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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

[A minha Opinião] O beijo encantado


Eloisa James é umas das minhas autoras favoritas e esta série baseada nos contos de fadas é fantástica. Da autora já li Milagre de Amor (opinião aqui), Duas Irmãs, Um Duque (opinião aqui) e Tudo Vale no Amor. E há que referir as capas da série que são sempre lindas. 

O Beijo Encantado é baseado na história da cinderela. Um dos contos de fada pelo qual tenho um carinho especial. Nesta narrativa também está presente a madrasta má, uma meia-irmã mimada, uma madrinha carinhosa, um príncipe aventureiro e uma cinderela inteligente. 

Como em todos os contos de fada há uma personagem que anseia pela felicidade, outras que desejam destruir esse sonho, uma história de amor impossível e uma mensagem importante a ser transmitida. 

Kate é a nossa cinderela neste romance. Uma jovem lutadora, inteligente, trabalhadora que tem uma vida longe de ser perfeita, mas que tenta sempre ver o lado mais colorido da vida. Tem uma madrasta, Mariana, uma mulher insensível e ambiciosa, que lhe faz a vida impossível. A meia-irmã, Victoria, pela qual Kate nutre carinho, mas que é controlada pela mãe. E finalmente o príncipe Gabriel, um homem com fortes valores, culto, ambicioso e comprometido.

Quando algo inesperado acontece, Kate vê-se enredada numa trama, da qual não pode fugir, sobre pretexto de salvar a sua meia-irmã. É durante este salvamento que Kate conhece Gabriel. O desprazer entre ambos é imediato, o que alimenta e muito a história. Será que esse desprazer esconde outros sentimentos? É o que se descobre com o decorrer da leitura. 

É mais uma história bem escrita pela autora, com muitos momentos de humor e sensualidade, com personagens cativantes e cenários inspiradores. Foi tão fácil perder-me nestas páginas. Num abrir e fechar de olhos a leitura estava feita. Com estes ingredientes, só se pode esperar um belo romance.

É o livro ideal para dias preguiçosos de leitura. 

Boas leituras!

"Nós beijámo-nos como se o raio do sítio tivesse pegado fogo - disse ele. Beijámo-nos como se não existisse fazer amor e beijar fosse tudo o que houvesse."

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Nada é por acaso



Não conhecia esta autora portuguesa e fiz a minha estreia. Maria Roma é o pseudónimo de Maria José Salgado Sarmento de Matos Freitas do Amaral. Nada é por acaso cativou-me pela sua capa e sinopse. 

Maria Roma oferece ao leitor um livro que se lê muito bem. A linguagem é acessível, a história está bem pensada, as personagens cativam (despertam amor/ ódio) e as descrições das paisagens italianas apaixonam. 

É uma história sobre amor, paixões arrebatadoras, desamor, traição. Entre Verona, Paris e Nova Iorque, conheci o passado e o presente de várias personagens: Adriana, Guido, Stefano, Daniella, Renata e Maria Pia. Todas elas ligadas entre si através de antigas e novas relações. As suas vidas irão cruzar-se e alterar-se, como se as suas histórias já estivessem há muito tempo escritas. 

Esta narrativa é prova de que nada é por acaso e tudo acontece por uma razão. Parece que aqui o papel do destino é fundamental. Todas as boas e más acções das personagens levam-nas a determinado resultado e lugar. 

Se estão à procura de uma leitura agradável, com cheirinho a Itália e romance no ar, este é o livro certo. 

Boas leituras!

"Mas a vida ensinou-me que as coisas acontecem quando menos esperamos. Que nada é por acaso. Temos é de as enfrentar, e não de enfiar a cabeça na areia."

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Alice no país das sapatilhas



Alice, de 15 anos, é a rapariga mais popular da escola, namora com o rapaz mais bonito da escola e é uma blogger. Como todas as raparigas e rapazes da sua idade, é impossível estar afastada das redes sociais e da internet. 

Alice quer tornar-se numa  fashion blogger e descura-se dos estudos. Este facto não irá passar despercebido aos pais, que lhe exigem bons resultados na escola. Será este seu desleixo o catalisador de uma mudança radical na sua vida. Alice irá aprender, por força das circunstâncias, a desconectar-se e a dar mais importância às vivências e ao aqui e agora.

Uma história credível, divertida e leve sobre a adolescência, a dependência das tecnologias, a vida online e offline. É um bom retrato social do que se passa hoje em dia com os adolescentes, demasiado dependentes dos telemóveis, das redes sociais e de estarem constantemente ligados.  

A autora Susana Tavares criou uma boa história, com personagens cativantes, de escrita fácil e leitura rápida. Li bem as 219 páginas numa tarde. 

Leitura recomendada.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Um de Nós Mente


Uma das coisas que me atraiu logo neste livro foi a sua capa. E depois a despertar logo a curiosidade a frase "A crânio, o atleta, o criminoso, a princesa. Um morto. Em qual deles acreditarias?" Mais que suficiente para querer ler o livro.

Um jovem adulto/ thriller bem diferente dos que tenho lido dentro do género. Um crime, quatro jovens e uma escola como pano de fundo. A narração é feita a quatro vozes, facto que enriquece a narrativa e dá ao leitor diferentes visões da história e das personagens.

Quatro personagens suspeitas de homicídio e um deles mente. Quem será? Que motivos terá? Quem é Simon Kelleher, a vítima? Quem são Bronwyn, Nate, Cooper e Addy e que segredos escondem? Todos eles parecem ter um motivo para assassinar Simon e ao longo da história são lançadas mais pistas para descobrir a verdade. Nada será como antes para estes quatro estudantes.

Apesar de todas as personagens principais serem suspeitas de homicídio, é impossível não sentir empatia por todas elas. Cada uma delas com histórias de vida diferentes, cada uma delas a atravessar momentos decisivos nas suas vidas e com as suas próprias inseguranças para superar. Será algum deles capaz de cometer o crime de que são suspeitos?

Karen M. McManus construiu uma boa história, com personagens empáticas, de leitura fácil e soube manter-me agarrada ao livro até ao final. Fico ansiosamente à espera de um novo livro da autora.

Boas leituras!

"Não sei porque é tão difícil as pessoas admitirem que, às vezes, são apenas idiotas que fazem merda porque não esperam ser apanhadas."

terça-feira, 25 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Os Altos e Baixos do Meu Coração


Este é o segundo livro que leio da autora Becky Albertalli. As suas histórias, escritas para um público jovem adulto, cativam sempre. Talvez por darem ao leitor uma visão do mundo completamente diferente do habitual. Gosta de quebrar barreiras, enaltecer todos os tipos de amor, sair fora da caixa. 

Molly, uma jovem de 17 anos, é a personagem principal deste livro. Já se apaixonou 26 vezes sem nunca ter tido coragem de revelar os seus sentimentos. Será na 27ª vez que o fará? Molly é uma rapariga tímida, sonhadora, inteligente, que tem uma família pouco convencional. É essa sua realidade familiar que faz dela uma rapariga mais empática e compreensiva.

Apesar de Molly ser uma ternura, é difícil não comparar este livro com o primeiro. Confesso que gostei mais do primeiro livro e de Simon. Ainda assim a escrita da autora continua a ser cativante, com personagens singulares, com mensagens sociais muito fortes e com histórias muito bem pensadas e construídas. 

Aconselho na mesma estes altos e baixos do coração de Molly. É uma história divertida e bonita de se ler, faz-nos regressar aos tempos de adolescência e às primeiras paixões, mas acima de tudo é um romance que enaltece a singularidade de cada indivíduo. É fantástico ter 17 anos. 

Fico ansiosamente à espera de um próximo livro da autora. Já me tornei sua fã.

Boas leituras!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

[A minha Opinião] A sociedade literária da tarte de casca de batata




Este livro já estava na minha estante faz muito tempo. Senti vontade de lhe pegar agora por causa do desafio literário do Manta de Histórias. Completo assim a categoria de livro adaptado ao cinema. Já estou preparada para ver o filme e decidir-me pelo melhor, se o livro ou o filme. Mas acho que posso afirmar que o livro ganhará esta batalha.

O inicio da leitura foi um pouco difícil. O livro não estava a conseguir cativar-me. Mas ainda bem que insisti e continuei a leitura. 

Este livro é um bom retrato da vida na pequena ilha de Guernsey, durante a ocupação nazi, na segunda grande guerra. Toda a narrativa se faz de uma maneira peculiar e original, através de cartas, trocadas entre todos os personagens desta história. 

Numa época onde a vida era cheia de sofrimento, desilusão, tristeza, estas personagens encontraram a sua evasão nos livros. Muito se fala em livros nesta história e do bem que eles fazem e trazem aos leitores. 

Quanto às personagens, gostei de todas elas, mesmo as que se tem aquele ódio de estimação. Gostei muito de Juliet, a talentosa escritora, mulher inteligente, sensível e sonhadora. Será esta a personagem que une todas as outras e enriquece esta história única. 

Só o facto de se falar muito de livros é já motivo mais que suficiente para ler o livro. Felizmente há muitas mais razões para nos perdermos nesta leitura. O contexto histórico e social, as personagens singulares, a bonita e mística ilha de Guernsey e todas as referências literárias. 

Recomendo-vos a leitura.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Orgulho e Preconceito


Primeiro clássico da literatura lido este ano. Um ponto do desafio de leitura do blogue Manta de Histórias concluído.

Antes de ler este livro, já tinha visto o filme e tinha bem presente a imagem das personagens. Nem mesmo conhecendo a história me desmotivei da leitura, pelo contrário. Jane Austen é uma excelente contadora de histórias e apresenta bem a época em que se desenrola a acção, finais do século XVIII.

Habituar-me à linguagem foi um desafio. Dei por mim a voltar atrás para reler passagens. Depois de me  habituar à linguagem cuidada a leitura flui bem melhor.

Gostei de voltar a reencontrar Elizabeth e Mr. Darcy, sem dúvida as minhas personagens preferidas. Já Mrs. Bennet e Lydia são de ir aos nervos com elas. É fácil perder o fio à meada com tanta personagem neste romance, mas é também este pormenor que torna a narrativa mais rica.

Duas belas histórias de amor e uma descrição perfeita da sociedade da época, cheia de desigualdades e preconceitos. Vale a pena ser lido e relido.

Boas leituras!

P.S: A edição de capa dura da editora Civilização é fantástica.  

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Mulheres da Noite


Sou super fã da autora Sara Blaedel desde o primeiro livro que li. Como não podia deixar de ser, tinha de comprar este livro obrigatoriamente. Segundo o que está no goodreads, este Mulheres da Noite é o quarto livro da série Louise Rick e o primeiro da trilogia Camilla.

Confesso que para quem leu os três primeiros livros, este livro causa confusão. Devia ter sido publicado antes de todos os outros, visto a história aqui narrada se passar antes das acções dos três livros já publicados.

Neste a história centra-se no início de carreira tanto de Louise Rick, como de Camilla. Aliás, a personagem com maior destaque neste livro é Camilla. Tanto Louise como Camilla fazem investigações sobre vários homicídios violentos. As suas descobertas e as consequências daí resultantes irão abalar a vida destas personagens.

A autora continua a dar ênfase à temática da violência contra as mulheres, sendo o tema central deste livro a prostituição e tráfico humano. Tem algumas cenas chocantes, como já é hábito e toda a envolvência de uma investigação policial.

Tendo em conta tudo o que disse anteriormente, este livro não me cativou tanto como os anteriores, e o final do livro não me encheu as medidas. Embora não tenha sido dos livros que mais gostei, continua presente a boa escrita de Sara Blaedel, as personagens que tanto gosto de acompanhar e as histórias tão bem construídas. Agora é esperar com ansiedade pelo próximo livro da autora.

Boas leituras!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

[A minha Opinião] A Minha Vida Im(perfeita)


Sou fã de Sophie Kinsella. Os seus livros são sempre de leitura fácil e bem humorada. Daqueles livros leves que de vez em quando me fazem bem ler para desanuviar.

Ia com grandes expectativas para esta leitura e não foram satisfeitas na totalidade. Estava à espera de começar a ler e entrar logo na história. Achei as primeiras páginas do livro um bocado enfadonhas. Mostra a realidade diária de Katie Brenner em Londres, desde que sai do seu pequeno apartamento até ao trabalho. Demorei algum tempo até entrar realmente na leitura.

Ultrapassadas essas primeiras páginas a história foi ganhando outras cores e a leitura correu bem melhor. Katie Brenner sempre foi apaixonada por Londres e está a viver o seu sonho. Mora e trabalha na cidade. Mas a vida perfeita que demonstra no seu instagram, está longe da realidade. São mais as vezes que a vida se mostra imperfeita que perfeita. Uma coisa é certa, Katie consegue manter o seu lado optimista e empenha-se a 100% no seu trabalho.

A vida de Katie ganha um novo fôlego quando conhece o enigmático Alex. Um homem inteligente, bonito, criativo e bem disposto. Mas esta felicidade irá durar pouco. Há um dia que a sua chefe Demeter, lhe dá uma notícia menos boa. A partir desse momento a história ganha outra direcção e obriga Katie a uma escolha difícil.

Apesar de Katie protagonizar algumas cenas hilariantes, principalmente com a sua chefe Demeter, não achei este livro tão divertido como os que já li anteriormente da autora. O bom humor está lá presente, mas não tanto como habitual. Não deixa de ser uma boa leitura e um bom romance.

A autora continua a escrever de forma simples, cria personagens cativantes e singulares com as quais se sente empatia, e oferece sempre muita dose de amor e paixão.

Ainda que não mantenha o mesmo registo divertido, presente nos livros anteriores, narra uma bonita história de amor e faz-nos reflectir sobre o que realmente somos e aquilo que transparecemos aos outros.

Boas leituras! 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Uma Mãe Perfeita



"Uma mãe perfeita", é o primeiro romance da autora Aimee Molloy, e não sei bem que dizer. É um livro que se lê bem mas não posso dizer que o adorei, apesar de todas as boas opiniões que li anteriormente. 

Como o título do livro indica, o tema central da história é a maternidade. Apresenta os desafios impostos às mães aquando do nascimento dos seus primeiros filhos. A luta que é conciliar a maternidade com a vida profissional e pessoal, sem cair num profundo esgotamento. 

A trama desenvolve-se a partir do rapto de um bebé, Midas. Um rapto que terá um impacto maior na vida de quatro mulheres: Winnie, Nell, Collette e Francie. Todas elas têm segredos, que vão sendo revelados à medida que a investigação avança. Nell, Collette e Francie irão elas próprias fazer as suas investigações acerca do desaparecimento, correndo riscos. 

A narração da história cabe às quatro personagens principais. Assim tenho várias perspectivas da acção e conheço melhor psicologicamente as personagens.

Dei por mim durante a leitura um pouco perdida. Confusa com alguns acontecimentos, confusa com certos procedimentos da investigação policial, confusa com certas acções das personagens. Houve alturas que achei que a narrativa se arrastava um pouco.  

Apesar dos pontos menos bons do livro, acho que a autora passou bem a mensagem do que é ser mãe pela primeira vez e dos desafios que se colocam à mulher nessa fase da vida. Nesse aspecto senti empatia com as personagens. Outro ponto a favor: nunca suspeitei do raptor. Ao longo da narrativa muitas pistas são seguidas mas nunca cheguei a suspeitar do culpado.

Boas leituras!

domingo, 16 de setembro de 2018

[A minha Opinião] Isto Vai Doer


"Isto vai doer", de Adam Kay, foi publicado em Agosto pela Cultura Editora. Um livro que me passou despercebido até ter sido desafiada pela editora a lê-lo. Confesso que leio poucos livros de não ficção e achei por bem sair da minha zona de conforto e ler este livro. 

Não sabia realmente o que esperar do livro, só não queria que fosse uma leitura cansativa. O livro surpreendeu nesse aspecto. A história é apresentada como um diário, onde Adam Kay partilha as suas experiências enquanto médico interno, no Serviço Nacional de Saúde britânico. O relato deste médico tem tanto de surpreendente como de assustador, tanto de boa disposição como de dramatismo, tanto de bom como de mau. 

Ao longo das páginas conheço o percurso de um médico interno, após seis anos de formação. É um caminho complicado, o trilhado por estes médicos que são literalmente lançados aos lobos durante os longos anos passados em enfermarias. Adam Kay, não esconde as suas angústias, inseguranças, as suas certezas e alegrias. Sim, porque no meio de tanto cinzento, há sempre bons momentos, momentos que fazem valer todo o sofrimento e cansaço destes profissionais. 

A escrita de Adam Kay é acessível, apesar de toda a gíria médica presente. Ao contrário do Serviço Nacional de Saúde britânico, o autor não nos deixa desamparados. Há sempre notas de rodapé a explicar procedimentos ou termos médicos, muitas vezes pautados por boa disposição. 

Ao longo da leitura dei por mim a fazer caretas, perante os relatos dramáticos ou então a fazer caretas e a rir-me perante o absurdo descrito. Os médicos realmente têm de ser pessoas especiais para exercerem esta profissão. Não são super homens e super mulheres como muitos os querem fazer parecer. São humanos e também adoecem. 

Este livro, além de ser um abre olhos para a realidade do Serviço Nacional de Saúde britânico, que também pode muito bem ser o nosso Serviço Nacional de Saúde, é também um importante relato, para reflectirmos sobre o trabalho louvável destes profissionais, que abdicam de uma vida pessoal, que trabalham horas infinitas, muito para além do tolerável, e que têm nas suas mãos decisões de vida ou de morte. 

Adam Kay tem um extraordinário sentido de humor. Sem dúvida que tornou um relato muitas vezes angustiante em algo divertido. Um livro de leitura obrigatória. Depois desta leitura não se olha para um profissional de saúde da mesma maneira. 

Boas leituras! 

Algumas passagens do livro:

"Prescrevo uma pílula do dia seguinte na urgência. Diz a paciente: "Dormi com três tipos na noite passada. Será que uma pílula chega.""

"Uma notícia sobre um porteiro de hospital que foi preso por ter fingido ser médico nos últimos anos. Acabo de sair de um destes turnos que fazem questionar-me sobre se poderia safar-me a fingir que sou porteiro."

"Hoje o limite das idiotices diárias dos pacientes foi ultrapassado, e dei comigo à procura de câmaras ocultas na sala. Após uma longa conversa com o marido de uma paciente sobre como nenhum preservativo lhe serve, confirmo que ele os estica até tapar os testículos."

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Primeiras Palavras - O Dia Em Que Chegaste

O Dia Em Que Chegaste

My rating: 3 of 5 stars

Este é já o segundo livro que leio da Letícia Brito. O primeiro livro que li foi Nos Braços do Vagabundo. De entre ambos, confesso que gosto mais deste seu segundo livro. É um livro que se centra mais nos vários tipos de amor, ao contrário do primeiro que se centra no amor romântico.
O Dia Em Que Chegaste é uma história sobre vários tipos de amor e de como o amor sempre nos salva. Mónica, Luísa e Martim são as personagens centrais nesta narrativa. Cada um deles narra na primeira pessoa, os seus pensamentos e dúvidas. Desta forma o leitor tem possibilidade de conhecer melhor as personagens e compreender os seus actos. As vidas destas personagens estão ligadas desde a adolescência, com histórias mal resolvidas entre eles, e que o universo, no seu insondável mistério, vai voltar a reunir.
A vida tem formas estranhas de nos chamar a atenção e de nos fazer reflectir. É sem dúvida o que acontece nesta história. Estas personagens são postas à prova, lutam contra os seus demónios, e esperam sair mais fortes no fim.
A pequena Margarida, que faz parte desta narrativa, foi a personagem que mais me cativou. Não há como não gostar da sua inocência, fragilidade e amor. Será ela a responsável por me emocionar durante a leitura.
No fim da leitura a mensagem mais importante que fica é que temos de aprender a perdoar e a seguir em frente.


terça-feira, 12 de junho de 2018

[A minha Opinião] As incríveis aventuras da super-miúda


Esta super-miúda de nome Rita, é uma de muitas crianças que gosta de fazer birra para comer. Este livro é sem dúvida, uma bela forma de convencer as nossas crianças a comer. 

A história, pelo que me é dado a conhecer, nasceu à mesa da cozinha, em forma de canção, para que a Rita, tão pouco interessada na comida, comesse. 

Este livro, além de bem escrito é também muito bem ilustrado. Samuel Úria, grande trovador português alia o seu talento a um outro, ao de Luís Levy Lima, artista plástico, ilustrador e designer, e cria aqui uma bela obra de arte.

A cereja no topo do bolo é o cd que acompanha o livro. Contém 3 faixas. A primeira é a versão oficial da "Canção da Super-Miúda", onde podemos ouvir a história cantada. A segunda faixa temos uma versão doméstica com a maravilhosa Rita e a família completa a cantar para nós. A última faixa é maioritariamente instrumental da "Canção da Super-Miúda". Três belas pérolas para dar a este livro um colorido ainda maior. 

Livro e cd mais que recomendados. Os miúdos irão adorar e os graúdos também. 

Boas leituras!  

segunda-feira, 11 de junho de 2018

[A minha Opinião] A Bia está a crescer


Tudo o que há para saber sobre a puberdade, está neste livro. Escrito pela endocrinologista pediátrica Mònica Peitx e ilustrado por Cristina Losantos, este é um livro que todas as meninas e pais devem ler. 

Este é o livro que devia ter lido há muitos anos atrás. Todas as dúvidas que assaltam o pensamento de uma menina de 9 anos, são aqui expostas e muito bem explicadas. As inquietações e transformações são desmistificadas dando lugar ao conhecimento e aceitação das mudanças. 

Alia uma linguagem simples e descomplexada sobre um tema sério, com ilustrações que cativam qualquer leitor. 

Um livro que sem dúvida recomendo a todas as raparigas. Mães, tias, irmãs mais velhas, primas, amigas, espero que o ofereçam às meninas na vossa família, nesta idade complicada. Será uma mais valia, acreditem. 

Livro mais que recomendado.
Boas leituras! 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

[A minha Opinião] A verdade sobre o caso Harry Quebert


Que livro! UAU! 

Já há imenso tempo que vários leitores e amigas me tinham dito: Tens de ler "A verdade sobre o caso de Harry Quebert, é fantástico." E agora para o desafio de leitura do meu blogue lá decidi dar-lhes ouvidos e mergulhar nesta leitura. A pergunta que me faço é: porque raio não leste o livro mais cedo se o tinhas na estante? Não consigo responder. Ou melhor, até consigo. São muitos os livros a ler.

É importante também referir-vos que esta foi a minha estreia com Joël Dicker, e que estreia. Não podia ter começado melhor. É um livro cinco estrelas. Acho que será difícil igualar ou será que não? Tenho de ler mais livros do autor.

Agora falando desta história incrível, com centenas de páginas para devorar e mais de uma dezena de personagens para conhecer. Que aventura! Tudo isto começa com o desaparecimento, no verão de 1975, da jovem Nola Kellergan. E quem diria que este desaparecimento iria assombrar a vida dos habitantes de Aurora em 2008, tantos anos depois. 

Um cadáver é descoberto no jardim do grande escritor Harry Quebert e é a partir deste acontecimento que toda a narrativa se desenrola.

Apesar de pensar que seria o grande Harry Quebert a narrar esta história fantástica, enganei-me. Quem toma a liderança é o jovem escritor e revelação literária Marcus Goldman. Marcus parte para Aurora, a fim de reencontrar o seu professor e mentor, Harry. Depois da descoberta do cadáver no jardim do mesmo, Marcus acha importante lá estar para apoiar o seu amigo e descobrir toda a verdade escondida. O que Marcus descobre é uma montanha de acontecimentos e intervenientes neste caso. 

E quanto mais lia, mais suspeitava, mais juntava as peças do puzzle, mais baralhada ficava. Nisso o autor Joël Dicker foi fenomenal. Deixou-me sempre agarrada ao livro e com a cabeça às voltas. A certa altura fiquei com receio que tanta personagem me deixa-se confusa mas acabou por não se confirmar. O autor é um mestre em deixar o leitor no caminho certo. 

A forma como Joël Dicker construiu a história e as personagens é fantástica. Não é só a personagem principal que merece a atenção do autor, são todas as personagens secundárias. Todas elas bem construídas e com histórias de vida curiosas, que desta forma enriquecem a história principal. Quase posso dizer que o autor nos ofereceu histórias dentro de uma história e em todas elas houve uma personagem principal.  

Joël Dicker construiu aqui uma história inacreditável, sem me dar um único momento de descanso. Incrível! Mais não vos posso contar sobre o livro. Não quero ser desmancha prazer e quero mesmo que leiam este livro. Mas não façam como eu, não o tenham tanto tempo na vossa estante. Se lá está neste momento e ainda não o leram, leiam-no de seguida. Não se vão arrepender! 

Eu por agora fico ansiosamente a aguardar pela chegada do próximo livro do autor, "O desaparecimento de Stephanie Mailer". Julho, chega rápido!

Mais que recomendado. LEIAM! 

quinta-feira, 7 de junho de 2018

[A minha Opinião] Tenho de Saber

Já há muito tempo que não lia uma boa história de espionagem e a Planeta resolveu brindar os seus leitores com uma. Mais uma vez recebi o meu exemplar de avanço e estou imensamente grata à editora pelo privilégio.

Sendo a autora Karen Cleveland uma antiga analista da CIA, percebo a tão bem construída personagem principal e a história narrada pela autora. 

Vivian Miller é uma analista de contra-espionagem, que se vê enredada numa teia complexa de mentiras e enganos. Vivian dedica-se a analisar dados que levam à descoberta de agentes "adormecidos", neste caso agentes russos. Qual não é a surpresa de Vivian quando descobre algo que não devia e que ameaça pôr em causa toda a sua vida. 

A personagem principal irá lutar para encontrar solução para a sua recente descoberta, sem que para isso tenha de destruir tudo aquilo que mais ama. A grande pergunta que se impõe a Vivian é: será a pessoa que mais ama merecedora de confiança? Uma questão que não vos responderei com a esperança que leiam este livro.  

É uma história viciante de espiões russos e americanos, bem escrita, com personagens cativantes. Passei pelas páginas a voar. É impossível largar o livro. No final do livro, fica a pairar no ar a possibilidade de um segundo livro. Será? Leitura recomendada.

Boas leituras!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

[A minha Opinião] Quando Tu Voltaste



Recebi a edição de avanço, personalizada com o meu nome, que segundo a Planeta é para leitores especiais. E é claro que adorei o mimo e senti-me mesmo especial. É um privilégio ser uma das sortudas a receber um exemplar de avanço.

Maria Realf traz ao leitor a força do primeiro amor e de como esse amor marca as vidas de Lizzie e Alex. É uma história de amor/ódio, de união/separação, de coração inteiro/coração partido. É uma história de amor comovente, a qual fui conhecendo através de avanços e recuos no tempo. 

Não posso dizer que seja uma história de amor surpreendente. Quem nunca teve um coração partido? Quem nunca teve um coração dividido? Quem nunca amou até lhe doer a alma? É uma narrativa de amor comum a tantas outras, com umas pequenas surpresas lá pelo meio. Quem adora ler romances e histórias de amor inesquecíveis, esta história irá cativar. 

Apesar de adivinhar o desenrolar e desfecho da história, é uma leitura que se faz muito bem e que algumas vezes se torna emotiva. A escrita da autora é simples, cativa pela leveza da história apesar de narrar temas mais difíceis, tem personagens credíveis, integra acontecimentos reais e narra a força de um primeiro amor, que a todos deixa grandes marcas.  

Recomendo a leitura a quem não passa sem um bom romance. É um livro ideal para se ler entre aquelas leituras mais pesadas. 

Boas leituras! 


terça-feira, 22 de maio de 2018

[A minha Opinião] Fomos Instantes


"Fomos instantes" é a obra de estreia da jovem autora portuguesa Débora Macedo Afonso. 

A autora faz um corajoso esforço em retratar a experiência do primeiro amor, a experiência da vida universitária, em trazer as paisagens e linguagem do norte do país. 

Simpatizei com a personagem principal, Vitória. Uma jovem inteligente, corajosa, determinada, apaixonada. Quanto a Guilherme, não poderei dizer o mesmo. Achei-o inconstante, perdido, muitas vezes um perfeito idiota.

Achei positivo a riqueza de diálogos, que faz avançar a história e permite conhecer um pouco melhor as personagens. Um aspecto negativo do livro são alguns erros de construção frásica e erros de escrita que se encontram no livro.

Num próximo livro da autora espero mais cuidado na linguagem para evitar lapsos de português, melhor desenvolvimento das personagens, e uma evolução na escrita da autora. 

Boas leituras! 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

[A minha Opinião] A Mulher à Janela


Este livro apareceu-me de surpresa em casa, e posso considerar que é mais um bom thriller publicado pela Editorial Presença.

Um livro bem escrito e pensado por A J Finn. Com inúmeras referências cinematográficas, o leitor parece que está, ele próprio, numa sala de cinema, a ver o desenrolar de um filme. Muitos referem que faz lembrar o filme "Janela Indiscreta" (também mencionado algumas vezes no livro), mas nesse aspecto não posso fazer comparações. Estou em falha no visionamento do filme. 

Achei as primeiras 100 páginas um pouco paradas e onde pouco se desvenda sobre a personagem principal, Anna Fox. Esta personagem fez-me lembrar muitas vezes Rachel, personagem principal do livro "A Rapariga no Comboio". Ambas são malucas, ambas têm problemas com álcool, ambas são desacreditadas pelo que testemunham. 

Depois das 100 páginas a história vai ficando interessante, vai ganhando outros contornos e vão sendo lançadas novas luzes sobre as personagens. Assim as páginas foram sendo rapidamente  lidas e com crescente curiosidade. Há ou não há um crime? É Anna ou não uma louca? Devo ou não acreditar no que ela me conta? 

O autor a meu ver, construiu bem o cenário, toda a história e as personagens presentes na narrativa. Até quase ao final do livro tive grandes dúvidas a respeito da personagem principal. A J Finn deixa o leitor agarrado até ao final do livro 

O final foi surpreendente! Não contava com uma revelação daquelas. Quando imaginei que a narrativa ia seguir determinado caminho, o autor surpreendeu. Aconselho a leitura.

Boas leituras! 


sexta-feira, 18 de maio de 2018

[A minha Opinião] Simplificar


Brooke Mcalary, depois de um problema de saúde, decidiu simplificar a sua vida. É a partir dessa experiência de vida que a autora, dá dicas ao leitor, para transformar os seus dias.

Com exemplos prático e graficamente apelativo, este livro é de leitura fácil. A autora vai dando dicas para descomplicarmos os nossos dias e para interiorizarmos a ideia de estabelecer prioridades. Há que executar tarefas com a consciência plena do que estamos a fazer. Tenho de ser capaz de me sentar à mesa e deliciar-me verdadeiramente com uma chávena de café. Sem pressas, sem mil e uma coisas na cabeça, sem tecnologia por perto. Um momento só meu. Há que encontrar espaço para não estarmos a executar mil e uma coisas ao mesmo tempo. Tem de haver espaço para executarmos uma e somente uma.

Mesmo que não coloque em prática todos os rituais transmitidos pela autora, pelo menos um irei tentar: o estar grata por aquilo que tenho.

Uma leitura leve para olhar a vida com atenção e simplicidade que merece.

Leitura recomendada.