quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Sozinho em Casa é o novo título de Filmes de todos os tempos


Coleção: Filmes de todos os tempos
Título: Sozinho em Casa
Baseado no filme de: Chris Columbus, escrito por John Hughes
Tradução: Rita Amaral
Ilustrações: Kim Smith
Págs.: 48
Capa: dura
PVP: 12,90 €

Sinopse
Kevin McCallister, de 8 anos, desejou que a sua família desaparecesse. Mas nunca pensou que o seu desejo se tornasse realidade!
O filme que todos conhecem é agora um livro ilustrado para toda a família – cheio de ladrões desastrados, engenhosas armadilhas e um rapaz chamado Kevin que se vê forçado a tomar conta de si.
Conseguirá ele impedir que os bandidos entrem em sua casa? E será que a família de Kevin regressa a tempo do Natal?

Primeiras Palavras - A Biblioteca dos Livros Proibidos

A Biblioteca dos Livros ProibidosA Biblioteca dos Livros Proibidos by Tom Pugh
My rating: 4 of 5 stars

Este livro de Tom Pugh chamou-me a atenção pela capa mas também pelo título. A biblioteca dos livros proibidos, na história aqui narrada, é chamada de biblioteca do diabo. Nela estão contidas obras vanguardistas capazes de levar a humanidade em direcção ao iluminismo, ao livre-pensamento. Os Otiosi são o grupo responsável por salvar obras vanguardistas e descobrir a biblioteca. Gregorio Spina, com a ajuda de Matthew Longstaff, Gaetan Durant e Aurélie tudo fazem para as salvar das mãos da Inquisição. Os inquisidores do papa Pio IV tudo fazem para destruir qualquer foco de conhecimento. Gregorio Spina, chefe censor e espião do papa tudo faz para apanhar os Otiosi e descobrir a biblioteca do diabo para a destruir. Spina usa todos os meios à sua disposição recorrendo muitas vezes à violência e a tortura, como meio de intimidação e de poder.
Este livro é um bom retrato da Europa do século XVI, de uma Itália mergulhada na contrarreforma, da luta por salvar um europa da segunda Idade das Trevas. Um livro que vale a pena ler.


[A minha Opinião] O bibliotecário de Paris


É a minha estreia com o autor Mark Pryor e estou conquistada. Já estou a pensar no outro livro do autor que tenho na estante, O Livreiro.

Quanto a este livro, foi uma agradável surpresa. Gostei da personagem principal, Hugo. Um homem inteligente, atento, apaixonado por livros e com um instinto incrível a resolver mistérios.

No centro desta trama está a morte do director da Biblioteca Americana em Paris. Hugo não acredita na versão da policia, que aponta como motivo da morte causas naturais. Para ele o seu amigo morre em condições suspeitas e resolve investigar o caso.

Quanto mais Hugo investiga mais suspeita que alguém queria o seu amigo morto. As suas investigações levam-o até ao passado, ao período da Segunda Guerra Mundial e à Resistência Francesa. Será este um motivo forte para que se cometa um homicídio?

Achei a escrita do autor bastante acessível, a história foi bem construída, o mistério mantém-se até ao final do livro, deixando o leitor em pulgas para resolver o caso.

Os apaixonados por livros vão gostar deste livro, pois o espaço central da trama é a Biblioteca Americana em Paris. Só isso é motivo mais que suficiente para cativar-nos a lê-lo. Eu de uma assentada li 265 páginas, o que quererá dizer algo sobre esta leitura.

Mark Pryor será um autor a seguir de perto. Conto em ler O Livreiro assim que consiga.

Boas leituras!

"Hugo tinha por hábito comparar as bibliotecas locais de veneração, a sua versão da igreja, onde a reverência e a paz o envolviam à semelhança de um cobertor."

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

[A minha Opinião] A única memória de Flora Banks




A única memória da Flora Banks, chamou-me a atenção pelo título e pela capa. Já é conhecido o meu interesse pelo género jovem adulto e como tal, tinha mesmo de ler o livro. Este é o primeiro livro para jovens adultos da escritora Emily Barr.

Não é o primeiro livro que leio sobre amnésia. Como tal, tinha muito presente na memória o livro que li anteriormente sobre o tema. No entanto, este livro faz um bom retrato do que é não conseguir manter memórias e só se recordar das coisas por umas horas.

Flora, a personagem principal, é sem dúvida, uma jovem corajosa, que lida da melhor forma com o problema que tem, sofre de amnésia. Tem as suas formas de se recordar das coisas e é assim que tenta viver com alguma normalidade. Mas algo muda no quotidiano desta jovem quando consegue formar uma memória. Agarra-se a ela como se fosse a sua salvação e tudo fará para alcançar a sua cura.

A autora transmite muito bem, a partir da sua escrita simples, a confusão que é perder a memória e a vida de quem lida com amnésia. Fez-me reflectir muito sobre o poder que a nossa memória exerce sobre nós. O quanto as memórias são importantes na construção do nosso eu. Foi fácil sentir empatia pela Flora, que encara sempre a sua condição de forma corajosa.

Quando pensei saber tudo sobre como terminaria esta história, a autora surpreende e introduz novos dados. E que surpresa! Deu-me uma perspectiva completamente diferente de algumas personagens e encarei a história de outra forma.

É uma leitura que se faz sem dar pela passagem do tempo. Se também és fã deste género literário, este é um dos livros que tens de ler.

Boas leituras!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

[A minha Opinião] A minha avó pede desculpa



Esta é a minha estreia com Fredrik Backman. Já me falaram muito bem do seu primeiro livro, "Um homem chamado Ove", que ainda não tive oportunidade de ler. Recebi o exemplar de avanço e personalizado de "A minha avó pede desculpa" e fiquei super curiosa. 

Uma história que tem como narradora uma criança de sete anos, Elsa, incrivelmente inteligente e sensível para a sua idade e por isso diferente da maioria. É centrada na sua relação com a avó, a sua melhor amiga, também ela diferente, também ela marcante. As duas irão construir um mundo de fantasia capaz de fazer frente aos problemas de todos os dias. 

Elsa por ser diferente, enfrenta problemas na escola, e uma das formas que tem de os ultrapassar é refugiar-se nas histórias que a sua avó lhe conta, sobre o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Acordar. Nesse reino mágico, Elsa sente-se integrada, pois ali o normal é ser diferente. 

O autor Fredrik Backman construiu uma bela história, com personagens singulares e fortes, pelas quais se sente empatia mas também desprezo, com uma linguagem acessível, com passagens de uma ternura sem igual e com mundos de fantasia sempre próximos da realidade.  

Este livro mostra-nos como é lidar com a perda daqueles que mais amamos e a importância das histórias nas nossas vidas. Porque afinal os contos de fada não são só para crianças, os adultos também merecem ouvi-los.

Uma narrativa que combina com mestria realidade e fantasia. Um livro sobre a importância dos laços familiares, dos contos de fada e dos super-heróis, quando somos crianças.

Leitura mais que recomendada. 

Boas leituras! 

"Se não gostarmos das pessoas, elas não podem magoar-nos. As crianças de quase oito anos que são muitas vezes descritas como "diferentes" aprendem-no bastante cedo."

"Não tem mal nenhum ser diferente. A Avozinha dizia que só as pessoas diferentes podem mudar o mundo."

"Porque raramente podemos desiludir alguém se estivermos calados. Todas as crianças de quase oito anos sabem disso."

"E é muito, muito difícil ser a pessoa que tem de ficar e viver sem as pessoas que partem." 

Quase a chegar às livrarias - A Paixão e Wilde


Disponível a 15 de Outubro  

Sinopse
Lorde Alaric Wilde é um famoso escritor e explorador inglês, venerado pelas suas perigosas aventuras e elegante aparência. Após alguns anos no estrangeiro, regressa a casa. Só que Alaric não fazia ideia da sua celebridade até o seu navio atracar em Londres e ser recebido por uma multidão de senhoras desejosas de ver ao vivo o autor da famosa peça A Paixão de Wilde.
Para fugir a todo o reboliço, Alaric refugia-se no castelo do pai. Lá, conhece a bonita e espirituosa menina Willa, que tem inúmeros pretendentes, mas não tem interesse por nenhum, e muito menos por um cuja vida privada é partilhada com o país inteiro. Alaric adora desafios e, até conhecer Willa, nunca se tinha apaixonado.
Conseguirá um homem que não aceita perder uma batalha conquistar uma mulher com um espírito indomável?

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

[A minha Opinião] O beijo encantado


Eloisa James é umas das minhas autoras favoritas e esta série baseada nos contos de fadas é fantástica. Da autora já li Milagre de Amor (opinião aqui), Duas Irmãs, Um Duque (opinião aqui) e Tudo Vale no Amor. E há que referir as capas da série que são sempre lindas. 

O Beijo Encantado é baseado na história da cinderela. Um dos contos de fada pelo qual tenho um carinho especial. Nesta narrativa também está presente a madrasta má, uma meia-irmã mimada, uma madrinha carinhosa, um príncipe aventureiro e uma cinderela inteligente. 

Como em todos os contos de fada há uma personagem que anseia pela felicidade, outras que desejam destruir esse sonho, uma história de amor impossível e uma mensagem importante a ser transmitida. 

Kate é a nossa cinderela neste romance. Uma jovem lutadora, inteligente, trabalhadora que tem uma vida longe de ser perfeita, mas que tenta sempre ver o lado mais colorido da vida. Tem uma madrasta, Mariana, uma mulher insensível e ambiciosa, que lhe faz a vida impossível. A meia-irmã, Victoria, pela qual Kate nutre carinho, mas que é controlada pela mãe. E finalmente o príncipe Gabriel, um homem com fortes valores, culto, ambicioso e comprometido.

Quando algo inesperado acontece, Kate vê-se enredada numa trama, da qual não pode fugir, sobre pretexto de salvar a sua meia-irmã. É durante este salvamento que Kate conhece Gabriel. O desprazer entre ambos é imediato, o que alimenta e muito a história. Será que esse desprazer esconde outros sentimentos? É o que se descobre com o decorrer da leitura. 

É mais uma história bem escrita pela autora, com muitos momentos de humor e sensualidade, com personagens cativantes e cenários inspiradores. Foi tão fácil perder-me nestas páginas. Num abrir e fechar de olhos a leitura estava feita. Com estes ingredientes, só se pode esperar um belo romance.

É o livro ideal para dias preguiçosos de leitura. 

Boas leituras!

"Nós beijámo-nos como se o raio do sítio tivesse pegado fogo - disse ele. Beijámo-nos como se não existisse fazer amor e beijar fosse tudo o que houvesse."