação e de poder.

Este livro é um bom retrato da Europa do século XVI, de uma Itália mergulhada na contra-reforma, da luta por salvar uma Europa da segunda Idade das Trevas.

Uma leitura que ao início é um pouco confusa mas que depois ganha fôlego com as aventuras de Matthew Longstaff e Gaetan Durant. Um livro que vale a pena ler.

Boas leituras!

terça-feira, 30 de outubro de 2018

[A minha Opinião] O Anjo-da-Guarda


O Anjo-da-Guarda foi um thriller que li para o meu desafio de leitura. Completei assim o ponto que desafiava a ler um livro baseado em factos verídicos.

A história deste livro passa-se em Copenhaga, na época do pós-guerra, ainda com todas as cicatrizes expostas do nazismo. Acompanhei a investigação de Anders Olsen, que investiga um assalto a um banco, que culmina em homicídio. Conforme a investigação avança, mais factos apontam para que o criminoso Palle Hardrup tenha cometido o crime por influência de hipnose.

Todo o livro centra-se então no tema da hipnose e de como Bjorn Nielsen influenciou Palle Hardrup a cometer um crime. Este facto é tão rebuscado e fora de normal, que muitos policiais pensam que Anders Olsen está completamente maluco. Estará?

Algumas das personagens e a própria história são baseadas nesses acontecimentos verídicos. Curiosamente a personagem que menos gostei, Marie, é uma personagem ficcional e não existiu na vida real.

É um livro que não oferece surpresas, porque assim que lemos a sinopse, ficamos a conhecer os contornos da história. Apesar desse facto, é um livro que se lê bem e narra um episódio singular de condenação. O ponto forte da narrativa, a meu ver, é o contexto histórico onde decorre a acção.

Boas leituras! 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Um dia em Dezembro de Josie Silver - Novidade Planeta


384 páginas
PVP: 17,76€
Nas livrarias a partir de 6 de Novembro

Sinopse
Laurie tem a certeza que o amor à primeira vista não existe em lado nenhum a não ser nos filmes. Mas um dia, através da janela de um autocarro, numa tarde de Dezembro, vê um homem que lhe faz bater o coração mais depressa.
Os seus olhos encontram-se, há um momento de pura magia... e o autocarro afasta-se.
Com a certeza de que não se tornariam a encontrar, Laurie passa o ano a olhar para cada paragem, mas não o torna a ver. Na festa de Natal da melhor amiga, Sarah, esta apresenta-lhe o novo namorado. Chama-se Jack, e é o rapaz que viu do autocarro.
O que se segue para Laurie, Sarah e Jack são dez anos de amizade, desgostos, oportunidades perdidas, caminhos errados e vidas desfeitas.

Josie Silver é uma romântica inveterada que conheceu o marido quando fez 21 anos. Vive numa pequena cidade nas Midlands, com o marido, os dois filhos e o gato.

Críticas
«A história de amor que todos estávamos à espera...Adorei!» Miranda Dickinson, autora de Fairytale of New York
«O livro perfeito para nos perdemos nesta quadra natalícia» Jill Santopolo, autora de The Light We Lost
«O ritmo é perfeito, o tom quente e as personagens envolventes. Quem acredita no amor verdadeiro vai encontrar neste romance de estreia de Josie Silver uma leitura comovente e inesquecível.» Kirkus Reviews